16/12/2015
FUNDO DO MAR

Pesquisa visa identificar recursos minerais

Pesquisadores apoiados pela Fapesp e pelo Natural EnvironmentResearchCouncil (NERC), conselho de pesquisa britânico, irão estudar a formação de depósitos de metais da Elevação Rio Grande, cordilheira situada no fundo do Oceano Atlântico, distante 1,5 km da costa brasileira. A intenção dos pesquisadores é identificar a presença de minerais e elementos químicos, cada vez mais raros na superfície terrestre. Também serão pesquisadas nesse projeto as planícies abssais da Ilha da Madeira, no Atlântico Norte.

Durante a apresentação do projeto, ocorrida no início de dezembro, nas instalações da Fapesp, em São Paulo, Frederico Brandini, do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), coordenador do Marine E-tech no Brasil, salientou a dependência brasileira por terras raras para desenvolver suas tecnologias e a imensidão da costa brasileira passível de exploração: “a Elevação do Rio Grande é uma potencial fonte de recursos, mas sobre a qual ainda se sabe muito pouco nas ciências oceanográficas e na mineração, o que inviabiliza o entendimento de suas potencialidades e da sustentabilidade da sua exploração. As pesquisas serão conduzidas para encontrar soluções nesse sentido”, destacou.

Na ocasião, Brandini ressaltou ainda que os nódulos polimetálicos, concentrações de diferentes metais formadas no fundo do oceano, têm ferro e manganês na maior parte de sua composição e que a exploração desses minerais depende de conhecimento científico e de tecnologias específicas devido à profundidade em que se encontram. Entre os tesouros submersos os pesquisadores indicam a presença de telúrio (presente em apenas 0,0000001% da superfície, o que o torna três vezes mais escasso do que o ouro), cobalto e selênio.

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