05/07/2017
RENCA

Áreas protegidas inibem mineração

Uma área superior a 46 mil km2 contendo ocorrências de ouro, cobre, ferro, titânio, nióbio, fosfato, bauxita e tantalita, que foi liberada para exploração mineral após a extinção da Reserva Nacional do Cobre (RENCA), poderá ficar inviabilizada de ser desenvolvida, já que a maior parte das áreas com potencial estão inseridas em Unidades de Conservação.

 

Isto ficou claro nas discussões sobre o assunto durante o VII Encontro de Executivos de Exploração Mineral, promovido pela Adimb.

 

O potencial geológico da área foi mostrado por Marco Túlio Naves de Carvalho, chefe do Departamento de Geologia da CPRM, que destacou principalmente os ambientes favoráveis a ouro e cobre.

 

O Geólogo Elmer Prata Salomão, presidente da GEOS, mostrou que 25,5% das áreas que integravam a RENCA estão vedadas à atividade de mineração e em 69,8% delas depende da compatibilização da mineração com o plano de manejo. Assim, apenas 4,63% da área está hoje efetivamente desimpedido para a exploração e lavra mineral. Ele também afirmou que é preciso mostrar às autoridades que cuidam do meio ambiente e aos ambientalistas que a melhor maneira de desenvolver a Amazônia (a RENCA está situada nos estados do Pará e Amapá) é através da mineração, já que cada hectare onde se extrai bens minerais gera uma riqueza de milhões de dólares e que a extensão do impacto da atividade é a mínima possível.

 

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