19/10/2017
AÇO

Demanda mundial deve ter crescimento

A World Steel Association (WSA) divulgou o Short Range Outlook (SRO) de outubro de 2017, onde prevê que a demanda mundial de aço ficará  em 1,622 bilhão de toneladas em 2017. Para o próximo ano a expectativa é que ocorra um leve aumento, para 1,648,1 bilhão de toneladas. Com exceção da China, a demanda global deve atingir 856,4 milhões de toneladas em 2017 e 882,4 milhões de toneladas no próximo ano, o que representa aumentos de 2,6% e 3%, respectivamente. 
 
"O progresso no mercado global de aço este ano até o momento tem sido encorajador. Vimos à reviravolta cíclica ampliando e reafirmando ao longo do ano, levando a performances melhores do que o esperado tanto para economias desenvolvidas como em desenvolvimento, embora a região MENA e a Turquia tenham sido uma exceção”, disse T.V. Narendran, presidente do Worldsteel Economics Committee. Em 2018, o executivo espera um crescimento mundial, em especial pela retomada, mesmo que lenta, da China. 
 
A China fechou a maioria de seus fornos de indução desatualizados em 2017, uma categoria que geralmente não foi capturada nas estatísticas oficiais. O país asiático registrou uma demanda de aço de 765,7 milhões de toneladas, incremento de 12,4%. No restante do mundo, a economia norte-americana recupera os gastos com consumo e a confiança das empresas, enquanto a União Europeia, em particular sobre as políticas de migração, está recuando e a recuperação econômica da UE está se ampliando. A demanda de aço japonesa tem desempenho melhor do que o esperado, beneficiada pelo pacote de estímulos do governo, melhorando as exportações e os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2020. A demanda de aço da Coréia do Sul sofre de dívidas de alto consumo, enfraquecendo os setores de construção e construção naval, enquanto aumenta a tensão em torno da ameaça das armas nucleares da Coréia do Norte. A demanda de aço nas economias desenvolvidas deverá aumentar em 2,3% em 2017 e em 0,9% em 2018. 
 
Os países em desenvolvimento e suas agendas de reforma devem se beneficiar ao longo do tempo. Entre eles, estão Egito, Brasil, Argentina, México e Índia. As reformas governamentais na Índia devem encaminhar o país a um ritmo de crescimento nos próximos anos, impulsionado por iniciativas governamentais e investimentos do setor privado. A ASEAN continua a ser uma região de alto crescimento, especialmente o Vietnã e as Filipinas, enquanto economias mais maduras, como a Tailândia e a Malásia, estão apresentando um crescimento mais lento. Na demanda da CEI, espera-se que o aço se fortaleça em 2017-2018 e especificamente a Rússia provavelmente manterá sua recuperação lenta. Espera-se que a demanda de aço turco retome o impulso do crescimento em 2018, enquanto a região do MENA se beneficie dos esforços de reconstrução uma vez que os principais conflitos terminaram. 
 
Os países da América do Sul apontam para um crescimento lento, e o Brasil deve ter uma recuperação em 2018. A demanda de aço nas economias em desenvolvimento, excluindo a China, deverá crescer 2,8% em 2017 e 4,9% em 2018. Na América Central e Latina, a previsão da entidade é de 40,4 milhões de toneladas em 2017, um acréscimo de 2,5% em relação ao ano anterior. Para 2018, a produção deve chegar a 42,3 milhões de toneladas anuais, de acordo com a entidade – alta de 4,7% em relação a 2017.