27/09/2018
AREIA

Extração no Jacuí usa tecnologia americana

As mineradoras Smarja e Aro Mineração acabam de importar um novo sistema de rastreadores com alta capacidade de processamento e precisão, conhecido como IDP. Segundo as empresas, o novo sistema oferece maior segurança e precisão na extração de areia do rio Jacuí. “Desta forma o que já era bom vai ficar ainda melhor. Mesmo que as mineradoras já contassem com um excelente sistema de monitoramento, a intenção é mostrar para a sociedade e para os órgãos reguladores que o setor está proativo e atento ao que há de melhor no mundo para a garantia da mineração sustentável”, diz o diretor da Associação Gaúcha de Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas), Sandro Almeida.
 
Importada dos Estados Unidos a tecnologia IDP é vista pelas entidades do setor como um investimento. O uso da tecnologia tem o apoio do Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro de Estado do RS (Sindibritas-RS), a Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas) e do Sindicato dos Depósitos, Distribuidores e Comerciantes de Areia no Estado do RS (Sindareia-RS). “Trata-se de um exemplo ímpar. Em um Brasil envolvido por uma histórica crise financeira, os mineradores investem em melhorias importadas em meio ao câmbio mais volátil dos últimos anos, a fim de garantir ainda mais segurança e efetividade para a mineração de areia no Rio Jacuí. Isso tudo, sem nenhuma exigência de órgãos reguladores, o que só deixa claro que a nossa intenção é sempre trabalhar da melhor maneira possível” afirma o presidente do Sindareia-RS, Laércio Thadeu da Silva.
 
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam) não exige o sistema IDP para a execução do serviço de extração de areia no estado. A implantação desta tecnologia é uma iniciativa própria das empresas de mineração que realizam o trabalho no Rio Jacuí. “Nossa ideia é fazer ainda mais e melhor, para trazer ainda mais segurança e transparência para o trabalho do setor e para a sociedade” comentou o diretor da Aro Mineração, Fernando Machado. 
 
A tecnologia IDP deve estar a pleno funcionamento a partir de janeiro de 2019, onde as duas mineradoras irão utilizar a tecnologia nas áreas onde atuam. Entre as principais características do equipamento, destaque para a precisão maior de corte das bombas de dragagem ao se aproximarem da margem, com o erro de apenas 2,5 metros.