20/09/2017
METAIS

Para analistas, demanda e preços vão melhorar

O diretor do CRU, Paul Robinson, que participou da sessão plenária “Mercado Global de Preços das Commodities Minerais: Perspectivas e Tendências”, durante o 17o. Congresso Brasileiro de Mineração, que se realiza em Belo Horizonte (MG), até o dia 21 de setembro, prevê que a demanda para algumas commodities minerais terá bom crescimento nos próximos anos, com exceção do minério de ferro, cujos níveis permanecerão praticamente estáveis, devendo crescer apenas 0,15%. Para o alumínio, por exemplo, a demanda deverá crescer 5,8%. Já para o cobalto a previsão é de um crescimento de 6,7% na demanda, para o níquel 2,7%, o zinco 2,1% e o cobre 2,4%. Isto fará com que os preços aumentem até 2021, segundo o analista. O zinco poderá ter aumento de 83%, o níquel de 45%, o alumínio 40%, o cobre 57% e o cobalto 146%.

Quem também previu boa evolução para os preços dos metais foi John Motherhole, da IHS, o qual justificou suas previsões com base no fato de que a falta de investimentos no período recente fez com que a produção de metais tenha sido reduzida. Mesmo considerando que o consumo de metais na China tenha atingido seu ponto de inflexão, devendo se estabilizar no período 2018/2024, os preços da LME (London Metal Exchange) terão a seguinte evolução, até 2018: Alumínio, de US$ 1.910 para US$ 2.108 por tonelada; cobre, de US$ 5.663 para US$ 6.130; o níquel, de US$ 9.248 para US$ 12.677; o zinco, de US$ 2,598 para US$ 2.566; e o estanho de US$ 19.967 para US$ 20.750.

Com isto, a receita global da indústria de mineração deve crescer entre 5 e 6% a partir de 2018, o que significa uma adição da aproximadamente US$ 300 milhões, segundo previu Sigurd Mareels, sócio da Mckinsey na Bélgica, que também participou da sessão no 17o Congresso Brasileiro de Mineração.

Minério de ferro

A oferta global de minério de ferro está mais do que adequada para suprir a demanda nos próximos 10 anos, não havendo espaço para adições expressivas de capacidade. Esta é a opinião de Ed Rawle, Economista Chefe da Wood Mackenzie, que também participou da sessão. Em razão disso, ele previu que os preços da commodity se manterão em torno de 60 dólares a tonelada até 2030 e que as exportações terão um pequeno crescimento, evoluindo de 1,547 bilhão de toneladas para 1,609 bilhão t até 2020. É que a China, hoje o principal mundial de minério de ferro, terá pequeno incremento em seus níveis de consumo.

Já Paul Robinson previu que o slow down na China no começo de 2018 poderá levar os preços para níveis abaixo de 50 dólares a tonelada, “a menos que haja gerenciamento voluntário de capacidade”, o que significa menor oferta por parte dos produtores.