08/08/2019
GERDAU

Menor receita não afeta resultado

A Gerdau fechou o segundo trimestre de 2019 com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 1,6 bilhão, com um aumento da margem de 14,6% para 15,5% o que, segundo a companhia, é reflexo de sua estratégia de focar em ativos com maior rentabilidade nas Américas. Também influiu positivamente no lucro líquido a assertividade do plano de desinvestimentos concluído em 2018, que somou R$ 373 milhões entre os meses de abril e junho de 2019.

A receita líquida da Gerdau no período totalizou R$ 10,2 bilhões, 16% a menos em relação ao mesmo período do ano anterior, basicamente como decorrência da redução de 22% nos volumes vendidos, devido à venda de ativos com menor rentabilidade: operações no Chile, na Índia e de grande parte das unidades de vergalhão nos Estados Unidos. Por sua vez, a variação cambial da moeda brasileira teve um impacto positivo na receita líquida.

“A indústria do aço mundial está passando pelo momento mais complexo desde 2016, devido à baixa demanda e ao alto custo das matérias-primas. Apesar disso, registramos, no segundo trimestre de 2019, a melhor margem Ebitda para este trimestre nos últimos onze anos, uma vez que a Gerdau passou a focar em um portfólio de ativos mais rentável. Continuamos seguindo uma estratégia de forte austeridade em custos e despesas alinhada à uma profunda transformação digital que visa sobretudo criar mais valor aos nossos clientes, reforçada pela decisão de agregar, em seu posto avançado no Vale do Silício, um fundo de venture capital próprio. Cabe destacar que, no segundo trimestre, concluímos os preparativos e a formação de estoque para a parada de manutenção do Alto-forno 1 da usina de Ouro Branco, que está ocorrendo entre os meses de julho e agosto. No Brasil, acreditamos que a agenda de reformas e medidas de estímulo à economia propostas pelo governo deve criar um cenário favorável para a recuperação dos mercados de construção civil e indústria. Neste contexto, a Gerdau está preparada para atender a demanda de aço à medida que o consumo voltar a crescer de maneira consistente”, afirma o diretor-presidente (CEO), Gustavo Werneck.

Ele informou que ao longo do último trimestre a Gerdau investiu R$ 424 milhões em capex, dos quais R$ 132 milhões foram para expansão e atualização tecnológica. Nos seis primeiros meses do ano, a companhia destinou R$ 729 milhões para suas operações globalmente.

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