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OURO

AngloGold Ashanti acelera geração de caixa e reforça protagonismo do Brasil

AngloGold Ashanti acelera geração de caixa e reforça protagonismo do Brasil

No Brasil, a companhia produziu 326 mil onças em 2025 e implementou o programa "Full Asset Potential" para otimizar custos, particularmente no complexo Cuiabá, em Minas Gerais.

A AngloGold Ashanti encerrou 2025 com números que ajudam a dimensionar a força de uma das maiores produtoras de ouro do mundo — mas também com uma narrativa que vai além dos indicadores financeiros. A companhia alcançou produção global de 3,1 milhões de onças no ano passado, triplicou o fluxo de caixa livre para US$ 2,9 bilhões e mais do que dobrou o Ebitda Ajustado, que saltou 129% em relação a 2024, passando de US$ 2,7 bilhões para US$ 6,3 bilhões.

Os resultados, segundo o CEO global, Alberto Calderon, são fruto de uma estratégia sustentada em pilares claros. “Mantivemos o foco em segurança, excelência operacional e consistência na execução. Isso nos permitiu cumprir novamente os objetivos de produção com segurança, controlar custos melhor do que a maior parte do setor e, consequentemente, entregar resultados e dividendos recordes”, afirma.

Na América Latina — região que engloba Brasil e Argentina — a empresa produziu 505 mil onças em 2025, das quais 326 mil vieram das operações brasileiras. O desempenho reforça o peso estratégico do País no portfólio global da companhia. Para o presidente da AngloGold Ashanti na América Latina, Luís Otávio de Lima, os números refletem uma cultura de disciplina e melhoria contínua. “Em 2025, consolidamos um desempenho consistente em todas as nossas unidades, sempre guiados pelo compromisso fundamental com a segurança e a sustentabilidade. Os resultados refletem uma gestão disciplinada, foco permanente em eficiência e melhoria contínua dos processos”, ressalta.

O desempenho financeiro robusto encontra respaldo em iniciativas estruturantes implementadas ao longo do ano. Um dos vetores centrais foi o programa “Full Asset Potential” (FAP), modelo de excelência operacional que busca eliminar gargalos e otimizar custos. No Brasil, os impactos foram particularmente expressivos. Somente no complexo Cuiabá, em Minas Gerais, mais de 40 projetos foram conduzidos dentro da metodologia, contribuindo diretamente para os resultados operacionais alcançados em 2025.

O ano também marcou um passo relevante na consolidação da agenda social da empresa no País, com a criação do Instituto AngloGold Ashanti, em janeiro. A iniciativa organiza e amplia a atuação da companhia nas frentes de cultura, meio ambiente, desenvolvimento social, inclusão e diversificação econômica, estruturando uma estratégia de longo prazo voltada ao fortalecimento das comunidades onde a mineradora atua. Apenas em 2025, mais de 40 iniciativas foram apoiadas ou desenvolvidas, com investimentos superiores a R$ 13 milhões.

No campo da segurança e da sustentabilidade, outro marco foi a conclusão da obra de descaracterização da Barragem de Contenção de Rejeitos CDS II, na mina Córrego do Sítio, em Santa Bárbara (MG). Finalizado em 2025, o projeto representou investimento aproximado de R$ 253 milhões e mobilizou cerca de 350 profissionais. A iniciativa reforça uma mudança estrutural já implementada pela empresa: desde 2022, a AngloGold Ashanti deixou de utilizar a disposição de rejeitos em polpa, adotando exclusivamente a disposição a seco em todas as operações brasileiras.

O conjunto de resultados de 2025 revela uma companhia que alia desempenho financeiro expressivo à consolidação de práticas operacionais mais eficientes, investimentos sociais estruturados e avanços concretos na agenda de segurança. Em um cenário global desafiador para a mineração, a AngloGold Ashanti reforça, com números e ações, sua estratégia de crescimento disciplinado e geração de valor sustentável.

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