SGB anuncia investimentos de R$ 1,2 bilhão até 2030 para ampliar conhecimento geológico

Cerca de R$ 300 milhões já estão no projeto de orçamento de 2027 para levantar geofísica aérea, geoquímica e mapas das províncias minerais
O Serviço Geológico do Brasil deverá dispor de R$ 1,2 bilhão até 2030 para investir em programas visando ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro. Foi o que anunciou o presidente do órgão, Vilmar Simões, durante a abertura do 52º Congresso Brasileiro de Geologia (CBG), que se realiza em Fortaleza (CE). Os investimentos permitirão avançar em projetos envolvendo geofísica aérea, geoquímica e mapeamento geológico em escala 1:100.000 nas províncias minerais do Brasil.
O diretor-presidente ressaltou que o orçamento de R$ 1,2 bilhão previsto até 2030 pelo governo federal será fundamental para gerar resultados que apoiem o desenvolvimento da cadeia produtiva mineral do país. “Já foi submetido ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), orçamento de cerca de R$ 300 milhões para execução em 2027. Esse projeto tem por objetivo investigar com maior profundidade todas as províncias minerais conhecidas no nosso país”, explicou Simões.
Uma das frentes do projeto são os levantamentos aerogeofísicos, sendo que um bloco já foi concluído em Tocantins e outro em parte do estado de Goiás, onde há outro bloco em conclusão. O SGB também está desenvolvendo levantamentos aerogeofísicos na Bacia do Parnaíba, em áreas do Maranhão e Piauí. Além disso, o SGB avança com os levantamentos geoquímicos.
Para ampliar o mapeamento geológico na escala 1:100.000, Vilmar Simões ressaltou a importância da atuação integrada entre o SGB e a academia. No discurso, destacou a necessidade das parcerias com as universidades e centros de pesquisa para desenvolvimento deste programa de ampliação do conhecimento geológico.
Desenvolvimento e inovação
Durante a cerimônia, o presidente Vilmar Simões também abordou o valor da atual carteira de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), conduzidos pelo SGB em parceria com instituições, dentre elas, a Petrobras. A carteira de projetos já soma cerca de R$ 400 milhões. “Estamos revitalizando o Museu de Ciências da Terra, na Urca, que será equipado por meio dessa parceria com a Petrobras no valor de cerca de R$ 110 milhões. Já está em execução o Centro de Referência em Geociência que abrigará um dos maiores e mais modernos laboratórios de isotopia e geocronologia da América Latina”, disse.
Simões enfatizou ainda a importância da disseminação do conhecimento geocientífico e apresentou o novo sistema do SGB: GeoBusca, na versão beta. Essa ferramenta facilita a localização de informações geocientíficas produzidas pela instituição e amplia as possibilidades de acesso da sociedade a dados que podem apoiar pesquisas, estudos e diferentes aplicações.







