Foco em minério de ferro, cobre e nutrientes agrícolas
Na Assembleia Geral Anual de acionistas realizada em Londres, o presidente do conselho da Anglo American plc, Stuart Chambers, afirmou que o grupo nglo focou os planos no potencial de classe mundial em três grupos de produtos: cobre, minério de ferro premium e nutrientes para culturas agrícolas. “Como já dissemos repetidas vezes, consideramos esses produtos essenciais para o futuro, atendendo às três principais tendências estruturais de descarbonização, melhoria dos padrões de vida e segurança alimentar, e esperamos que eles contribuam para o sucesso de nossos negócios nas próximas décadas. Aproveitamos esse impulso e demos continuidade à transformação do nosso portfólio ao longo de 2025, em paralelo com o acordo de fusão. Isso incluiu a cisão responsável do nosso negócio de PGMs (Anglo American Platinum, agora Valterra Platinum) em maio, conforme planejado. Também avançamos com o processo de venda de nossa unidade de negócios de carvão metalúrgico, após a decisão da Peabody de não prosseguir com a transação previamente acordada, enquanto continuamos focados na retomada segura da produção na mina de Moranbah Norte. Estamos trabalhando para concluir a venda de nossa unidade de negócios de níquel, enquanto a separação de nossa icônica unidade de negócios de diamantes, a De Beers, está progredindo”.
Duncan Wanblad, Diretor Executivo da Anglo American plc, por sua vez, reconheceu também progressos significativos na jornada de segurança, com a continuidade da tendência de queda na frequência de lesões, registrando a menor taxa de todos os tempos em 2025. “No entanto, estamos todos profundamente tristes com as duas mortes trágicas de dois colegas em acidentes no Brasil e no Zimbábue no ano passado. É simplesmente inaceitável e asseguro-lhes que estamos empenhados em criar um ambiente de trabalho onde todos retornem para casa em segurança”. Além disso, a Anglo anunciou em 2025 a fusão para criação da Anglo Teck em setembro e que marca um momento crucial na longa história – uma combinação poderosa, projetada para desbloquear valor significativo tanto no curto quanto no longo prazo, ao mesmo tempo que oferece aos acionistas, mais de 70% de exposição ao cobre. “Avançamos com rapidez no processo de fusão – tendo recebido a aprovação da Lei de Investimentos do Canadá em dezembro, após o apoio esmagador dos acionistas de ambas as empresas – e continuamos a obter as principais aprovações regulatórias para prosseguir rumo à conclusão, seja ainda este ano ou no início do próximo. Em paralelo à fusão para formar uma líder em minerais críticos com a Anglo Teck, continuamos a cumprir nossas prioridades estratégicas de excelência operacional, otimização de portfólio e crescimento”.
Em maio, a companhia concluiu a cisão da maior parte da participação na Valterra Platinum para os acionistas, conforme planejado, e em setembro monetizou a participação residual de 19,9% por US$ 2,5 bilhões em dinheiro. Em janeiro de 2025, concluiu a venda da participação minoritária na Jellinbah para a Zashvin, por US$ 0,9 bilhão, como parte da alienação do negócio de carvão metalúrgico. “Embora tenhamos ficado muito desapontados com a decisão da Peabody de não concluir a transação previamente acordada para o restante deste negócio, esperamos que consigamos chegar a um acordo de venda alternativo e vantajoso em 2026. Em relação ao nosso negócio de níquel, estamos avançando com a transação de venda acordada com a MMG, buscando a aprovação regulatória, enquanto o trabalho de separação da De Beers continua, com ações em andamento para fortalecer o fluxo de caixa e posicionar a empresa para o longo prazo”.
Sobre os resultados, Duncan disse que o forte desempenho dos negócios de Cobre e Minério de Ferro Premium cumpriu as metas de produção para 2025, além de ter apresentado melhoria no EBITDA subjacente, contribuindo com US$ 4 bilhões e US$ 2,9 bilhões, respectivamente. O EBITDA combinado deste negócio simplificado aumentou, portanto, para US$ 6,9 bilhões, com margem de 44% e retorno sobre o capital empregado superior, de 17%.
“Refletindo um controle de custos robusto em um ambiente inflacionário contínuo, também atingimos nossa meta de economia de custos de US$ 1,8 bilhão, ao mesmo tempo em que continuamos a fortalecer nosso balanço patrimonial, impulsionados pelos recursos iniciais da otimização de nosso portfólio e por nosso foco contínuo na conversão de caixa. “Nosso dividendo total em dinheiro de US$ 0,2 bilhão, equivalente a US$ 0,23 por ação, está em linha com nossa política de distribuição de 40%. Nossas capacidades de desenvolvimento e execução de projetos são a base de como esperamos gerar valor a partir de nosso pipeline de crescimento. Nossa abordagem para o desenvolvimento de projetos é holística, integrando sustentabilidade à nossa expertise técnica para, ao mesmo tempo, entregar com sucesso as significativas opções de crescimento em nosso portfólio e concretizar nossas ambições de sustentabilidade e de negócios em geral”.
Duncan comentou que a Anglo atualizou a Estratégia de Sustentabilidade, que continua alicerçada nos três temas que moldam a abordagem desde 2018: construir confiança como líder corporativo, contribuir para um ambiente saudável e ajudar a criar comunidades prósperas. “Mas, assim como nós, enquanto empresa e o mundo ao nosso redor evoluímos, adotamos uma abordagem mais personalizada: uma que leva em consideração os diferentes contextos locais e equilibra metas globais com metas específicas para cada negócio, reconhecendo que uma solução única raramente serve para todos. Este foi um ano crucial para o futuro do nosso negócio, tanto em termos de simplificação do nosso portfólio quanto na geração de crescimento de valor agregado a longo prazo por meio da fusão transformadora que criou a Anglo Teck”.