Com R$ 70 bilhões em investimentos, o plano Novo Carajás da Vale mira ampliar a produção de minério de ferro e cobre no Pará, gerando impacto econômico, mas enfrenta desafios em sustentabilidade e relações com comunidades locais.
Em Carajás, a Vale busca a licença social para operar, conciliando a extração de minério de ferro com a responsabilidade socioambiental e o respeito às comunidades locais e povos indígenas.
A exploração mineral em Carajás impulsionou o desenvolvimento econômico da região, mas também gerou impactos socioambientais e desigualdades, conforme análise da produção da Vale na região.
A empresa investe no chamado "minério verde", também conhecido como pellet feed, uma matéria-prima com baixos níveis de impurezas capaz de reduzir em até 50% a emissão de CO₂.
Com recursos do Fundo Clima, os empreendimentos vão reduzir as emissões de mais de 100 mil toneladas anuais de gases do efeito estufa equivalente e gerar cerca de 4.500 empregos diretos e indiretos.
Os recursos agora somam 1,7 bilhão de toneladas, volume superior aos 1,37 bilhão anterior, o que fortalece os planos da empresa para uma operação integrada de 5 milhões de toneladas anuais de ferro verde - HBI .
O acordo com a Hafeet Rail viabiliza a integração da cadeia de suprimentos da mineração, transportando o minério de ferro produzido pela Itaminas em Sarzedo, Minas Gerais, até o Oriente Médio.
Os moradores locais são contra o projeto por temerem os impactos ambientais do empreendimento, que pode provocar poluição do ar, destruição de nascentes e instabilidade do solo.
O adiantamento da compra da Itaminas permite à empresa desenvolver um plano maior de expansão, com a capacidade de produção anual saltando das atuais 6,5 milhões de toneladas para 10 milhões de toneladas até 2026.