Hydro renova parceria com UFPA até 2029
A Hydro renovou Convênio de Cooperação Técnico e Científica até o final de 2029 com a Universidade Federal do Pará (UFPA). Desde seu início, em 2020, o programa já beneficiou 180 professores, estudantes e técnicos em 17 projetos, com um investimento total de R$ 15 milhões.
Para a Hydro, o acordo reforça a parceria entre as instituições com o objetivo de desenvolver novos projetos de pesquisa e avançar em projetos já apoiados pelo convênio. “A parceria com a UFPA, uma das maiores universidades do Brasil e referência em ensino e pesquisa na Amazônia, é um grande orgulho para nós. Ao longo dos primeiros cinco anos do convênio, colaboramos para a integração eficiente entre o ambiente acadêmico e a indústria, produzindo conhecimento científico para criar soluções tecnológicas inovadoras, e desenvolver pessoas com alta qualificação técnica. Este trabalho conjunto contribui para o progresso sustentável da região amazônica, e consequentemente para a melhoria da qualidade de vida da população das áreas em que a Hydro opera”, afirma Raphael Costa, vice-presidente sênior de tecnologia da Norsk Hydro Brasil.
A parceria oferece soluções para a Hydro no que diz respeito aos seus desafios científicos e tecnológicos, sobretudo na descarbonização de suas operações, e soluções de economia circular utilizando o resíduo de bauxita e rejeito. Enquanto para os pesquisadores oferece, além do fomento e o suporte para publicações de artigos e apresentação em eventos técnicos, o acesso a equipamentos utilizados na indústria e a prática constante com problemas reais. Ambos também se beneficiam da formação de mão de obra especializada, que reúne mais de 62 mil estudantes em 12 campi espalhados por todo o estado. O convênio atende as três operações da Hydro no Pará: a Mineração Paragominas, mina de bauxita que abastece todas as operações da Hydro no mundo, Alunorte, maior refinaria de alumina em planta única no mundo, e na Albras, maior produtora de alumínio primário do Brasil.
Entre as inovações destaca-se a produção de biomassa a partir do caroço do açaí, nas caldeiras da Alunorte, que substituiu o carvão mineral por uma fonte de energia limpa, e gerou um grande ganho para a economia circular, uma vez que ainda na fase atual de testes, o projeto já consome milhares de toneladas do resíduo do açaí. Outros exemplos são o desenvolvimento de um cimento de baixo carbono e de agregado sintético para a produção de concretos, que passaram para uma fase mais avançada de testes com a renovação do convênio. Ambos são obtidos a partir de resíduo de bauxita que seriam depositados, demonstrando uma excelente oportunidade para gerar valor por meio do reaproveitamento de resíduos. “É um convênio que atua em diversas frentes. Além das pesquisas, buscamos auxiliar na capacitação dos profissionais com a promoção de workshops, disciplinas e cursos de especialização, como a pós-graduação em Engenharia Geotécnica, no qual formamos 14 profissionais. Também buscamos dar suporte à comunidade estudantil mais necessitada, algo que foi realizado, por exemplo, na pandemia, com a doação de 890 tablets para estudantes terem acesso às aulas virtuais”, acrescenta Raphael Costa. “A Universidade Federal do Pará se destaca com a disposição para dialogar com todos os setores que contribuem, em diferentes áreas, com as territorialidades do Estado. E nesse sentido, o setor produtivo ligado às indústrias se constitui também como campo importante para esse diálogo”, reforça o Prof. Dr. Gilmar Pereira da Silva.