Jaguar Mining adota medidas para enfrentar impactos do El Niño

Plano inclui reforço de drenagens, sistemas de monitoramento 24 horas e aceiros corta-fogo para proteger operações contra chuvas intensas e períodos de seca.
A Jaguar Mining desenvolveu um plano com diversas ações para reduzir a exposição de suas unidades aos efeitos do El Niño. A estratégia da companhia engloba reforço dos sistemas de bombeamento e manutenção das drenagens, melhoria de estradas, estabilização de taludes e prevenção de incêndios florestais. A empresa também vai adotar o Sistema de Monitoramento e Alerta Climatempo (SMAC), com acompanhamento meteorológico 24 horas por dia, sete dias por semana, e instalar pluviógrafos nas unidades operacionais. “Nosso plano olha para diferentes cenários. Precisamos estar preparados tanto para chuvas intensas, que podem afetar drenagens, acessos e estruturas, quanto para períodos de seca, com maior risco de poeira e incêndios. A prioridade é antecipar os riscos e proteger as pessoas e a operação”, explica Ernesto Bossi, gerente geral de Geotecnia da Jaguar.
Segundo Bossi, dentre as medidas já em andamento estão o reforço dos sistemas de bombeamento para controle de inundações, a manutenção e limpeza das drenagens pluviais e a melhoria do pavimento de estradas e acessos operacionais, para reduzir riscos de erosão e atolamento de equipamentos. Tendas, telhados industriais e outras estruturas também passam por reforços preventivos. No outro extremo, para reduzir a exposição ao risco de seca, calor e incêndios, a Jaguar está implantando aceiros corta-fogo e realizando manejo da vegetação próxima a redes elétricas, tubulações, galpões e outros ativos. De acordo com Bossi, as equipes também participam de treinamentos para atuação em emergências e de campanhas internas de prevenção.
Na Exposibram 2026, realizada no fim de agosto, em Belo Horizonte, a Climatempo destacou o aumento da procura das mineradoras por sistemas de monitoramento e alertas capazes de transformar informações meteorológicas em decisões operacionais. “As mineradoras estão cada vez mais aderentes à integração do monitoramento climático ao negócio e o setor tem buscado soluções digitais, monitoramento 24/7, alertas hiperlocais e informações capazes de apoiar decisões operacionais em tempo real”, afirmou Thiago Aires, gerente de Soluções da Climatempo. O especialista da Climatempo afirmou que o super El Niño pode provocar chuva intensa, descargas atmosféricas, ventos, baixa visibilidade e condições favoráveis à dispersão de poeira que podem afetar tanto a segurança quanto a rotina das minas. A informação antecipada permite, por exemplo, interromper temporariamente uma atividade, retirar trabalhadores de uma área de risco ou definir o momento mais seguro para a retomada. “O ganho não está apenas em prever o tempo, mas em transformar dados meteorológicos e climáticos em planejamento operacional”, afirma Aires.







