
Unidade produz quase 100 mil máquinas em cinco décadas e é a única entre 12 fábricas da marca no mundo a fabricar carregadeiras e caminhões articulados na mesma linha de montagem.
Unidade industrial integrante do sistema global de produção da Volvo, a fábrica de equipamentos de construção da marca em Pederneiras (SP) comemora, em 2025, meio século de atividades, atendendo toda a América Latina e exportando produtos para os Estados Unidos, Europa e Ásia. A fábrica já produziu quase 100 mil máquinas em cinco décadas e, atualmente, é focada em carregadeiras, escavadeiras, compactadores e caminhões articulados. “Ao longo destes anos, testemunhamos uma revolução em nosso segmento. Quando começamos, as máquinas já eram muito robustas. Hoje, o mercado demanda equipamentos de alta tecnologia embarcada, com foco na produtividade, disponibilidade, conectividade e segurança. Temos orgulho de impulsionar e protagonizar esse movimento, com processos de ponta e profissionais altamente qualificados”, afirma Wladimir Garcia, head de operações industriais da Volvo CE em Pederneiras.
Localizada a 320 km da capital paulista, a fábrica de Pederneiras tem 550 funcionários e é uma das mais completas do sistema industrial global da Volvo CE, sendo a única entre outras 12 unidades fabris de equipamentos da marca no mundo a produzir carregadeiras e caminhões articulados em uma única linha de montagem. “Somos referência no Grupo em eficiência, flexibilidade e excelência de processos”, garante Garcia. Por conta da elevada qualidade e competitividade, nas últimas décadas a planta assumiu uma vocação exportadora. Atualmente, 60% da produção é destinada ao mercado externo. “Isso traz benefícios também aos clientes daqui, que recebem máquinas exatamente com a mesma tecnologia que entregamos para a Europa e Estados Unidos, mercados reconhecidamente exigentes”, assegura Luiz Marcelo Daniel, head de operações comerciais da Volvo CE na América Latina.
A eficiência industrial da fábrica de Pederneiras está ligada ao conceito VPS (Volvo Production System), sistema de gestão de produção estruturado e formalizado, que usa conceitos, ferramentas e técnicas de manufatura enxuta nas fábricas da marca em todo o mundo. Outro destaque é a sustentabilidade dos processos. Além de ser uma planta aterro zero desde 2022, a busca pela eficiência energética e redução nas emissões é constante. “Toda a energia elétrica que utilizamos provém de fontes renováveis. Além disso, implementamos iniciativas que resultaram na redução de mais de 2.000 MWh no consumo energético”, assegura Garcia. Há também ações constantes para reduzir as emissões. “Nos últimos cinco anos deixamos de lançar mais de 300 toneladas de CO2 na atmosfera. Em 2026, seremos uma planta com zero emissões de gases de efeito estufa”, afirma.
Atualmente, Pederneiras produz as mais modernas gerações de equipamentos Volvo, as mesmas disponíveis na Europa, América do Norte e Ásia. Dentre as carregadeiras, a unidade produz as L60, L70, L90, L110, L120, L150 e L180; as escavadeiras EC140, EC210, EC220, EC230 e EC260, o compactador SD110 e o caminhões articulados A25, A30, A40, A45 e A50. Inaugurada em 1975 ainda sob a marca Clark, a fábrica de Pederneiras produziu inicialmente empilhadeiras, guindastes e carregadeiras. Em 1987, a Volvo se associou a nova marca global, a VME, e, em 1995, incorporou tal marca por completo, dando origem à Volvo Construction Equipment (Volvo CE). Desde então, Pederneiras recebeu investimentos constantes e se consolidou como uma das principais fábricas da Volvo CE no mundo.
VEJA TAMBÉM

Galvani investe em tecnologias para aumentar eficiência
Iniciativas incluem beneficiamento a seco em Angico dos Dias e nova unidade em Irecê com circuito fechado de água e aproveitamento de rejeitos como insumos agrícolas.
13/08/2026
MRN comemora 47 anos do primeiro embarque de bauxita
A companhia responde por 36% da produção nacional de bauxita e já recuperou mais de 8 mil hectares de áreas mineradas desde sua fundação.
12/08/2026
Sigma Lithium defende industrialização do lítio como estratégia do Brasil
Empresa defende que o diferencial competitivo do Brasil está na capacidade de processar recursos, não apenas extraí-los, com operação em Grota do Cirilo já produzindo 270 mil toneladas de concentrado de óxido de lítio por ano.
12/08/2026



