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PNM 2050

FIEMG diz que maior desafio é transformar estratégia em ações concretas

FIEMG diz que maior desafio é transformar estratégia em ações concretas

Entidade ressalta que sucesso do PNM 2050 dependerá da transformação da visão estratégica em políticas efetivas e investimentos concretos que permitam ao Brasil industrializar seus recursos minerais.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avaliou como positivo o lançamento do Plano Nacional de Mineração (PNM 2050), realizado pelo Ministério de Minas e Energia no dia 2 de julho. A entidade comenta que o PNM 2050 é um avanço, ao apresentar uma visão de longo prazo para o setor mineral brasileiro e reconhecer a importância da inovação, da transformação mineral e da agregação de valor aos recursos produzidos no Brasil. No entanto, a FIEMG destaca que o sucesso da iniciativa dependerá da implementação de instrumentos concretos capazes de transformar essas diretrizes em políticas efetivas, fortalecendo a indústria nacional e permitindo que o Brasil avance para além da produção e exportação de matérias-primas.

A FIEMG considera que o futuro Plano de Metas e Ações estabeleça mecanismos para estimular investimentos, atrair e desenvolver tecnologias, fortalecer centros de pesquisa e ampliar a transformação mineral. Para a Federação, esse será o caminho para que o Brasil capture uma parcela maior do valor gerado pelos próprios recursos minerais e aumente sua competitividade em cadeias estratégicas, como as de minerais críticos e terras raras. "O Plano aponta na direção correta, mas o grande desafio será transformar essa visão estratégica em ações concretas, capazes de fortalecer toda a cadeia produtiva, promover inovação e consolidar o Brasil como um país capaz de industrializar seus recursos minerais e competir em segmentos de maior valor agregado", afirma o coordenador do Laboratório da FIEMG (CIT SENAI ITR), André Luis Pimenta de Faria.

A FIEMG afirma que Minas Gerais tem posição estratégica e a instituição é responsável pelo CIT SENAI ITR, em Lagoa Santa, primeiro laboratório-fábrica de ímãs e ligas de terras raras do hemisfério sul, iniciativa voltada ao desenvolvimento tecnológico e à agregação de valor aos minerais estratégicos produzidos no país. Para a Federação, iniciativas como essa demonstram que o fortalecimento da mineração brasileira depende não apenas da extração de recursos, mas também da capacidade de desenvolver tecnologia, industrializar a produção e ampliar a competitividade da indústria nacional.

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