
- Razão social
- Jacobina Mineração e Comércio Ltda.
- Sede/operação
- Jacobina/BA
- Empregados
- 3.103
Razão Social:
Jacobina Mineração e Comércio Ltda.
Composição Acionária:
| Acionista | Participação |
|---|---|
| Pan American Silver | 100% |
Fatos Relevantes em 2025:
Durante 2025, a mina de Jacobina processou um total de 3,2 milhões de toneladas de minério aurífero, produzindo 190,5 mil onças de ouro e 4,6 mil onças de prata, abaixo das 197 mil onças produzidas em 2024. A recuperação média no ano foi de 95,2%.
Produção Registrada em 2025:
| Mineral | Quantidade |
|---|---|
| Ouro | 190,5 mil onças |
Receita Operacional Líquida em 2025:
| Item | Valor |
|---|---|
| Venda de ouro | US$ 658 milhões |
Minas e Plantas em Atividade:
O Complexo de Mineração de Jacobina, que em 31 de março de 2023 passou a ser controlado pela Pan American Silver, possui seis minas subterrâneas de ouro no Estado da Bahia.
Em 2005 iniciaram a operação (como Yamana) as minas João Belo, Canavieiras Sul, Canavieiras Central, Canavieiras Norte, Morro do Cuzcuz "Basal" e Morro do Vento Sul.
| Mina | Capacidade Instalada |
|---|---|
| João Belo | 800 mil t/ano |
| Canavieiras Sul | 555 mil t/ano |
| Canavieiras Central | 650 mil t/ano |
| Canavieiras Norte | 555 mil t/ano |
| Morro do Cuzcuz "Basal" | 398 mil t/ano |
| Morro do Vento Sul | 170 mil t/ano |
A mina de Jacobina utiliza o método de lavra por subníveis com furos longos (sublevel longhole stoping) sem preenchimento (backfill) para alcançar uma taxa média de produção de aproximadamente 8.500 toneladas por dia (tpd) nas minas subterrâneas acessadas por rampa, incluindo João Belo, Canavieiras, Serra do Córrego, Morro do Cuscuz e Morro do Vento.
O método de lavra por subníveis com furos longos consiste na perfuração em leque. Os furos de produção variam de 76 mm a 112,5 mm de diâmetro e são executados com três tipos de perfuratrizes para leques: Solo 5 7F, Solo DL 420 e Solo DL 421. Na maioria dos casos, os furos não ultrapassam 25 metros de comprimento, o que auxilia no controle do desvio. Não é necessário preenchimento (backfill) para este método de lavra, uma vez que as câmaras são sustentadas por pilares deixados no local. No entanto, parte do material estéril proveniente do desenvolvimento é depositada em vazios subterrâneos, enquanto o restante é armazenado na superfície.
O acesso às diferentes zonas de lavra é feito por meio de rampas helicoidais ascendentes ou descendentes, proporcionando grande flexibilidade para acessar os corpos de minério (reefs) em diferentes cotas altimétricas. De modo geral, o espaçamento entre níveis é projetado para manter o comprimento dos furos de desmonte em (ou abaixo de) 25 a 28 metros, visando controlar o desvio de perfuração. A lavra geralmente progride mediante a aplicação da variante de recuo longitudinal do método de sublevel longhole stoping (lavra por subníveis com furos longos), que tipicamente prevê a abertura de uma única galeria de acesso ao minério por bloco de lavra (stope); essa galeria é utilizada para a perfuração ascendente (geralmente em leque) e para a extração do minério com equipamentos LHD operados remotamente após o desmonte. A sequência de lavra definida no plano de vida útil da mina foi modificada para reduzir o risco sísmico e o acúmulo de tensões à medida que a lavra avança em profundidade e lateralmente. Um dos aspectos do estudo de otimização de Jacobina é a avaliação do uso de preenchimento em pasta (paste backfill) nas áreas de maior teor da porção norte da mina, visando permitir a adoção de uma sequência de lavra mais favorável do ponto de vista geotécnico, bem como a recuperação dos pilares.
Também em Jacobina (BA), a Planta de beneficiamento de minério JMC possui capacidade instalada para 7.500 tpd. O processo é composto por três etapas de britagem (primária, secundária e terciária) sendo um britador de mandíbula e quatro britadores cônicos (três em operação e um em stand by). A etapa de moagem conta com dois moinhos de bola em paralelo, gravimetria, dois concentradores gravimétricos (um para cada moinho) e um lixiviador intensivo. A lixiviação compreende sete tanques, CIP (Carbon In Pulp) com seis tanques, dessorção e, por fim, fundição.
Projetos de Expansão e Melhorias:
Projeto de otimização da planta de processamento para melhorar a confiabilidade, reduzir gargalos de vazão, diminuir custos operacionais e aumentar a recuperação de ouro.
Identificação de restrições por meio de coleta de dados e análise técnica para suportar uma capacidade de processamento de 10.000 toneladas por dia (tpd); projeto de filtração de rejeitos e empilhamento a seco para aliviar as limitações existentes de capacidade de armazenamento de rejeitos a longo prazo.
Incorporação de uma alternativa futura de disposição de rejeitos em pilha a seco e fornecimento de material para potenciais necessidades de preenchimento (backfill); projeto de planta de preenchimento em pasta (paste backfill) para aproveitar o circuito de filtração de rejeitos e aumentar a recuperação em zonas selecionadas de alto teor.
Apoio às áreas norte e sul de Jacobina, reduzindo o risco sísmico em zonas profundas e estendendo a vida útil da mina; estudo de demanda de energia para definir as necessidades energéticas futuras para as expansões planejadas da mina e da planta de processamento.
A Jacobina Mineração está buscando implementar a Fase 4, que está em andamento e que prevê uma produção diária de 15.000 toneladas e produção de ouro superior a 350.000 onças por ano em 2027.
Investimentos Realizados em 2025:
| Item | Valor |
|---|---|
| Total | US$ 77 milhões |
| Em exploração | US$ 4 milhões |
Investimentos Programados para 2026:
A previsão é que as despesas corporativas gerais e administrativas anuais, incluindo a remuneração baseada em ações da Panamerican Silver, fiquem entre US$ 100 milhões e US$ 105 milhões em 2026.
Estima-se que as despesas com exploração e desenvolvimento de projetos totalizem entre US$ 22 milhões e US$ 25 milhões.
Contingente de Empregados:
| Local | Total |
|---|---|
| Brasil | 3.103 |











