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Produção recua em 2025, mas poderá voltar a crescer em 2026

Produção recua em 2025, mas poderá voltar a crescer em 2026

São Paulo, responsável por 25% da produção nacional, deve comercializar 70 milhões de toneladas no ano, com expectativa de recuperação em 2026 impulsionada por obras de infraestrutura.

Embora tivesse expectativa de fechar o ano com crescimento, a indústria paulista de pedras britadas deve apresentar um recuo da ordem de 4% em volume produzido no em 2025, o que certamente se refletirá no desempenho do setor como um todo no País, já que São Paulo representa aproximadamente 25% da produção nacional de rochas britadas. O diagnóstico foi feito pelo engenheiro de minas Daniel Debiazzi, durante a cerimônia de posso das diretorias do Sindipedras (Sindicato da Indústria de Mineração de Pedra Britada do Estado de São Paulo) e do Sindareia (Sindicato das Indústrias de Mineração de Areia do Estado de São Paulo), realizada na noite do dia 17 de dezembro, na sede da Fiesp, em São Paulo.

Debiazzi, que foi reeleito como presidente do Sindipedras, disse que desde 2020 o segmento vem apresentando resultados crescentes em volumes comercializados e faturamento, depois de enfrentar uma forte depressão de 2015 a 2019 e que o recuo em 2025, se confirmado, de certa forma surpreende os produtores. Ele lembrou que o estado de São Paulo conta com mais de 130 empreendimentos ativos, que devem comercializar 70 milhões de toneladas em 2025, sendo 30 milhões de toneladas apenas na região metropolitana de São Paulo. “Faturamos 4 bilhões de reais, que representa 25% do total de rochas britadas do País. É o maior faturamento no cenário mineral paulista, logo abaixo da água mineral. E apresentou um crescimento, no período de 2019-2025, de 40%, tendo recolhido mais de R$ 31 milhões de CFEM, que corresponde a 23% do total recolhido no estado de São Paulo. A cota-parte da CFEM beneficiou 104 municípios no estado de São Paulo. Vale dizer, por fim, que as três maiores empresas no segmento de pedra britada do País são de São Paulo”, afirmou.

O presidente do Sindipedras disse, ainda, que o setor espera para 2026 um desempenho semelhante àquele registrado ao longo dos últimos anos, centrado muito “nas obras de infraestrutura que o País precisa para crescer. E a nossa torcida e nossa fé é de que essas obras possam ser materializadas e não se viva mais dos ciclos de cinco anos que remetem, quase sempre, ao calendário eleitoral”.

Para a areia, cenário desafiador

Diego Saraiva, que foi empossado na mesma cerimônia como presidente do Sindareia, afirmou que o setor vive atualmente um momento que exige atenção e equilíbrio. “O mercado de areia apresenta estagnação nas quantidades vendidas, em um cenário econômico mais desafiador, com juros ainda elevados, crédito mais seletivo e investimentos mais cautelosos. O horizonte eleitoral que se aproxima adiciona incertezas e exige planejamento. As perspectivas para 2026 são ligeiramente mais positivas que as deste ano, mas trazem desafios relevantes que reforçam a importância da previsibilidade, da segurança jurídica e de uma atuação institucional coordenada”.

Em paralelo, segundo ele, há uma convergência clara no debate global do setor, a necessidade de melhorar continuamente a imagem da atividade perante a sociedade. “Não basta sermos responsáveis. É fundamental que isso seja percebido. Produzir agregados hoje exige eficiência operacional, legitimidade social, diálogo institucional e comunicação qualificada”.

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