Mineração subterrânea: Valence Mining consolida portfólio de ponta a ponta com a Siton
A Valence Mining, unidade de negócios do Grupo Valence focada em soluções para lavra subterrânea, promoveu o Valence Mining Day em sua sede localizada no Bairro Pilar, em Belo Horizonte (MG). Realizado no dia 25 de agosto, em plena semana da Exposibram, o evento reuniu cerca de 100 clientes, parceiros e representantes do setor para apresentar a ampliação de sua estrutura e demonstrar de perto equipamentos de ponta para operações subterrâneas.
Os participantes percorreram o pátio da empresa e puderam inspecionar máquinas das fabricantes Boart Longyear, Getman e Siton, além de equipamentos da linha amarela da JCB voltados ao segmento underground. O encontro marcou oficialmente a entrada da chinesa Siton na carteira da Valence Mining, complementando uma oferta que já contava com a tradição de mais de 130 anos da Boart Longyear em perfuração e exploração mineral, e com a liderança global da Getman em equipamentos de suporte e produção subterrânea.
A ampliação do portfólio visa responder ao crescimento de um mercado em expansão no país. Dados atualizados do IBRAM Map indicam a existência de 1.051 minas ativas no Brasil, 465 projetos em desenvolvimento e 32 empresas operando minas subterrâneas. Esse segmento de equipamentos movimentou cerca de US$ 1,1 bilhão em 2024 e projeta atingir US$ 1,4 bilhão até 2030.
“A Boart Longyear foi a primeira a chegar ao portfólio, seguida pela Getman, e agora, neste ano, pela Siton. A Getman e a Boart seguem sendo uma opção de qualidade e referências mundiais no setor. A Siton chega para ampliar nossa capacidade de atendimento. Além disso, o mercado brasileiro está em busca de equipamentos de qualidade, estratégicos, com curto prazo de fabricação e custos competitivos. Assim, conseguimos atuar na cadeia de ponta a ponta da mineração subterrânea, da perfuração à produção”, afirma Guilherme Fonseca, diretor-executivo do Grupo Valence.
A introdução da nova marca traz alternativas competitivas para atender à demanda por prazos de entrega mais curtos e custos otimizados. “A grande oportunidade é mostrar ao cliente brasileiro que existe uma opção de confiança, com boa relação de custo-benefício, qualidade e produtividade. Já temos clientes que viajaram até a nossa fábrica, na China, para conhecer de perto a operação, o que mostra o nível de interesse do mercado brasileiro pela Siton”, explica Ricardo Binembaum, gerente de negócios da marca no Brasil.
Com atuação voltada ao atendimento consultivo, suporte técnico especializado e pronta disponibilidade de peças de reposição, a Valence Mining reforça sua estrutura técnica na capital mineira para acompanhar os clientes ao longo de todo o ciclo de vida dos equipamentos. “Normalmente, somos nós que viajamos até os clientes para falar da nossa estrutura e do nosso pós-venda, e eles não têm a oportunidade de ver isso de perto. Reunimos também os representantes da Boart Longyear, da Getman e da Siton, que puderam tirar dúvidas diretamente com nossos clientes”, conclui Artur Mendes, gerente de Vendas da Valence Mining.
Conectividade crítica: Aldak aposta em inteligência operacional para a mineração do futuro
Quanto uma mineradora pode perder quando uma falha de comunicação reduz a visibilidade sobre caminhões, equipamentos, pessoas e áreas produtivas? Essa foi a reflexão central levada pela Aldak à Exposibram 2026, realizada no final de agosto em Belo Horizonte (MG). Presente em 16 das 20 maiores mineradoras do país, a empresa levou ao evento duas experiências interativas projetadas para medir e demonstrar, na prática, como a disponibilidade da comunicação crítica impacta diretamente a produtividade, a segurança e a capacidade de resposta das operações minerais.
A iniciativa abordou o desafio crescente de administrar ambientes operacionais cada vez mais extensos, distribuídos e repletos de ativos conectados. Em totens instalados em seu estande, a companhia disponibilizou uma calculadora de perdas operacionais por falta de conectividade, permitindo que os visitantes inserissem dados sobre tamanho de frota, volume de máquinas de carga e frequência de zonas de sombra para estimar o impacto financeiro anual causado por interrupções na comunicação. Paralelamente, o público acompanhou simulações da plataforma NTOPUS, solução focada na consolidação e visualização de dados de telemetria e localização em tempo real para o apoio a decisões de campo, rastreamento de equipes e suporte a protocolos de emergência.
“Na mineração, conectividade está diretamente ligada à capacidade de saber o que está acontecendo na operação e agir rapidamente. Quando essa comunicação apresenta uma falha, o impacto pode chegar ao despacho, ao acompanhamento dos equipamentos, à localização de pessoas e à resposta a situações críticas. A proposta na Exposibram 2026 é tornar esse impacto visível e discutir como as operações podem estar mais preparadas para lidar com essa complexidade”, aponta Fernando Garção, diretor de Operações da Aldak.
Como parte da sua estratégia de expansão, a Aldak projeta ampliar a sua participação em empreendimentos greenfield, atuando desde a concepção e desenho da infraestrutura tecnológica até a sua evolução ao longo da vida útil da mina. Além de manter Minas Gerais como região prioritária por sua relevância histórica, a empresa acompanha de perto a consolidação de novos polos minerários, com destaque para o Pará e para a Bahia — este último impulsionado pela diversificação da produção em ferro, cobre, níquel e terras raras.
A visão estratégica da empresa para a transformação digital do setor não prevê a substituição de tecnologias consolidadas, mas sim a convergência entre elas. “Em operações de mineração, voz crítica continua sendo um recurso indispensável para segurança, coordenação operacional e resposta a emergências. A tendência que observamos é a convergência dessas tecnologias. Redes LTE e 5G passam a suportar volumes cada vez maiores de dados e aplicações de automação, enquanto o LMR mantém seu papel como a plataforma mais resiliente para comunicações críticas de voz. O futuro da mineração não está na substituição de uma tecnologia pela outra, mas na integração entre elas para garantir produtividade, segurança e continuidade operacional”, explica Gabriel Dutra Rompa, diretor de Negócios da Aldak Tecnologia.
A expansão no mercado mineral conta ainda com o reforço da integração da TRC à Aldak, movimento que estruturou uma organização com 725 colaboradores, presença em todas as regiões do país e uma base instalada de cerca de 150 mil equipamentos e sistemas. No âmbito da segurança e gestão em campo, a empresa destaca o papel do NTOPUS para o monitoramento da saúde e disponibilidade das redes operacionais, reduzindo vulnerabilidades, e a oferta do crachá inteligente, dispositivo de identificação que agrega recursos de rastreamento, localização e comunicação de emergência para trabalhadores em áreas de difícil acesso.
A companhia também promoveu debates fechados com executivos e lideranças de TA e TI no complexo do Expominas para discutir casos reais de aplicação no setor. “Quando falamos em comunicação crítica, o ponto central não é a tecnologia isoladamente. É entender qual problema operacional precisa ser resolvido. Na mineração, isso significa discutir como manter uma frente de lavra conectada, como localizar uma pessoa em uma emergência ou como garantir visibilidade sobre uma operação que muda todos os dias. É a partir desses desafios que a tecnologia precisa ser pensada”, conclui Fernando Garção.
Rompedores: GET Tractor passa a representar a Beilite no Brasil
A introdução de novas tecnologias voltadas à produtividade pesada ganhou um reforço de peso no mercado nacional. Apresentada oficialmente ao público brasileiro pela GET Tractor, durante a Exposibram 2026, a Beilite desembarca no país com o aval de ser uma das maiores potências globais no setor de rompedores hidráulicos. Fundada em 2002 na China e presente em mais de cem países, a marca estreia com foco prioritário nas demandas rigorosas de pedreiras e mineradoras.

As operações de mineração e britagem no Brasil frequentemente convivem com percalços que encurtam drasticamente a vida útil dos equipamentos de impacto. Erros operacionais — como o alavancamento (uso do ponteiro para empurrar ou forçar rochas) e os temidos golpes em vazio (quando o rompedor aciona sem contato com a rocha, descarregando todo o impacto na estrutura interna) — são recorrentes.
Além disso, boas práticas cruciais para a conservação do maquinário, como a interrupção da lavra a cada duas horas para a lubrificação manual, acabam negligenciadas por falta de informação ou pela pressão por produtividade.
Foi mapeando essa lacuna que a GET Tractor identificou a oportunidade de trazer ao mercado nacional um produto de alto desempenho tecnológico capaz de mitigar falhas operacionais sem sacrificar o ritmo da lavra.
A Beilite construiu sua reputação especializando-se exclusivamente no desenvolvimento de rompedores hidráulicos. O diferencial competitivo da marca reside em centenas de patentes divididas entre o rigor de sua engenharia interna — que abrange o encaixe milimétrico de peças e sistemas avançados de vedação — e um parque fabril altamente automatizado. A linha de produção conta com usinagem de última geração, tratamentos térmicos sofisticados e robótica. O resultado prático é a redução drástica nas tolerâncias entre os componentes, permitindo que o rompedor entregue maior energia de impacto, estabilidade operacional superior, vida útil estendida e menores custos com manutenção.
Pensando na rotina severa dos canteiros de mineração, a engenharia da Beilite incorporou soluções de uso diário que eliminam os principais gargalos de campo: Sistema anti-golpe em vazio, que Impede que o pistão sofra acionamentos quando a ferramenta não está devidamente apoiada sobre o macaco, preservando os componentes internos; Engraxador automático, disponível em versões mecânica e hidráulica, que dispensa as paradas frequentes para lubrificação manual; e Hidráulica assistida por nitrogênio, que potencializa a energia de impacto, combinada com aço-liga tratado termicamente, vedações blindadas contra poeira e carcaça fechada para a mitigação de ruído e vibração.
O portfólio da marca Beilite é abrangente, cobrindo escavadeiras de 0,5 a 350 toneladas, com projetos testados e validados em condições extremas de calor, frio intenso, desertos, grandes altitudes, túneis e operações submersas — ostentando, inclusive, o título de única marca chinesa de rompedores utilizada em missões na Antártida.
Com uma base instalada robusta em mercados exigentes como Estados Unidos, Alemanha, Japão e Turquia (onde opera com mais de 4.000 unidades em campo), a Beilite aposta agora na parceria com a GET Tractor para provar ao setor mineral brasileiro que produtividade e durabilidade podem caminhar lado a lado, reduzindo o acúmulo de matacos nas frentes de lavra e elevando o padrão operacional das mineradoras locais.
Restauração ecológica: Consominas apresenta o Sistema Cinco Estrelas para monitoramento de PRADs
Um dos grandes desafios na execução de Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs) na mineração é demonstrar, de forma clara, objetiva e tecnicamente defensável, a efetiva evolução das áreas em recuperação. Dados dispersos em planilhas ou relatórios com avaliações subjetivas frequentemente dificultam a compreensão do estágio ecológico dos terrenos, a comparação entre campanhas e a comunicação com auditores, gestores e órgãos ambientais. Para responder a essa demanda, o Grupo Consominas levou à Exposibram 2026 o trabalho focado no Sistema Cinco Estrelas (SCE).
Estruturado com base nos princípios da Society for Ecological Restoration (SER) e adaptado à realidade técnica, regulatória e aos biomas brasileiros, o SCE analisa a trajetória da restauração por meio de indicadores multissetoriais mensuráveis. A avaliação supera o acompanhamento básico de cobertura vegetal e sobrevivência de mudas, abrangendo atributos como regeneração do solo, dinâmica de espécies exóticas e invasoras, processos ecológicos, ciclagem de nutrientes, uso pela fauna e conectividade com remanescentes naturais.
O progresso é comunicado por uma classificação em cinco níveis — que vai da "Recuperação inicial" (1 estrela) à "Alta integridade ecológica" (5 estrelas) — e sintetizado graficamente na Roda da Restauração. A ferramenta transforma dados complexos em uma visão intuitiva, permitindo comparar a situação atual da área com a meta estabelecida, evidenciar gargalos e orientar intervenções de manejo prioritárias. Flexível, o sistema pode ser aplicado a projetos de diferentes escalas e ajustado às exigências de cada licenciamento.
O Grupo Consominas já aplica a metodologia em empreendimentos do setor mineral, atuando no acompanhamento dos indicadores e na consolidação dos resultados técnicos. O trabalho da empresa também foi apresentado no Simpósio do IBAMA em 2026.
“A restauração ecológica representa um processo contínuo, baseado em ciência, monitoramento e tomada de decisão orientada por dados. O acompanhamento dos indicadores ambientais permite compreender a evolução dos ecossistemas e direcionar ações do PRAD para potencializar a recuperação das áreas”, destacam Renan César, Biólogo e Coordenador Técnico do Núcleo de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Grupo Consominas, e Kléber Filho, Ecólogo do mesmo núcleo.
Peneiras vibratórias: Solução inteligente da Multotec otimiza a manutenção

Nas operações de beneficiamento mineral, os maiores desafios de manutenção costumam se esconder exatamente onde a visão humana não alcança. Para superar essa barreira nas peneiras vibratórias, a Multotec apresentou durante a Exposibram o Hawkeye SeeAp™ Rover — carinhosamente apelidado de "Tatu".
O equipamento foi desenvolvido para realizar inspeções autônomas e remotas em áreas críticas de difícil acesso, eliminando a necessidade de entrada de operadores no interior das peneiras. O robô percorre os decks registrando imagens e vídeos em alta resolução, além de efetuar medições detalhadas do desgaste em cada tela aplicada.
Toda a coleta de dados é integrada a uma plataforma em nuvem que processa as informações para gerar análises técnicas, estimativas precisas de vida útil e relatórios operacionais. Com esse suporte analítico, as equipes de manutenção conseguem antecipar intervenções, evitar paradas não programadas e elevar os patamares de segurança e eficiência das plantas.
Lubrificação: Abordagem integrada e consultiva garante maior disponibilidade operacional
A Klüber Lubrication apresentou na Exposibram 2026, no Expominas em Belo Horizonte (MG), sua linha completa de soluções em lubrificação de alto desempenho e serviços especializados voltados aos setores de Mineração, Cimento e Siderurgia. A empresa, integrante do Grupo Freudenberg, destacou no estande EE40 uma abordagem integrada que conecta a formulação de insumos avançados ao acompanhamento técnico em campo, visando aumentar a produtividade e a previsibilidade operacional das plantas.

As operações minerais enfrentam rotinas extremas, nas quais os componentes mecânicos passam por elevadas cargas de trabalho, atmosferas agressivas com alto teor de particulados, variações térmicas e a necessidade contínua de evitar paradas não programadas. Nesse contexto, a lubrificação assume papel estratégico para proteger os ativos e estender sua vida útil em todas as etapas do processo.
“A indústria de mineração opera em um cenário cada vez mais exigente, em que os equipamentos são submetidos a cargas elevadas, ambientes agressivos, variações extremas de temperatura e à necessidade constante de disponibilidade operacional”, comenta Everton Braga, gerente de Mercado para Indústria Pesada e Mineração da Klüber Lubrication. “Por isso, a lubrificação desempenha um papel estratégico ao longo de todo o ciclo de vida das máquinas, de acordo com cada tipo e aplicação”, prossegue o Executivo.
Entre os produtos expostos para escavadeiras, caminhões fora de estrada, pás-carregadeiras, perfuratrizes, britadores semimóveis e moinhos de bolas, a empresa destacou a graxa Klüberplex GEM 11-2000, voltada ao acionamento de engrenagens de grandes escavadeiras elétricas e hidráulicas; as formulações Klüberplex BE 91-502 SAM e Klüberlub EM 71-701 SAM, indicadas para a proteção de pinos e buchas de frotas móveis; além das linhas Klubersynth GEM 4 e MEG, formadas por óleos sintéticos para redutores operando sob severa exigência. Um dos principais destaques operacionais foi o Klübersustain EZ 2-46, fluido desenvolvido para a limpeza de grandes engrenagens abertas que pode ser aplicado com os equipamentos em pleno funcionamento, eliminando a necessidade de interrupção da produção.
A atuação da Klüber Lubrication expande-se por meio de serviços consultivos que englobam a análise detalhada das condições operacionais das minas, a seleção técnica de lubrificantes, programas de monitoramento de condição, suporte técnico presencial e treinamentos específicos para equipes de manutenção. “As tecnologias que desenvolvemos em conjunto com nossos clientes e parceiros buscam trazer mais competitividade no dia a dia. A escolha correta da lubrificação pode contribuir para uma maior estabilidade operacional e uma manutenção mais previsível dos equipamentos que impactam diretamente na produtividade da mina. Nosso objetivo é prover soluções que dão suporte e geram resultados”, conclui Braga.
Máquinas pesadas: XCMG Brasil apresenta primeira carregadeira híbrida de mineração do país

Pioneira na introdução de caminhões elétricos no mercado nacional, a XCMG Brasil, subsidiária do grupo chinês que ocupa a terceira posição mundial no setor de máquinas pesadas, lançou durante a Exposibram 2026 a carregadeira XC988-HEV, o primeiro modelo híbrido para aplicação em mineração disponibilizado no mercado brasileiro. O equipamento combina um motor a combustão a um sistema de propulsão elétrica composto por dois motores dedicados, arranjo que elimina as perdas mecânicas associadas à transmissão convencional e proporciona resposta dinâmica imediata com alto torque.
A XC988-HEV foi desenvolvida para operações severas em minerações, terminais portuários e movimentação de agregados. O modelo possui capacidade nominal de carga de 8,5 toneladas, potência de 480 kW e peso operacional de aproximadamente 27,6 toneladas. A gestão de energia é realizada por uma bateria de fosfato de ferro-lítio de 99,11 kWh acompanhada por um sistema de gerenciamento inteligente que possibilita recargas rápidas, reduzindo custos operacionais e consumo de combustível sem comprometer o desempenho na frente de lavra.
Além da novidade híbrida, a fabricante expôs uma linha pesada composta pelo caminhão rígido de mineração XDE130, equipado com acionamento diesel-elétrico, capacidade de carga para 120 toneladas, peso bruto total de 205 toneladas e caçambas entre 60 e 73 m³. Voltado à segurança e controle operacional, o XDE130 possui cabine certificada ROPS e FOPS, visão panorâmica de 360 graus, sensor de fadiga do operador, monitoramento das condições das vias e sistema eletrônico de controle de estabilidade (ESC) para gerenciamento da pressão individual das rodas.
A empresa apresentou também o caminhão-pipa XGA110, construído sobre chassi de uso severo com reservatório de 60 mil litros focado no controle de poeira e umectação de vias internas; a escavadeira hidráulica XE1350, de 121 toneladas de peso operacional, motor de 760 hp, caçamba de 8 m³ e lubrificação automática de série; e o britador móvel de mandíbulas XPE0810, com abertura de alimentação de 700 x 1.060 mm, capacidade entre 140 e 300 t/h e acionamento elétrico externo para redução de combustível.
Combustíveis: Vibra lança diesel premium Supera Plus para operações severas de lavra
A Vibra anunciou o lançamento comercial do Supera Plus para mineração, apresentado como o primeiro combustível premium desenvolvido sob medida para as condições de operação em minas. A solução foi projetada para atender equipamentos de grande porte submetidos a regimes contínuos e severos de trabalho — como caminhões fora de estrada, escavadeiras hidráulicas, carregadeiras e LHDs —, nos quais falhas e paradas não programadas geram altos impactos financeiros.
O combustível traz em sua formulação um maior número de cetano, o que garante uma combustão mais completa e eficiente, convertendo o volume consumido em maior trabalho útil durante regimes operacionais de 24 horas por dia, 7 dias por semana. O produto entrega uma garantia de 5% de economia de combustível, proporcionando redução direta do custo por tonelada movimentada e menor emissão de gases de efeito estufa, alinhando-se às metas ESG e de descarbonização do setor. Além disso, a tecnologia protege o sistema de injeção e reduz em 40% as obstruções de filtros de combustível, permitindo que as frotas cumpram rigorosamente os intervalos planejados de manutenção preventiva.
“O Supera Plus para o segmento de mineração marca a evolução da Vibra para um portfólio B2B com soluções premium e de maior valor agregado. Mais do que fornecer combustível, queremos ser parceiros dos nossos clientes na busca por maior produtividade, eficiência e confiabilidade operacional. Desenvolvemos uma solução que gera valor onde realmente importa: no desempenho do negócio dos nossos clientes”, afirma Juliano Prado, vice-presidente Comercial B2B da Vibra.
A validação do produto foi conduzida em campo em parceria com a Vale Metais Básicos na Mina de Salobo, no Pará. Antes da adoção do combustível, a operação enfrentava entupimentos recorrentes de filtros em caminhões fora de estrada, somando mais de 4.400 alarmes de restrição, 175 paradas não planejadas e 930 horas dedicadas a intervenções de manutenção. Com a implementação do Supera Plus e ações complementares de engenharia, a operação obteve uma redução de aproximadamente 5% no consumo — cerca de 3,7 milhões de litros de diesel economizados por ano —, diminuição de 40% nos entupimentos de filtros e um ganho de disponibilidade da frota superior a 3.000 horas, o equivalente a remover um caminhão em operação sem perda de produção.
Na unidade de Onça Puma (PA), os testes indicaram reduções de cerca de 6% no consumo em operações de transporte de minério. A Vibra prevê iniciar uma segunda fase de testes para mensurar os ganhos indiretos na vida útil prolongada de bicos injetores e câmaras de combustão, expandindo a família de combustíveis premium para outros setores industriais de alta exigência. “Nosso compromisso é entender os desafios específicos de cada cliente e construir soluções que gerem impacto real no negócio”, destaca Mariana Santarém, vice-presidente de Experiência do Cliente da Vibra.
Tecnologia ferroviária: Wabtec estreia na Exposibram com soluções de logística e segurança
A Wabtec participou pela primeira vez como expositora na Exposibram, no Expominas em Belo Horizonte (MG), marcando um movimento estratégico para ampliar sua presença no mercado minerário da América do Sul. A companhia, reconhecida mundialmente pela liderança no setor de transporte ferroviário, apresentou um portfólio abrangente focado em elevar a segurança, a produtividade e a sustentabilidade no manuseio e transporte de minérios.

Na área externa do evento, a empresa expôs o Shuttlewagon NVX8040, rebocador ferroviário rodoferroviário recentemente introduzido no Brasil. Desenvolvido para operações de manobra em pátios industriais e terminais de carga, o equipamento se destaca como uma alternativa aos métodos convencionais de movimentação, garantindo maior economia de combustível, eficiência operacional e atendimento a diretrizes ESG. O veículo foi disponibilizado em versões para bitola larga e para bitola métrica — esta última desenvolvida de forma inédita em um projeto colaborativo entre as equipes de engenharia da Wabtec no Brasil e nos Estados Unidos.
Na área interna, os visitantes puderam interagir com o simulador do CAS Geração 3 (Collision Avoidance System). O sistema de prevenção de colisões para caminhões fora de estrada e frotas auxiliares combina sensores de alta precisão, processamento via inteligência artificial e monitoramento contínuo para emitir alertas contextuais por voz, feixes curvos preditivos e avisos por geolocalização. A tecnologia permite prever riscos de interação entre equipamentos em tempo real, podendo contribuir para uma redução de até 10% nas fatalidades e de 20% nos índices de lesões em frotas de mineração.
A Wabtec também exibiu em seu estande um painel com tubos flutuantes para radiadores com a tecnologia MESABI, amplamente utilizada no setor devido à sua alta resistência mecânica e facilidade de manutenção em ambientes de severa contaminação por poeira. A exibição foi acompanhada pela apresentação de componentes para locomotivas da série Evolution, rodas elétricas e soluções digitais de gestão logística.
Tratamento de rejeitos: JINGJIN lança estações móveis de filtragem sobre skids para empilhamento a seco
A JINGJIN Brasil apresentou na Exposibram 2026 suas novas estações móveis completas para desidratação e filtragem de rejeitos minerais. Instaladas sobre skids em configuração sobreposta, as unidades foram projetadas para atender operações que exigem agilidade de implantação, alta mobilidade e flexibilidade operacional, com foco em projetos de descomissionamento de barragens e na preparação de polpas para empilhamento a seco.
O núcleo do sistema é o Filtro Prensa Mobile, equipamento de concepção plug and play que dispensa a construção de fundações civis permanentes e pode ser remanejado entre diferentes pontos de uma mina conforme a necessidade de processamento. A configuração montada pela JINGJIN alcança até 550 m² de área filtrante e capacidade de alimentação de até 80 toneladas por hora, mantendo o desempenho de desidratação e a durabilidade mecânica observados em instalações industriais fixas.

O processo de filtragem remove grande parte da fase líquida contida na polpa, gerando uma torta com reduzido teor de umidade, ideal para a disposição segura no solo. A água recuperada é direcionada de volta ao circuito da planta, reduzindo a captação em fontes naturais e aumentando a eficiência hídrica. Além disso, o formato itinerante reduz intervenções no terreno e diminui o footprint de implantação de novas unidades.
“Estamos trazendo para a EXPOSIBRAM uma solução inovadora que combina a performance do filtro prensa com uma característica cada vez mais importante para as mineradoras: flexibilidade. Temos clientes em mineração já operando essas soluções com resultados muito expressivos em performance e disponibilidade física”, afirma Wesley Xavier, CEO da JINGJIN Brasil. “A sustentabilidade precisa caminhar junto com resultado operacional. Uma solução ambientalmente melhor só ganha escala na indústria quando também consegue entregar segurança, disponibilidade e produtividade”, complementa.
Durante a feira, a empresa também anunciou a expansão do seu portfólio nacional para atuar no fornecimento de sistemas integrados de processamento. Além dos filtros, a JINGJIN passa a comercializar a bomba de alta pressão Plunger Pump, painéis elétricos extraíveis, correias transportadoras, transportadores helicoidais e periféricos de automação. “Estamos ampliando nossa presença no Brasil para entregar cada vez mais uma solução completa. Não se trata apenas de fornecer um filtro, mas de entender o processo, dimensionar os equipamentos e integrar as tecnologias para que o cliente alcance a performance esperada em escala industrial”, conclui Xavier.
Processamento mineral: Metso apresenta marca Powertrack com linha híbrida

A Metso aproveitou sua participação na Exposibram 2026, em Belo Horizonte (MG), para lançar oficialmente no Brasil a marca Powertrack, fabricante de britadores e peneiras móveis pertencente ao grupo. A linha é direcionada a pedreiras, construtoras de pequeno e médio porte, operações de pavimentação, além de empresas atuantes na reciclagem de entulho e resíduos de demolição que demandam alta mobilidade e facilidade de redimensionamento em campo.
Os equipamentos Powertrack incorporam a tecnologia de britagem do grupo Metso em estruturas compactas equipadas com acionamento híbrido diesel-elétrico. O sistema pode funcionar conectado diretamente à rede elétrica comercial da planta (plug-in), acionando seus motores elétricos com menor custo e zero emissões locais. Em locais sem infraestrutura elétrica, o equipamento opera por meio de um grupo gerador a diesel integrado que fornece energia aos motores das máquinas.
As máquinas dispõem de alimentadores de grelha com controle automático de partida e parada ajustado ao nível da cavidade do britador de mandíbulas, garantindo vazão constante. O pacote de opcionais inclui separadores magnéticos, sistemas de aspersão para controle de poeira, tampas de vedação, funis estendidos e sistemas de controle remoto.
A distribuição e o suporte técnico da linha Powertrack em todo o território nacional serão realizados diretamente pela estrutura da Metso, com exceção da Região Sul, que continuará sob a responsabilidade comercial da distribuidora Linck Máquinas. “A Metso fará o atendimento direto de todo o Brasil, exceto na região Sul, onde a Linck Máquinas fará a distribuição da Powertrack”, explica Everson Cremonese, vice-presidente da Metso para a área de agregados minerais.
Analisando o mercado de infraestrutura e agregados, Cremonese observa estabilidade na demanda sustentada por grandes obras contratadas, como as expansões ferroviárias da Transnordestina. “O primeiro semestre de 2026 manteve o ritmo positivo registrado no ano anterior e há a expectativa de leve retração no segundo semestre desse ano, motivado estritamente pelo período das eleições, momento em que o mercado tradicionalmente adota uma postura de cautela. Essa estabilidade não significa estagnação, mas sim a consolidação de um nível forte de atividade sustentado pela grande quantidade de obras de infraestrutura que já estão contratadas no Brasil”, avalia o executivo.
No estande da área externa, a Metso exibiu também o britador móvel Lokotrack® LT120, a bomba de polpa MDM650, soluções de desgaste das linhas FPS e GETS, além de promover simulações de troca de revestimentos para moinhos de bolas e apresentar contratos do modelo Life Cycle Services (LCS).
Frota móvel: Minasmáquinas amplia atuação com a incorporação da LGMG
Com mais de 65 anos de presença no mercado de máquinas e veículos comerciais, a Minasmáquinas formalizou a inclusão da marca LGMG em seu portfólio de soluções para operações minerárias de severa exigência. A nova parceria ganhou destaque público durante a Exposibram, em Belo Horizonte, onde as equipes comerciais receberam clientes para detalhar a linha de caminhões e equipamentos pesados voltados à movimentação de carga.
Como parte da estratégia de demonstração técnica e aproximação comercial, a concessionária realizou no dia 27 de agosto o evento Off Road Experience em sua unidade localizada em Contagem (MG). O encontro permitiu que gestores de frotas e operadores testassem os equipamentos LGMG em um circuito preparado para simular as condições extremas encontradas nas minas, avaliando capacidade de carga, estabilidade, tração e ergonomia.
A adição da fabricante chinesa integra o plano de expansão geográfica da Minasmáquinas, que contempla a consolidação de sua presença no estado do Pará, um dos principais polos mineradores do país. A empresa pretende estruturar o suporte pós-venda, fornecimento de peças sobressalentes e manutenção especializada para garantir alta disponibilidade às frotas operantes no Norte e Sudeste.
“A LGMG chega ao portfólio da Minasmáquinas com a força de uma marca líder mundial em seu segmento e com grande potencial para o mercado de mineração. A Exposibram foi uma oportunidade estratégica para apresentar essa nova frente aos nossos clientes, fortalecer relacionamentos e mostrar ao mercado a união entre a experiência da Minasmáquinas e a força global da LGMG”, destaca Ernani Ramirez, superintendente da LGMG na Minasmáquinas.
Manuseio de material: TMSA lança transportador de correia modular e reforça soluções do poço ao porto
A TMSA apresentou na Exposibram 2026 o seu novo Transportador de Correia Modular (TCM), equipamento projetado para simplificar e acelerar a montagem de sistemas de movimentação de granéis minerais em plantas de beneficiamento. Desenvolvido em arquitetura modular pré-montada, o TCM padroniza as etapas de engenharia, fabricação, transporte e montagem em campo, reduzindo o tempo de projeto e minimizando interferências de infraestrutura na obra.

A solução permite a inclusão de módulos adicionais para acompanhar a expansão produtiva das minas sem a necessidade de reengenharia complexa. “Cada hora conta na gestão da mineração. Com o TCM, conseguimos eliminar etapas, acelerar a implantação e proporcionar maior previsibilidade aos cronogramas dos empreendimentos”, salienta Eduardo Finke, gerente de Engenharia da TMSA.
Outro destaque tecnológico exibido foi o Noctua IoT, plataforma de inteligência voltada ao monitoramento preditivo de ativos industriais integrante da linha Smart Products & Services. O sistema centraliza dados operacionais de transportadores e equipamentos em uma única interface, permitindo acompanhar indicadores de disponibilidade, consumo energético e desgaste de componentes, identificando anomalias antes que provoquem paradas não programadas.
A empresa também promoveu a palestra técnica “World Leading Solutions from Pit to Port”, em parceria com a KOCH Solutions. Apresentada por Eduardo Finke e por Claus Butter, diretor técnico de Mineração da KOCH Solutions, a sessão abordou a integração de sistemas de grande porte ao longo da cadeia logística de minério de ferro e outros granéis. “Movimentar grandes volumes exige equipamentos robustos, mas também integração entre dados e processos ao longo de todo o percurso, da mina ao porto”, apontou Butter.
A TMSA destacou sua experiência em empreendimentos integrados como a modernização e ampliação do terminal portuário da Corporación Navios, em Nueva Palmira (Uruguai), e os serviços de adequação e supervisão de transportadores de correia da Samarco, em Mariana (MG), reforçando sua atuação em engenharia de alta performance para a movimentação contínua de materiais.
Infraestrutura digital: Trimble expande sinal RTX Fast de alta precisão na América Latina
A Trimble ampliou a atuação do seu serviço de correção de rede em tempo real, o RTX Fast, para o Brasil, Paraguai e Uruguai. A solução oferece posicionamento GNSS de alta precisão com dados transmitidos por banda L e protocolo de internet (IP). A tecnologia permite a operadores dos setores de agricultura, automotivo, topografia, construção civil e Internet das Coisas (IoT) trabalhar com precisão centimétrica sem a necessidade de instalar, gerenciar ou arcar com os custos de estações base físicas no local de trabalho.
A infraestrutura do RTX Fast apoia-se em uma rede redundante de estações de referência de operação contínua (CORS) monitorada 24 horas por dia, sete dias por semana. O sistema atinge margens de precisão média de 2 cm na horizontal e 3 cm na vertical (RMS), garantindo tempos de convergência do sinal em até um minuto.
A expansão regional busca resolver gargalos operacionais enfrentados por empresas na América Latina, a começar pela redução de custos com infraestrutura física, já que elimina a aquisição de bases GNSS locais. No âmbito da confiabilidade em locais remotos, o serviço transmitido via nuvem assegura um rendimento consistente em grandes extensões agrícolas e terrenos acidentados, reduzindo paralisações por falhas de hardware ou de conexão. O sistema funciona ainda como suporte para o avanço da agricultura de precisão, automação de máquinas pesadas, fluxos de trabalho digitais e equipamentos autônomos. Com este movimento, a multinacional reforça sua presença no continente sul-americano, integrando a região às coberturas já existentes na América do Norte, Europa e Ásia.
Climatização: Sistemas de Rental garantem continuidade operacional em minas subterrâneas

Em um contexto no qual o setor extrativo nacional movimentou R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026 — um crescimento de 8,2% frente ao mesmo período de 2025 — e projeta US$ 76,9 bilhões em investimentos até 2030, a continuidade das operações tornou-se prioridade estratégica. Para responder às exigências de ampliação e manutenção em minas subterrâneas de ouro, cobre e outros minerais, a locação de soluções temporárias de climatização (HVAC) ganha força como alternativa ao investimento permanente em infraestrutura.
A modalidade de Rental garante o controle contínuo de temperatura e umidade nos níveis de extração, assegurando a conformidade com normas regulamentadoras de saúde ocupacional, como a NR-15, e prevenindo paradas na produção. “Em uma operação de mineração subterrânea, as condições adequadas ambientais de temperatura e umidade precisam estar em níveis aceitáveis para o bom desempenho e para saúde dos trabalhadores. Nossas Soluções permitem manter esses níveis de climatização de acordo com o que as normas exigem, como a Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15), além de garantir um ganho de produtividade da equipe”, explica Luiz Mendes, Gerente de Serviços Temporários da Trane Brasil.
A aplicação dessas estruturas flexíveis abrange a assistência durante paradas programadas para manutenção preventiva, assumindo as cargas térmicas enquanto os equipamentos fixos passam por intervenções. As unidades temporárias — que incluem chillers, condicionadores de ar e unidades de tratamento de ar — auxiliam também projetos de expansão e modernização de novas jazidas, acompanhando as fases do projeto antes da instalação da infraestrutura definitiva.
Os equipamentos temporários atuam igualmente em planos de contingência contra falhas inesperadas, mantendo a climatização em funcionamento enquanto ocorrem os reparos. “A preparação é um fator importante para reduzir o impacto de uma eventual parada. Ao identificar previamente quais sistemas são críticos e qual capacidade seria necessária em uma contingência, a empresa consegue estruturar uma resposta mais rápida. Nossa engenharia de Rental oferece justamente essa flexibilidade”, complementa Mendes. A Trane disponibiliza suporte técnico e atendimento emergencial 24 horas por dia, sete dias por semana.
Segurança veicular: Hexagon lança sistema de intervenção autônoma para minas a céu aberto

A Hexagon anunciou o lançamento global da nova geração do Vehicle Intervention System (VIS), solução avançada de segurança desenvolvida para prevenir colisões em minerações de superfície. Classificado como Nível 9 pelo padrão EMESRT (Earth Moving Equipment Safety Round Table), o sistema possui capacidade para assumir de forma autônoma o controle de máquinas pesadas em situações de alto risco, inibindo a propulsão ou acionando os freios e retardadores quando os limites de segurança são ultrapassados.
O desenvolvimento da plataforma ocorreu após a conclusão do programa de validação independente Technology Readiness Level 4 (TRL4), conduzido pela Universidade de Pretória. O avanço fez do VIS a primeira tecnologia de intervenção de Nível 9 para minas a céu aberto a atingir esse marco de validação.
Integrado ao Collision Avoidance System (CAS) da marca, o VIS atua como uma última camada de proteção contra colisões entre veículos, pedestres e obstáculos. A ferramenta impõe o cumprimento de regras operacionais, controlando limites de velocidade — inclusive em rampas —, mantendo distâncias mínimas de seguimento e acionando uma rotina de proteção fail-safe para colocar o veículo em estado seguro caso detecte uma falha crítica interna. A solução é compatível com múltiplos fabricantes (OEMs), permitindo a instalação em frotas heterogêneas.
“Os operadores de mineração de superfície continuam enfrentando desafios complexos de segurança em ambientes dinâmicos, onde visibilidade reduzida, fadiga, condições ambientais e fatores humanos podem contribuir para o aumento dos riscos”, afirma Dave Goddard, Presidente da Divisão Mining da Hexagon. “Quando milissegundos fazem a diferença, as minas precisam de tecnologia capaz de agir de forma decisiva. A nova geração do VIS baseia-se em anos de experiência operacional e implantações comprovadas para oferecer o mais alto nível de intervenção disponível, ajudando nossos clientes a proteger pessoas, equipamentos e a produtividade”, conclui. A plataforma está em operação comercial desde 2018 em minas de quatro continentes.
Escavadeiras: John Deere lança linha DEX produzida no Brasil com tecnologia própria
A John Deere apresentou ao mercado sua nova geração de escavadeiras DEX (Deere Excavators), composta pelos modelos 210 P, 230 P e 260 P. Fabricadas no complexo industrial de Indaiatuba (SP) e destinadas ao mercado sul-americano, as máquinas são as primeiras da categoria concebidas com engenharia e tecnologia própria da marca. O projeto acumulou mais de 165 mil horas de testes globais antes do lançamento comercial.

“A nova geração de escavadeiras representa um divisor de águas para a John Deere no segmento. Mais do que uma renovação de portfólio, estamos trazendo ao mercado máquinas que carregam a tecnologia, a engenharia e o ecossistema da marca, ampliando nossa capacidade de oferecer soluções integradas aos clientes. Esse é um passo importante na evolução do nosso negócio de construção e no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias alinhados às necessidades atuais do mercado”, destaca Thomas Spana, gerente de Marketing da divisão de Construção da John Deere para a América Latina.
As escavadeiras DEX contam com opções de tecnologia embarcada diretamente de fábrica, incluindo o sistema de nivelamento inteligente SmartGrade™ 2D e o sistema de pesagem em tempo real SmartWeigh™. O conjunto de segurança e precisão integra o Comando Inteligente para automatização do braço e lança, o recurso de Cercas Virtuais para limitação de área e sensores de visão panorâmica com detecção de obstáculos. Todos os modelos conectam-se ao John Deere Operations Center™ para monitoramento e suporte remoto.
No interior da cabine, o centro de comando foi atualizado com telas sensíveis ao toque G5 de 10" ou 12", apoio lateral CommandArm™ e joysticks eletro-hidráulicos programáveis. O sistema permite ajustes de fluxo e pressão hidráulica via monitor, além de contar com suporte técnico através do Acesso Remoto de Display (RDA) e Controle Remoto de Display (RDC). O pacote inclui assentos climatizados, iluminação LED e câmera panorâmica opcional de quatro pontos.
Estruturalmente, o chassi e o braço foram construídos em aço estrutural de alta resistência, acompanhados por um novo conjunto de pinos e buchas capaz de aumentar a durabilidade em até cinco vezes. O conjunto rodante teve a vida útil aumentada em 20%, e o novo design das caçambas estendeu a resistência ao desgaste em 12%. A rede de apoio conta com mais de 140 pontos de atendimento distribuídos no país, suportados pelo Centro de Distribuição de Peças de Campinas (SP) e pelos Centros de Soluções Conectadas para manutenção preditiva.
Eletromobilidade: Volvo FH Aero Electric atinge 700 km de autonomia com nova arquitetura
A Volvo Trucks anunciou o desenvolvimento da nova geração do Volvo FH Aero Electric, caminhão pesado 100% elétrico capaz de percorrer até 700 km com uma única carga. O avanço foi alcançado por meio da integração de uma nova tecnologia de transmissão baseada em um eixo elétrico (e-axle), arquitetura que otimiza o espaço no chassi para acomodar uma maior capacidade de baterias a bordo. O lançamento nos mercados europeus ocorrerá gradualmente a partir de 2026.

O modelo é adaptado ao novo padrão de carregamento MCS (Megawatt Charging System), permitindo recarregar suas oito baterias de 20% a 80% em aproximadamente 50 minutos. O tempo de carga coincide com o período de descanso regulamentar para motoristas estipulado pela União Europeia, preservando a produtividade em rotas de longa distância.
“Estamos aprimorando ainda mais nossa oferta em elétricos. Com essas novidades, ampliamos a aplicação de caminhões elétricos para uma gama cada vez maior de tarefas de transporte. Com autonomia para até 700 km, podemos atender totalmente às necessidades de negócios dos nossos clientes na Europa”, afirma Roger Alm, presidente da Volvo Trucks. “Este caminhão elétrico de longa distância é o melhor do setor. Ele oferece uma autonomia excepcional, em combinação com alta capacidade, carregamento rápido e ótimo conforto ao dirigir. Nossos clientes poderão fazer jornadas diárias percorrendo longas distâncias, com a mesma produtividade dos nossos caminhões a diesel”, garante.
A marca apresentou também a atualização das linhas elétricas Volvo FH, FM e FMX, que passam a oferecer até 470 km de autonomia com tempo de recarga de 65 minutos (20% a 80%). Esses modelos receberam uma nova caixa de câmbio de oito marchas (seis no FH Aero Electric) acoplada a dois motores elétricos, equipada com tomada de força integrada (PTO) para acionamento de equipamentos auxiliares como betoneiras, guindastes e compactadores de resíduos. As inovações fazem parte da meta da empresa de zerar suas emissões de CO₂ até 2040, apoiando-se em baterias, células de combustível de hidrogênio e motores a combustão alimentados por combustíveis renováveis.
Geração de energia: Volvo Penta e Atlas Copco desenvolvem grupo gerador QAS560 no Brasil
A Volvo Penta foi selecionada como fornecedora exclusiva de motores para a nova linha de grupos geradores QAS560 da Atlas Copco. Fabricado no complexo industrial de Barueri (SP), o equipamento foi projetado para suprir operações de alta exigência em setores como mineração, construção civil, infraestrutura, óleo e gás e locação de máquinas.

A inclusão do motor Volvo Penta TAD 1346GE elevou a potência nominal do gerador para 563 kVA (652 hp), representando um aumento de 10 kVA (2%) em relação à versão anterior. “Trata-se de um salto numérico de alto impacto para indústrias que operam em regime contínuo. É um ganho substancial, considerando que nossos produtos são utilizados em aplicações críticas e não podem parar no fornecimento de energia”, destaca Marco Castro, gerente de marketing e de produto da Atlas Copco. “A nova solução foi projetada sob medida para atender operações que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana”, acrescenta Fernando Fagundes, head de motores industriais da Volvo Penta.
O design compacto do motor reduziu as dimensões gerais do conjunto, facilitando a logística de transporte e simplificando a instalação em plantas com limitações de espaço físico. A configuração viabiliza o uso de várias unidades operando em paralelo para o fornecimento de grandes volumes de carga, como o abastecimento de data centers.
Do ponto de vista financeiro e ambiental, o projeto focou na economia de combustível e na redução de emissões gasosas. “Com ele, a nova linha entrega ainda maior economia de combustível combinada com uma redução importante na emissão de gases poluentes”, pontua Julio Leone, gerente regional de vendas da Volvo Penta. “A escolha pelos propulsores da nossa marca levou em conta atributos muito importantes para nossos clientes, como a disponibilidade altíssima, grande robustez e a maior densidade de potência da categoria”, reforça Fagundes. Marco Castro complementa salientando que “a eficiência do conjunto reflete diretamente na redução do Custo Total de Propriedade (TCO)”.

Otimização de ativos: Maximizar a eficiência operacional para expandir minas existentes
Diante de exigências ambientais, restrições regulatórias e altos custos de capital para o desenvolvimento de novos empreendimentos (greenfields), mineradoras na América Latina estão direcionando esforços para o aumento de produtividade e expansão de operações já existentes. A otimização por meio de tecnologias digitais e automação surge como o principal meio para extrair todo o potencial dos ativos instalados.
A aplicação de inteligência artificial, machine learning, dados preditivos e gêmeos digitais vem permitindo estabilizar o processamento mineral, equilibrando o volume alimentado e as taxas de recuperação. Contudo, a eficácia dos algoritmos depende da qualidade da infraestrutura de automação na base do processo.
“Já foi investido muito nas operações que estão em atividade, mas a produtividade não avançou necessariamente na mesma proporção. Isso abre uma discussão importante sobre como capturar plenamente o valor desses investimentos. Na minha experiência, existe uma oportunidade relevante em reduzir a distância entre o que os modelos recomendam e o que efetivamente acontece na operação”, explica Sergio Campana, Gerente de Negócios de Software para a América Latina da Rockwell Automation.
O especialista alerta para os riscos de implementar camadas avançadas de software sem a devida preparação da instrumentação de campo. “Já vi projetos de controle avançado que não apresentaram os resultados esperados não por causa dos algoritmos, mas porque a instrumentação e a infraestrutura de dados necessárias para suportá-los foram consideradas garantidas. Quando essa base não está adequadamente construída, a tecnologia acaba herdando os problemas existentes em vez de resolvê-los. São desafios distintos que precisam avançar juntos”, afirma Campana.
Para que a otimização atinja seu potencial máximo, a análise deve englobar toda a cadeia produtiva, desde a fragmentação da rocha e variabilidade geometalúrgica na lavra até o processamento na usina concentradora. O executivo ressalta ainda que as intervenções e obras de expansão precisam ocorrer sem interromper a rotina diária nem comprometer a segurança cibernética. “Nosso trabalho não termina quando a tecnologia é implementada, mas quando a operação muda a forma como toma decisões. Isso é medido no dia a dia da produção. Se o conhecimento e a capacidade não permanecem nas equipes que operam a mina, os resultados acabam se perdendo com o tempo”, conclui.
Inteligência industrial: Dados contextualizados geram ganhos milionários no setor mineral
Durante o AVEVA Day Brasil 2026, realizado em São Paulo, empresas como Metso, Vale, Hydro e CMOC demonstraram como a transformação de dados operacionais em informações contextualizadas está aumentando a previsibilidade e a eficiência no setor mineral.

A Metso detalhou a aplicação de sua plataforma Metso Metrics integrada ao AVEVA CONNECT para o monitoramento de três britadores primários. Ao analisar sinais preditivos e dados de processo sem a necessidade de instalar novos sensores de campo, a engenharia da empresa identificou 35 eventos preditivos. A atuação antecipada evitou mais de 400 horas potenciais de indisponibilidade e preservou 225 mil toneladas de produção entre agosto de 2025 e maio de 2026, gerando US$ 15,4 milhões em valor para a operação. “Um dado isolado de vibração ou temperatura não é suficiente para definir o estado de um equipamento. A mudança acontece quando esse sinal recebe o contexto do processo, é analisado com conhecimento de engenharia e se transforma em uma recomendação técnica priorizada, que pode ser incorporada ao planejamento da manutenção”, aponta Marcelo Concha Aguirre, Senior Manager da Metso.
Na Vale, o AVEVA PI System foi utilizado para integrar o modelo geológico da mina aos ciclos de movimentação dos caminhões fora de estrada, garantindo a rastreabilidade do minério Run-of-Mine (ROM) até a usina. A solução gera um digital shadow no AVEVA PI Vision para gerir as pilhas de homogeneização, reduzindo a variabilidade acompanhada de 3% para 0,5% e eliminando duas horas diárias de trabalho manual. “As equipes conseguem acompanhar com maior precisão a massa e a qualidade do minério que chegarão à usina, antecipar variações e atuar de maneira mais proativa no controle do processo”, pontua Guilherme Bretz, IT Project & Product Manager da Vale.
A Hydro Alunorte digitalizou a arquitetura de automação de sua refinaria no Pará, integrando cerca de 7 mil instrumentos, 4 mil motores e 60 mil pontos dinâmicos no AVEVA PI System. A solução reduziu o tempo inicial de investigação de falhas de uma hora para um intervalo entre um e três minutos, e elevou a disponibilidade dos ativos de automação a 99,93% em 2024. “O AVEVA PI System funciona como uma bússola para a refinaria”, afirma Edson de Oliveira Junior, engenheiro da Hydro. Já a CMOC aplicou o AVEVA Production Management na produção de ferronióbio para controlar a relação entre o excesso de alumínio e a recuperação de nióbio, substituindo o controle por planilhas por dados automatizados e auditáveis. “Na mineração, coletar e armazenar dados é apenas o início. O valor surge quando esses registros são contextualizados e disponibilizados no momento da decisão”, conclui Cláudio Muller, diretor de Vendas da AVEVA.

Britagem e peneiramento: Metso lança plantas móveis Lokotrack LT400RS e LT200HPX
A Metso anunciou a expansão global de sua linha de britadores móveis sobre esteiras com a introdução dos modelos Lokotrack® LT400RS™ e Lokotrack® LT200HPX™. A primeira unidade destina-se ao processamento exigente de resíduos de construção, demolição e reciclagem de agregados, enquanto a segunda foca na produção de agregados com peneiramento integrado.
O Lokotrack LT400RS é um britador de impacto móvel diesel-elétrico com 70 toneladas de peso operacional. Equipado com o novo britador Nordberg® NP1213MR de 250 kW e alimentado por um gerador de 430 kW, a máquina possui uma peneira de produto de dois decks com 6,4 m² de área, um peneirador eólico e um eletroímã ajustável para separação de materiais. O acionamento permite conexão direta à rede elétrica externa, reduzindo emissões e custos operacionais. O equipamento conta ainda com um sistema mecânico patenteado que impede o acesso ao britador enquanto o rotor estiver em movimento e traz a nova interface de automação ICX.
Para o segmento de agregados, o britador de cone móvel Lokotrack LT200HPX vem equipado com o britador Nordberg® HP200e™ para rochas duras. A unidade possui acionamento direto do britador para maior eficiência de combustível, pré-peneira de dois decks e uma grande peneira de produto de dois decks com 5,6 m² integrada ao chassi. O design do revestimento sem resina (backingless) acelera a troca de peças de desgaste de forma rápida e segura.
"O lançamento dos modelos LT400RS e LT200HPX fortalece ainda mais nossa oferta de esteiras Lokotrack, trazendo aos clientes soluções desenvolvidas especificamente para duas aplicações importantes: reciclagem e produção de agregados. Os novos modelos ajudam os clientes a melhorar a produtividade, reduzir o custo por tonelada e manter um alto tempo de atividade", declara Jarmo Vuorenpää, Vice-Presidente de Soluções de Esteiras da Metso. Ambos os equipamentos são compatíveis com os serviços digitais de manutenção preditiva e análise de desempenho via inteligência artificial da empresa.
Informatização: DXC lista as 10 principais tendências tecnológicas para a mineração
Com estimativas da consultoria Grand View Research indicando que o mercado de mineração conectada na América Latina alcançará US$ 2,944 bilhões até 2030, a DXC Technology mapeou as dez principais tendências tecnológicas em aplicação no setor extrativo regional. A consultoria destaca que a adoção dessas ferramentas se tornou pré-requisito para a competitividade em países que concentram reservas estratégicas de cobre, lítio e ferro.

“Por meio de serviços de nuvem, dados, inteligência artificial, modernização de aplicações, automação e cibersegurança, a DXC pode viabilizar uma mineração mais segura, eficiente, sustentável e rentável”, pontua Flavio Paiva, Leader Mining Client Partner Latin America da DXC Technology.
As dez tendências identificadas pela DXC compreendem Equipamentos autônomos: veículos pesados e perfuratrizes operados por inteligência artificial para eliminar a intervenção humana direta e otimizar custos operacionais; Técnicas avançadas de exploração: Algoritmos de IA para análise de dados geológicos, geoquímicos e geofísicos na identificação precisa de depósitos minerais; Manutenção preditiva: Dados de sensores e registros históricos analisados por machine learning para antecipar falhas e programar ações proativas; Monitoramento e controle remoto: Centrais unificadas para supervisão em tempo real das operações de lavra e usinas; Gêmeos digitais: Réplicas virtuais integradas a sensores IoT para simulação de cenários e otimização de processos; Monitoramento ambiental e sustentabilidade: Sensores e IA para acompanhamento em tempo real de impactos ambientais e mitigar riscos; Capacitação da força de trabalho: Programas de treinamento e atualização de competências de colaboradores para operação de sistemas inteligentes; Otimização da cadeia de suprimentos: Algoritmos de IA para previsão de demanda, otimização logística e gestão de estoques; Robótica e drones: Inspeções autônomas, mapeamento e levantamentos em ambientes perigosos; e Cibersegurança: Soluções baseadas em IA para detectar e mitigar ameaças em infraestruturas críticas e dados sensíveis.
Telemetria: JCB LiveLink Next Gen registra aumento de 43% nas horas de máquinas conectadas
A JCB anunciou o lançamento do sistema de telemetria JCB LiveLink Next Gen, acompanhado de um aplicativo dedicado para gestão remota de equipamentos de construção e mineração. A atualização consolida uma fase de crescimento expressivo da marca no país: entre 2023 e 2025, a fabricante registrou um aumento de 43% nas horas trabalhadas por máquinas conectadas, enquanto a frota monitorada saltou 237% em cinco anos, passando de 5.205 unidades em 2020 para 17.557 máquinas em 2025.
O sistema processa diariamente cerca de 4.000 alertas operacionais no Brasil, permitindo uma atuação preventiva que mantém o índice de disponibilidade mecânica em quase 99% em frotas sem avisos críticos. “Não dá para esperar a máquina parar; temos que agir preventivamente e deixá-la operacional”, alerta Felipe Battistella, diretor de Pós-Venda da JCB. “O alerta que detectamos recentemente é o de presença de água no combustível – um problema crescente devido ao aumento do teor de biodiesel no diesel brasileiro, que passou de cerca de 10% em 2019 para os atuais 15%. Ao detectar a decantação da água precocemente, o JCB LiveLink orienta o operador para a drenagem, evitando falhas graves”, exemplifica.

O novo pacote de atualizações LiveLink Next Gen introduz o Checklist Digital para envio de fotos de não conformidades pelo operador, a Gestão de Compartilhamento temporário de localização via WhatsApp ou e-mail, e um módulo exclusivo de customização para locadores. A plataforma passou a aceitar também a conexão de frotas multimarca por meio de APIs.
O sistema mantém bateria própria e localização GPS ativas mesmo com o motor desligado, enviando dados a cada 12 horas — recurso que auxiliou no rastreamento e recuperação de duas máquinas furtadas em 2025. No suporte operacional, a rede conta com o apoio do Latam Uptime Centre e com a capacitação do LiveLink Champion em cada um dos 66 distribuidores do país. “A inteligência gerada pelos dados – que atualmente conecta 17 mil máquinas no Brasil e 550 mil globalmente – também orienta a estratégia da JCB para a expansão de sua rede de distribuição, mapeando a presença da frota em 3.474 municípios brasileiros”, conclui Alex Salvador, Gerente de Serviços da JCB.
Automação subterrânea: Epiroc introduz navegação por LiDAR 3D para caminhões autônomos
A Epiroc expandiu as capacidades operacionais da sua plataforma Deep Automation, permitindo que caminhões autônomos de mineração subterrânea realizem a transição contínua para ambientes de superfície e locais de descarregamento externo. O avanço foi alcançado com a substituição dos sensores 2D tradicionais por tecnologia LiDAR 3D para localização, mapeamento tridimensional e detecção de obstáculos em tempo real.
A inovação possibilita ciclos completos de transporte e descarregamento totalmente autônomos, eliminando a interrupção da operação na mudança do ambiente subterrâneo para o exterior. “Os caminhões são o ponto de partida natural para essa tecnologia, dadas as suas longas distâncias de operação e o fato de seus ciclos operacionais frequentemente se estenderem de áreas de produção subterrâneas a locais de descarregamento na superfície. Ao utilizar um sistema comum para transporte automatizado subterrâneo e de superfície, com detecção avançada de obstáculos, podemos expandir essa solução para outros tipos de máquinas no futuro”, destaca Johannes Mutamba, Gerente Global de Produto de Automação Profunda – Caminhões da divisão Subterrânea da Epiroc.

A aplicação do LiDAR 3D foi demonstrada ao vivo em junho de 2026 durante a Epiroc World Expo. Na ocasião, um caminhão de mineração elétrico a bateria operando em ambiente externo detectou e parou automaticamente diante de obstáculos posicionados em seu trajeto.
“Os ambientes de superfície apresentam desafios únicos em comparação com as operações subterrâneas devido ao menor número de referências de posicionamento e às condições climáticas variáveis. Ao migrarmos de sensores 2D tradicionais para um sistema LiDAR 3D, melhoramos a percepção do ambiente e obtemos um posicionamento mais confiável”, explica Robert Lundh, Especialista em Automação da divisão Subterrânea da Epiroc. A novidade complementa a recente introdução do mapa de rampas 3D no Deep Automation e o lançamento da automação para o modelo Minetruck MT65 S.

