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EXPOSIBRAM

Setor mineral quer estar mais próximo a comunidades

Setor mineral quer estar mais próximo a comunidades

"É necessário fazer uma colocação para a sociedade brasileira de que podemos assegurar uma operação sustentável e segura"

A Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM) iniciou a edição 2021 reunindo representantes da mineração nos Estados Unidos, Brasil, Chile, África do Sul e Canadá, que debateram sobre o futuro do setor e a importância da implementação da energia limpa nos processos. A prática do carbono zero (quando a empresa não emite gases do efeito estufa em seu processo de produção) é vista pela mineração mundial como um passo necessário para o futuro. Outro ponto ressaltado pelos participantes no painel "Mineração do Futuro e o Futuro da Mineração: A Visão das Associações ao Redor do Mundo" foi a necessidade de melhorar a comunicação com as comunidades sobre a participação da mineração no dia a dia dos cidadãos.

O painel teve a moderação do representante do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Aidan Davy, que abriu o debate perguntando a cada convidado como seria a mineração do futuro. Flávio Penido, Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), disse que o setor mineral tem como objetivo comunicar às comunidades sobre os processos. "É necessário fazer uma colocação para a sociedade brasileira de que podemos assegurar uma operação sustentável e segura, principalmente nos pontos operacionais", disse. Além disso, Penido citou também a parceria com a Associação de Mineração do Canadá (MAC), no âmbito do projeto Towards Sustainable Mining/Rumo à Mineração Sustentável (TSM). É um programa de sustentabilidade reconhecido mundialmente, que dá suporte às empresas de mineração no monitoramento do impacto ambiental e riscos sociais. "Estamos implantando o TSM Brasil com adesão de empresas do setor mineral, ainda mais que este programa está relacionado às boas práticas de ESG", afirmou Flávio Penido. Em relação ao TSM, o CEO do MAC, Pierre Graton, comentou a meta de ampliar o projeto em âmbito global. “Estamos comprometidos com a iniciativa de mineração sustentável que lidera e guia a operação para ter uma melhora nos nossos padrões. Temos as ferramentas para transformar os processos, e o mundo conta com a gente", afirmou.

O Diretor da Sociedade Nacional de Mineração (SONAMI) do Chile, Diego Hernández Cabrera, fez uma análise mais regional e disse que o país andino passa por momento político complexo, com o nascimento de uma nova Constituição. Para Cabrera, é necessário aproveitar essa oportunidade para ampliar a mineração no Chile. "Essa nova Constituição pode mudar alguns dos fundamentos que irão melhorar a nossa capacidade de minerar", indicou. Além disso, Cabrera contou sobre o plano de atingir a emissão zero de carbono até 2050 no setor da mineração. "A boa notícia é que estamos começando a fazê-lo. É um plano que já está em ação", comemorou.

Já a Vice-Presidente de Políticas Internacionais da Associação Nacional de Mineração (NMA) dos Estados Unidos, Veronika Shime, alertou sobre a importância do engajamento da sociedade e da mineração em prol de um objetivo comum: uma produção sustentável. "O setor mineral tem essas tecnologias para implementação de zero emissão de carbono e a nossa ideia primária é engajar países com recursos de forma responsável", explica. Veronika citou ainda a importância de países se relacionarem e promoverem trocas entre instituições financeiras que possam apoiar mineradoras e projetos que sejam sustentáveis e dentro dos padrões ESG. Segundo o CEO do Conselho de Mineração da África do Sul, Roger Baxter, o país, embora ainda tenha como principal fonte de geração energética o carvão, possui recursos em abundância para a geração de energia solar e eólica. "Temos um plano integrado para descontinuar a geração de energia com base em carvão, na próxima década. Os planos sugerem que até 2030 deveremos ver um aumento da capacidade produtiva da África do Sul de energia nuclear e de energias renováveis", destacou.

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