22/02/2017
ANGLO AMERICAN

Investimentos de US$ 2,5 bilhões em 2017

A Anglo American está comemorando os bons resultados de 2016 e anuncia que vai direcionar seus esforços no Brasil para a obtenção das licenças para implantação da fase 3 do projeto Minas-Rio e consolidação do negócio de níquel, que por enquanto não será mais colocado à venda.

 

De acordo com o CEO da empresa, Mark Cutifani, obteve no ano passado um Ebitda de US$ 6,1 bilhões, bem acima dos US$ 4,5 bilhões projetados, redução da dívida para US$ 8,5 bilhões (abaixo da meta de US$ 10 bilhões), diminuição de 37% nos gastos de capital, que somaram US$ 2,5 bilhões, lucro de US$ 1,6 bilhão (contra um prejuízo de US$ 5,6 bilhões em 2015), tudo isso apesar de a receita ter registrado um crescimento de apenas 1%, passando de US$ 23,003 bilhões em 2015 para US$ 23,142 bilhões no ano passado.

 

Mesmo com a melhora dos resultados e de apostar numa boa perspectiva de longo prazo para seus produtos, segundo Cutifani, a empresa deve manter a austeridade em sua estratégia operacional, focada no aumento da produtividade. Assim, os investimentos programados para 2017 devem se manter iguais aos de 2017, na faixa de US$ 2,5 bilhões, mas haverá um aumento de US$ 1,2 bilhão nos desembolsos para manutenção das operações.

 

No Brasil, o projeto Minas-Rio, que registrou uma produção de 16 milhões de toneladas em 2016, tem meta de produzir até 18 Mt em 2017, a um cash-cost de aproximadamente 29 dólares por tonelada FOB. Além da estabilidade operacional, a empresa pretende focar na obtenção das licenças para a fase 3, quando deverá caminhar para uma capacidade de produção na faixa de 26,5 milhões de toneladas. Já o complexo de Barro Alto, para produção de níquel, que alcançou sua capacidade nominal no terceiro trimestre de 2016, tem meta de produzir 45 mil toneladas em 2017, com foco na melhoria da estabilidade produtiva e redução dos custos de produção.

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