SITECH e Nokia levam Inteligência Artificial Física à mineração

A Nokia entra com a plataforma de operações cognitivas e o nó de borda; a SITECH vende, integra e dá suporte, a começar pela detecção de fadiga em dezembro
A SITECH e a Nokia firmaram parceria estratégica para levar a Inteligência Artificial Física (Physical AI) às operações de mineração e construção no Brasil. Essa tecnologia permite que máquinas e equipamentos percebam o ambiente, processem informações, tomem decisões e executem ações de forma inteligente. A parceria combina a experiência da SITECH em máquinas e equipamentos pesados, desde a teleoperação até a mineração autônoma, com a plataforma Nokia Cognitive Operations (NCO) e o Cognitive Edge Node (CEN).
Com atuação junto a importantes empresas do setor de mineração brasileiro, a SITECH e a Nokia desenvolverão e comercializarão soluções de forma conjunta, sendo que a primeira será responsável pela comercialização, engenharia de aplicação, integração, comissionamento e suporte técnico local. O projeto tem como eixo central o CEN, que integra conectividade por múltiplas redes celulares, satélite e Wi-Fi Mesh em uma infraestrutura resiliente, projetada para eliminar pontos únicos de falha e garantir a disponibilidade dos dados em tempo real necessários às aplicações de Inteligência Artificial Física. “A Inteligência Artificial Física está saindo dos laboratórios e chegando às frentes de operação das minas”, afirma Lelio Di Martino, gerente-geral de Cognitive Operations da Nokia. “Com a SITECH, levamos inteligência diretamente às máquinas e operações mais críticas, tornando-as mais seguras, produtivas e autônomas”, acrescenta.
Para Ricardo Mesquita, gerente Comercial e de Engenharia da SITECH, “os clientes buscam operações mais seguras e produtivas, e precisam dessas soluções agora”, afirmou. “Com a Nokia, incorporamos a Inteligência Artificial Física ao nosso conhecimento em máquinas e equipamentos pesados, contando com a experiência e o suporte local que a SITECH oferece.” Entre as primeiras aplicações estão:
- Detecção de fadiga: solução já validada em prova de conceito (PoC), pronta para expansão, contribuindo para a prevenção de incidentes operacionais;
- Análise de combustível em tempo real e preditiva: monitoramento do consumo, identificação de desperdícios e apoio ao planejamento operacional;
- Teleoperação e controle remoto de máquinas pesadas: soluções que permitem manter pessoas fora de situações e áreas de risco, ampliando a segurança das operações.
A detecção de fadiga será a primeira aplicação a ser ampliada, com implantações previstas para dezembro de 2026. As empresas já estão desenvolvendo projetos conjuntos com potencial de expansão para toda a América Latina.







