13/09/2018
RECURSOS MINERAIS

Disponibilizados mapas de GO e TO

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) disponibiliza, a partir do dia 13 de setembro, mapas geológicos e de recursos minerais que compreendem área de 135 mil km2 nos estados de Goiás e Tocantins. Segundo estudos, há indícios e ocorrências de minerais na região. Os produtos estarão disponíveis no Portal da CPRM. 
 
Na mesma região a CPRM vai leiloar em dezembro, por meio de cessão de direitos minerários, sua titularidade da área de Palmeirópolis (TO) na qual se encontra depósito polimetálico (Cu-Pb-Zn) já avaliado e pronto para a exploração. Dentre os produtos a serem lançados, destacam-se os mapas do projeto Oeste de Goiás, que totaliza 14 folhas em escala 1:100.000, além dos mapas e notas explicativas das folhas Mata Azul, Bonópolis e Novo Planalto (GO). Serão lançados também os mapas geológicos acompanhados de notas explicativas do projeto Geologia da Região de Palmas, que incluem as folhas Porto Nacional, Miracema do Norte e Santa Terezinha, na escala 1:250.000, a folha Alvorada, além de 4 folhas 1:100.000 do projeto Faixa Brasília, no estado do Tocantins e porção norte do estado de Goiás. No total, foram mapeados cerca de 45 municípios. Em Goiás, 51 mil Km2 e no Tocantins, 84 mil Km2.
 
Nos estudos realizados foram constatados novos indícios e ocorrências de ferro, manganês, cobre, tungstênio, fósforo, rocha ornamental, brita e argila para cerâmica. Em relação aos depósitos já existentes foram realizados cadastramento e consistência de depósitos. A região tem importantes ocorrências e depósitos de minerais polimetálicos (ouro, cobre, chumbo e zinco), metais ferrosos (cormo, níquel, cobalto, ferro e manganês), não metálicos (terras raras, fosfato, feldspato, calcário, grafita, vermiculita), rochas e minerais industriais (rocha ornamental, areia, argila, brita), pedras preciosas e semi-preciosas (esmeralda, água marinha, diamante, quartzo, sodalita, zirconita).
 
De acordo com o superintendente regional da CPRM de Goiânia, Gilmar Rizzotto, o avanço do conhecimento geológico da região constitui um instrumento indispensável para o planejamento e a implementação da atividade mineral, das políticas públicas voltadas para o aproveitamento sustentável dos recursos minerais, recursos hídricos superficiais e subterrâneos e, simultaneamente, fonte de dados imprescindível para o conhecimento do meio físico tendo em vista a execução de políticas de zoneamento ecológico-econômico e de gestão ambiental da região. “A pesquisa geológica retratada nos mapas geológicos e notas explicativas visam fornecer informações e dados capazes fomentar e acelerar a retomada da atividade mineral, atrair investidores e criar um ambiente favorável à mineração nos estados de Goiás e Tocantins”, avaliou.

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