31/01/2019
JUSTIÇA

Cinco prisões em Minas e São Paulo

A juíza Perla Saliba Brito determinou a prisão de funcionários da Vale e engenheiros ligados à barragem que se rompeu na última sexta-feira (25) em Brumadinho, Minas Gerais. Segundo a juíza, um funcionário da mineradora e dois engenheiros assinaram declaração de estabilidade das barragens.

Os cinco presos ficarão em reclusão temporariamente por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado pelo mesmo período. Os cinco serão investigados pela prática, “em tese” de homicídio qualificado, crimes ambientais e falsidade ideológica, de acordo com a juíza. "Convém salientar que especialistas afirmam que há sensores capazes de captar, com antecedência, sinais do rompimento, através da umidade do solo, medindo de diferentes profundidades o conteúdo volumétrico de água no terreno e permitindo aos técnicos avaliar a pressão extra provocada pelo peso líquido", escreveu na decisão. Para a magistrada havia meio de se evitar a tragédia.

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) informou que os três funcionários da Vale são César Augusto Paulino Grandchamp, Ricardo de Oliveira e Rodrigo Artur Gomes de Melo, todos presos na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o MP-MG, todos estavam "diretamente envolvidos e responsáveis pelo empreendimento minerário e seu licenciamento". Em São Paulo foram presos os engenheiros terceirizados Makoto Namba e André Jum Yassuda, que atuam pela alemã Tüv Süd, responsável por fazer a auditoria na barragem que se rompeu.

Em nota sobre as prisões, a Vale afirma colaborar plenamente com as autoridades.

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