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AÇO

Alacero vê perspectiva de recuperação

“A expectativa para 2017 é de retomada, com aumento do consumo de aço de 3,6% na América Latina, mas também com o excedente de capacidade”. Esta foi uma das principais conclusões do Alacero 57 e ExpoAlacero, realizado no Rio de Janeiro de 25 a 26 de outubro e que reuniu cerca de 500 representantes da indústria siderúrgica de vários países.

De acordo com o presidente da Alacero (Associação Latino-Americana de Aço) e CEO da ArcelorMittal Aços Longos para América Central e do Sul, Jefferson de Paula, "há sinais de que o pior passou e vamos voltar a crescer gradualmente. A região precisa enfrentar seus desafios particulares, mas principalmente sobreviver ao excesso de capacidade de aço provocado especialmente pela China. Hoje, o que vemos são empresas privadas competindo com o governo chinês. É uma competição desleal".

Durante todo o evento, analistas especializados e líderes da indústria mostraram preocupação em relação ao reconhecimento da China como economia de mercado ao final de 2016 e falaram sobre a necessidade urgente de redução de capacidade de produção de aço no País. Além disso, discutiu-se sobre o fortalecimento da competitividade das matérias primas siderúrgicas, competitividade e inovação para o crescimento da cadeia de valor do aço e o mercado de aço. O último painel do evento reuniu CEOS do setor em debate sobre o futuro da indústria do aço.

"A América Latina voltará a crescer em 2017, impulsionada pela melhora do ambiente político-econômico no Brasil e na Argentina. Diante disso, volta a disposição de investimento. Teremos economias mais abertas e mais pressão importadora e o tema central será competitividade, mas competição dentro das regras de mercado", disse o coordenador do painel, diretor-geral da Ternium Siderar e também vice-presidente do Comitê Executivo do Alacero, Martín Berardi. O painel teve ainda a participação dos CEOs da Acindar - Grupo ArcelorMittal, José Ignacio Giraudo, da Ternium Mexico, Máximo Vedoya e da Gerdau, André Johannpeter.

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