15/12/2016
CPRM

Quatro projetos ofertados em Londres

Acompanhado do chefe do Departamento de Geologia, Marco Túlio Naves de Carvalho, o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Eduardo Ledsham, participou do Mines & Money, em Londres, entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro que reuniu executivos de 150 empresas de mineração e investidores de 75 países em busca de novas oportunidades de negócio.

Na ocasião, o executivo da CPRM reuniu-se com investidores, representantes de empresas e fundos de investimento interessados em conhecer os projetos da CPRM no Brasil. A principal mensagem do diretor-presidente aos investidores é que o “jogo mudou no Brasil” e agora o país parte para o ataque em busca de investimentos para aumentar e diversificar a matriz mineral e incentivar a inovação no setor com foco no desenvolvimento tecnológico para alavancar a produtividade, gerar divisas e novos empregos.

Ledsham disse que governo brasileiro está articulando junto com a iniciativa privada e Congresso Nacional uma agenda capaz de resgatar a credibilidade do setor e garantir segurança jurídica e previsibilidade aos investidores, com regras claras e flexibilização de acesso às áreas com potencial para atividade de mineração. “O governo brasileiro priorizou a atração de investimento privado para o setor ao licitar projetos da CPRM em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul, Goiás e Tocantins, como parte de um programa de concessão”, disse, citando também outros 22 mil direitos de exploração mineral em todo o Brasil, que serão licitadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). De acordo com ele, ambos os processos de licitação serão iniciados no primeiro trimestre de 2017.

Para o diretor-presidente da CPRM o primordial é criar condições para investimentos na fronteira brasileira por empresas estrangeiras, o que representa quase 23% da superfície do país. Posteriormente ele diz ser importante retomar programas de exploração mineral em uma das últimas fronteiras de greenfield (novos projetos) para depósitos de ouro de classe mundial, na Reserva Nacional do Cobre (Renca), uma área com mais de 33.000 km² com sequências vulcano-sedimentares arqueanas distribuídas ao longo de 160 km, onde já existe mapeada pela CPRM mais de 40 ocorrências de ouro. “Nosso Desafio é aumentar o nível de investimento para diversificar e colocar mais minas em produção, isso naturalmente dará impulso ao setor com reflexos no PIB”, explicou.

Durante o evento em Londres foram apresentados quatro projetos da CPRM que a empresa vai ofertar ao mercado e que são definidos como prioridade dentro do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) lançado pelo governo para estimular a atração de novos investimentos em diversos setores da economia, inclusive, o setor de mineração. São eles Fosfato Miriri (PE-PB, Carvão de Candiota (RS), Cobre de Bom Jardim (GO) e Cobre, Chumbo e Zinco de Palmeirópolis (TO). 

Veja também