30/11/2016
AÇO

Produção cai 9% até setembro na AL

Segundo números da Associação Latino-Americana do Aço (Alacero), a produção de aço bruto na América Latina e Caribe somou 44 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, o que representa 9% de queda sobre o mesmo período de 2015. O Brasil respondeu por 52% da produção na região, com 22,9 milhões de toneladas, mas registrou retração de 9%. Já a produção de aço laminado alcançou 37,9 milhões de toneladas, recuo de 6% na comparação com os nove meses iniciais de 2015. O Brasil também foi o principal produtor de laminados na região no período, com volume de 15,8 milhões de toneladas, mas com retração de 42%, seguido pelo México, 14,2 milhões de toneladas e uma fatia de 37%.

O consumo de aço laminado na região até setembro chegou a 45,2 milhões de toneladas, queda de 12% sobre o mesmo período de 2015. Os principais países que aumentaram seu consumo, tanto em termos absolutoscomo percentuais, foram Peru (140,2 mil toneladas adicionais e crescendo 7%), México (76,2 mil toneladasadicionais e crescendo 0,4%) e Honduras (23,6 mil toneladas adicionais e crescendo 11%).Contrariamente, no Brasil o consumo de aço laminado se retraiu 2,6 milhões de toneladas, 16% a menos que janeiro-setembro 2015.Argentina, Chile, Colômbia e Equador registraram quedas de 23%, 8%, 6% y 24%, respectivamente.

Do total latino-americano, 52% correspondem a produtos planos (23,6 MT), 46% a produtos longos (21,0 MT) e 1% a tubos sem costura (568 mil toneladas).

A América Latina e Caribe importou 14,3 milhões de toneladas de laminados, 20% abaixo em relação aos nove meses iniciais do ano passado. Deste total, 64% correspondem a produtos planos (9,2 MT), 33% a produtos longos (4,7 MT) e 3% a tubos sem costura (378 mil toneladas). Atualmente, as importações de laminados representam 32% do consumo da região. Já as exportações de laminados somaram 6,6 milhões de toneladas até setembro, um incremento de 3% na comparação com igual período de 2015. Deste total, 50% correspondem a produtos planos (3,3 MT), 41% a produtos longos (2,7 MT) e 9% a tubos sem costura (613 mil toneladas). Com isto, o setor fecha balanço entre janeiro e setembro deste ano com déficit de 7,7 milhões de toneladas de laminados, 33% inferior ao mesmo período de 2015.

Nos nove primeiros meses, o Brasil é o único país que manteve um superávit em seu comércio de aço laminado, 2,8 milhões de toneladas.

 

Enquanto que o maior déficit se registrou em México (-3,3 MT), seguido por Colômbia (-1,8 MT), Chile (-1,2 Mt) e Peru (-1,2 Mt).A expectativa é que a produção de aço em outubro feche com 5,2 milhões de toneladas, aumento de 4% em relação a setembro, porém, 4% a menos quando comparado ao mesmo mês de 2015. O volume acumulado nos dez primeiros meses do ano atingiu os 49,3 milhões de toneladas, 8% abaixo dos dez meses iniciais de 2015. A produção de laminados fechou em 4,5 milhões de toneladas, 5% a mais que em setembro 2016 e 2% menos que em outubro do último ano. O acumulado nos dez meses atingiu 42,4 milhões de toneladas, 6% a menos que o mesmo período do último ano.