A Priner deu um passo estratégico relevante ao anunciar a aquisição da SEMEP no fim de 2025, movimento que reposiciona a companhia dentro do mercado de serviços para mineração e amplia sua presença em uma cadeia cada vez mais exigente em produtividade, escala e integração operacional. Mais do que incorporar uma empresa tradicional do setor, a operação sinaliza a intenção de disputar espaço em contratos mais robustos, nos quais o fornecedor deixa de entregar apenas serviços pontuais e passa a assumir etapas críticas da operação minerária.
Com a transação, a Priner fortalece seu portfólio em mineração ao reunir competências em operação de mina, infraestrutura, geotecnia, montagem eletromecânica, inspeção industrial e integridade de ativos. O resultado prático é a criação de uma plataforma de serviços capaz de acompanhar o cliente desde a implantação de um projeto até a rotina operacional da mina, reduzindo interfaces e concentrando responsabilidades.
Em um setor marcado por metas rigorosas de segurança, controle de custos e previsibilidade de produção, esse tipo de posicionamento tende a ganhar relevância. Grandes mineradoras têm buscado parceiros com musculatura financeira, capacidade técnica e estrutura operacional suficiente para assumir escopos mais amplos e contratos de longo prazo.
Segundo a companhia, a escolha da SEMEP como ativo estratégico está diretamente ligada à experiência acumulada da empresa ao longo de 36 anos de atuação no mercado de mineração. A trajetória construída em serviços diretamente conectados à atividade mineral foi considerada um diferencial decisivo para acelerar a entrada da Priner em um segmento no qual reputação operacional, conhecimento técnico e histórico de execução pesam tanto quanto preço.
A leitura de mercado é clara: crescer organicamente nesse nicho demandaria tempo para formação de equipes, consolidação de marca e conquista de contratos. Ao optar por uma aquisição, a Priner encurta esse ciclo e incorpora know-how já testado em campo.
Com isso, a companhia passa a atuar de forma mais intensa em frentes tradicionalmente ocupadas por contratistas especializados, como transporte de carga, perfuração e detonação, além de serviços geotécnicos e obras de suporte à mineração. Trata-se de um avanço importante em direção ao modelo de prestadora integrada, tendência que vem se consolidando globalmente.
A aquisição também muda o posicionamento competitivo da empresa. Ao combinar sua experiência prévia em grandes contratos industriais com a expertise opera- cional da SEMEP, a Priner passa a disputar oportunidades em outro nível de complexidade e escala. Na prática, a empresa deixa de ser vista apenas como fornecedora de serviços industriais complementares e se apresenta como alternativa estruturada para atender operações minerárias completas ou grandes pacotes multidisciplinares. Isso inclui desde a movimentação de materiais até manutenção, montagem, geotecnia e suporte técnico.
A companhia sustenta que não está entrando em um mercado novo, mas ampliando sua presença com base em uma plataforma já consolidada pela SEMEP. Esse argumento é relevante porque o setor mineral costuma privilegiar fornecedores com histórico comprovado de desempenho, especialmente em contratos ligados à produção.
Frota fora de estrada reforça nova fase
Um dos sinais mais concretos dessa nova etapa está no investimento em equipamentos pesados fora de estrada. A Priner informa a aquisição de 14 caminhões e 4 escavadeiras Komatsu, com capacidades de 100 toneladas e 125 toneladas, respectivamente.
A decisão revela uma estratégia de internalização de ativos considerados críticos para operações de mina. Em vez de depender exclusivamente de terceiros ou locações pontuais, a empresa fortalece sua própria estrutura operacional para responder com rapidez a demandas de contratos de maior porte.
No ambiente minerário, disponibilidade de frota é um fator determinante. Equipamentos indisponíveis comprometem ciclos de lavra, elevam custos e impactam metas de produção. Por isso, possuir ativos próprios pode representar vantagem competitiva importante, sobretudo em negociações de longo prazo. Além disso, a presença de máquinas de grande capacidade permite atuação em operações que exigem elevado volume diário de movimentação de material, cenário comum em minas de grande escala.
Do ponto de vista operacional, caminhões de 100 toneladas alteram a lógica de produtividade. Com maior capacidade de carga por viagem, o mesmo volume de material pode ser transportado em menos ciclos, reduzindo o número de deslocamentos necessários ao longo do turno.
Esse ganho repercute em diferentes frentes. Menos ciclos significam menor tráfego nas vias internas da mina, potencial redução de filas em frentes de carregamento e menor desgaste acumulado da frota. Em operações bem planejadas, também podem resultar em melhor aproveitamento de operadores e equipamentos auxiliares.

Para o cliente, isso tende a se traduzir em aumento da produtividade por hora operada — indicador central em contratos de mineração. Em mercados pressionados por custos e volatilidade de preços de commodities, ganhos incrementais desse tipo são altamente valorizados.
Outro aspecto associado à adoção de equipamentos de maior porte é a eficiência energética. Quando o volume transportado por ciclo aumenta, o consumo de combustível por tonelada movimentada tende a cair, desde que a operação esteja adequadamente dimensionada.
Essa relação é relevante em um momento em que mineradoras vêm intensificando metas de descarbonização e exigindo de fornecedores práticas mais alinhadas a critérios ESG. Embora a simples aquisição de equipamentos maiores não resolva sozinha o desafio climático, ganhos de eficiência logística contribuem para redução de emissões operacionais.
Também entram nessa equação manutenção planejada, telemetria, gestão de pneus, treinamento de operadores e desenho de rotas internas. Em outras palavras, a máquina é apenas parte da solução; a engenharia operacional define o resultado final.
O conceito de "canteiro contínuo"
A estratégia da Priner está ancorada no conceito que a empresa chama de "canteiro contínuo". Em termos práticos, trata-se de acompanhar o cliente ao longo de todo o ciclo do empreendimento mineral: implantação, expansão, operação, manutenção e suporte técnico.
Esse modelo busca eliminar fragmentações típicas de projetos em que diversos fornecedores atuam simultaneamente, cada qual responsável por uma etapa específica. Quanto maior o número de interfaces, maiores tendem a ser os riscos de atraso, retrabalho, conflitos de escopo e dificuldades de coordenação.
Ao centralizar múltiplos serviços em uma mesma estrutura contratual, a expectativa é simplificar governança, acelerar tomada de decisão e elevar previsibilidade de resultados. No setor mineral, onde paradas operacionais custam caro e cronogramas de expansão exigem disciplina rigorosa, essa proposta encontra aderência crescente.
Segundo a companhia, os principais benefícios esperados para os clientes incluem: maior produtividade por hora operada; menos ciclos de transporte; menor desgaste da frota; melhor disponibilidade mecânica dos equipamentos; redução do consumo de combustível por tonelada movimentada; maior segurança operacional.
Esses fatores impactam diretamente indicadores relevantes da mineração moderna, como custo unitário de lavra, taxa de utilização de ativos, tempo médio entre falhas e aderência ao plano de produção.
A Priner argumenta que o modelo integrado pode elevar eficiência e, ao mesmo tempo, gerar impacto positivo no custo total. Isso ocorreria por diferentes caminhos: menos equipamentos circulando para cumprir a mesma meta, menor consumo de combustível, menor necessidade de coordenação entre múltiplos fornecedores e maior padronização operacional. Outro ganho potencial está na consolidação de dados operacionais em uma única estrutura de gestão. Isso facilita análises de desempenho, identificação de gargalos e decisões corretivas em menor tempo.
Gestão de riscos

Assumir escopos integrados também amplia responsabilidades. Por isso, a gestão de riscos se torna elemento central do modelo de negócios. A companhia afirma sustentar essa frente em experiência técnica acumulada, maior disponibilidade dos equipamentos e redução de interfaces entre diferentes prestadores.
Na prática, isso significa atuar preventivamente em segurança, manutenção, planejamento logístico e resposta rápida a desvios operacionais. Em mineração, qual- quer falha relevante pode gerar impactos financeiros expressivos e riscos humanos significativos.
A movimentação da Priner ocorre em um contexto favorável para fornecedores especializados em mineração. A transição energética, a expansão da eletrificação e a digitalização industrial vêm elevando a demanda por minerais críticos e pressionando mineradoras a ampliar produção com mais eficiência. Nesse ambiente, empresas de serviços buscam maior protagonismo dentro das operações, assumindo funções antes mais concentradas nas próprias mineradoras. A aquisição da SEMEP e o reforço da frota indicam que a Priner pretende ocupar esse espaço. (Mara Fornari) SERVIÇOS METSO AMPLIA ATUAÇÃO EM CAMPO E AVANÇA EM MÁQUINAS DE PÁTIO E ESPESSADORES
A Metso vai ampliar sua atuação na área de serviços de campo no Brasil, consolidando uma estratégia que vem ganhando força desde 2020. Nos últimos seis anos, a empresa triplicou o faturamento dessa operação, resultado atribuído ao reposicionamento adotado no período, com foco crescente em serviços especializados de maior valor agregado para o setor mineral.
Segundo Patrick Minamizaki, diretor de Field Services da companhia, a mudança ocorreu quando a empresa deixou de concentrar esforços em manutenções básicas para direcionar sua atuação a intervenções mais complexas, que exigem alto nível de especialização técnica, planejamento detalhado e protocolos rigorosos de segurança. Atualmente, a equipe realiza mais de 30 paradas programadas complexas por ano em operações de mineração.
De acordo com o executivo, o mercado respondeu rapidamente ao novo posicionamento. Já em 2021, primeiro ano da estratégia, a área registrou crescimento próximo de 40%, impulsionado pela demanda por serviços especializados e pela valorização da expertise técnica oferecida pela companhia.
Com o segmento de moinhos consolidado — historicamente a principal frente de atuação em paradas não programadas — a Metso passou a avançar também sobre novas frentes, como manutenção de máquinas de pátio e, mais recentemente, espessadores. Parte dessa expansão se apoia na prestação de serviços sobre bases instaladas de terceiros. Hoje, a empresa possui cerca de 10% da base nacional de máquinas de pátio, abrindo espaço para crescimento por meio do atendimento a equipamentos de outras marcas.
Segundo Patrick, esse movimento tem sido favorecido pela combinação entre capacidade técnica local, estrutura de engenharia instalada no país e disponibilidade de equipes altamente especializadas. Ao mesmo tempo, fabricantes tradicionais nem sempre mantêm no Brasil uma estrutura operacional semelhante à da Metso, enquanto prestadores locais costumam concentrar sua atuação em serviços básicos de manutenção.
Os resultados já aparecem nos números da operação: os serviços em máquinas de pátio respondem por aproximadamente 30% das vendas totais da área de Field Services. No segmento de espessadores, a empresa também avança com a assinatura recente de contrato para revisão geral de cinco equipamentos em uma mineradora de ferro no Brasil — projeto que deverá mobilizar mais de 200 profissionais.
Para sustentar o crescimento, a Metso mantém investimentos contínuos em formação técnica e gestão de equipes. Programas estruturados de treinamento e atualização técnica são complementados por forte suporte operacional e de segurança, valor que, segundo a empresa, permeia todas as etapas das operações em campo.

A integração entre engenharia, fabricação e serviços é apontada como outro diferencial estratégico. Um exemplo citado pela companhia é uma parada programada de grande porte prevista para agosto de 2026 em uma mineradora brasileira, cujo planejamento começou com um ano de antecedência. A operação envolve desde a fabricação de componentes na Alemanha até reformas realizadas no centro de serviços da Metso em Sorocaba (SP), garantindo previsibilidade e reduzindo riscos durante a montagem em campo.
Além de Sorocaba, a empresa mantém operação em Parauapebas (PA) e prevê a abertura de uma terceira unidade em Minas Gerais até 2028. Os centros também incorporam a estratégia de economia circular da companhia, com foco em reforma e recuperação de equipamentos em padrões equivalentes aos de novos.
A trajetória de Patrick Minamizaki acompanha essa evolução. O executivo ingressou na Metso em 2004 como estagiário de engenharia e passou por áreas como exportação, contratos, gestão operacional e centros de serviços até assumir a liderança da área de Field Services após a fusão que deu origem à Metso Outotec, em 2020.
MEIO AMBIENTE
ARCADIS ESTRUTURA PLANO AMBIENTAL DO TERMINAL DE PONTA DA MADEIRA EM PARCERIA COM A VALE
A Arcadis está conduzindo o desenvolvimento do Plano Diretor Ambiental (PDA) do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (TMPM), no Maranhão, considerado o maior terminal de exportação de minério de ferro do mundo e operado pela Vale. Como parte do processo, a empresa reuniu mais de 150 especialistas em um workshop técnico de dois dias voltado ao mapeamento de riscos e à definição das bases que irão orientar as decisões ambientais do terminal até 2030.
O trabalho foi estruturado a partir de três eixos prioritários: emissões atmosféricas, qualidade da água e gestão de ruído, vibração e reaproveitamento de materiais. A metodologia aplicada buscou identificar causas estruturais e seus impactos sobre operação, saúde e segurança, conformidade regulatória, governança e desempenho econômico-financeiro. A partir desse diagnóstico, comitês técnicos serão responsáveis por aprofundar a avaliação das alternativas e consolidar as diretrizes do plano final.
Segundo Leonardo Lima, diretor global para Mineração da Arcadis, o objetivo vai além da produção de diagnósticos ambientais. "Quando analisamos trade-offs de forma integrada — causas, impactos e alternativas — conseguimos estruturar decisões. Isso amplia a capacidade de priorizar ações e direcionar investimentos com consistência", afirma.
O projeto ganha relevância em um contexto de pressão crescente sobre a cadeia mineral global. Dados da Agência Internacional de Energia indicam que a demanda por minerais críticos poderá crescer até seis vezes até 2040, impulsionada pela transição energética. Nesse cenário, ativos logísticos como o Terminal de Ponta da Madeira assumem papel estratégico não apenas para o escoamento da produção mineral, mas também na agenda ESG do setor.
A gestão ambiental de estruturas desse porte passou a ocupar posição central nas discussões sobre competitividade, acesso a capital e manutenção da licença social para operar. Em um ambiente de maior cobrança por parte de investidores, reguladores e sociedade, o desafio está em transformar compromissos ambientais em indicadores mensuráveis, processos auditáveis e decisões sustentadas tecnicamente.
Para a Arcadis, o projeto representa uma abordagem integrada da mineração contemporânea, em que eficiência logística e proteção ambiental caminham lado a lado. No caso do terminal maranhense, isso significa associar a operação de um dos maiores corredores de exportação mineral do planeta à preservação dos ecossistemas locais e à construção de soluções sustentáveis de longo prazo.
CONECTIVIDADE
COMUNICAÇÃO VIA SATÉLITE GANHA ESPAÇO EM MINERAÇÃO NO BRASIL

A expansão de operações em regiões remotas, aliada à digitalização da infraestrutura crítica e à necessidade crescente de monitoramento em tempo real, vem ampliando a demanda por comunicação via satélite no Brasil. Setores como mineração, energia e agronegócio lideram esse movimento ao incorporar conectividade resiliente como elemento essencial para garantir segurança, produtividade e continuidade operacional.
No centro desse avanço estão soluções capazes de operar em ambientes sem cobertura terrestre ou sujeitos a falhas de infraestrutura. Ao combinar redes satelitais e terrestres, essas tecnologias asseguram disponibilidade contínua de dados, transmissão em tempo real e maior estabilidade operacional em cenários críticos.
Com 12 anos de atuação no país, a Globalsat Group acompanha essa transformação reforçando sua presença em conectividade crítica voltada a operações remotas e regiões de alta complexidade logística.
Na mineração, a demanda é particularmente evidente em estados como Pará e Minas Gerais, onde operações localizadas em áreas remotas dependem de comunicação permanente para monitoramento de ativos, transmissão de dados de sensores, controle operacional e gestão de riscos. No setor de energia, a expansão de parques eólicos e solares, especialmente no Nordeste, além de linhas de transmissão em áreas isoladas, também amplia a necessidade por soluções confiáveis de conectividade para automação, monitoramento remoto e manutenção preventiva.
Segundo projeções internacionais do setor, o mercado global de comunicação via satélite deve manter trajetória consistente de crescimento nos próximos anos. O avanço é impulsionado pela expansão do IoT industrial, pela busca por redes mais resilientes e pelo desenvolvimento de arquiteturas híbridas que combinam múltiplas órbitas satelitais — como LEO e GEO — à infraestrutura terrestre.
Paralelamente, a evolução da inteligência artificial e da computação em nuvem vem ampliando a capacidade de processamento e análise de dados em operações distribuídas geograficamente, acelerando a digitalização de ambientes produtivos antes considerados de difícil acesso.
Além da expansão econômica, fatores territoriais e climáticos também reforçam o papel estratégico da conectividade satelital no Brasil. Eventos extremos, como enchentes, queimadas e interrupções de infraestrutura em regiões isoladas, tor- nam ainda mais relevante a existência de sistemas capazes de garantir comunicação contínua em cenários adversos.
"Os próximos anos devem consolidar uma nova fase da conectividade satelital, cada vez mais integrada às operações de setores estratégicos da economia. Há um potencial muito relevante principalmente em mineração, energia e agricultura, segmentos que avançam rapidamente na digitalização e exigem comunicação confiável, inclusive em regiões remotas", afirma Flávio Franklin, diretor Brasil da Globalsat Group.
Ao completar 12 anos no mercado brasileiro, a empresa busca ampliar sua atuação em tecnologias emergentes como redes multi-órbita, IoT via satélite e Direct-to-Device (D2D), reforçando o papel da conectividade como ativo estratégico para produtividade, segurança e tomada de decisão.
MERCADO
EVERSTONE CONCLUI AQUISIÇÃO DO GRUPO QLAR COM FOCO EM PROCESSAMENTO DE MATERIAIS
A Everstone Capital, gestora de investimentos com sede em Singapura e braço de private equity do Everstone Group, concluiu a aquisição do Grupo Qlar — anteriormente Schenck Process — da Blackstone. Os valores da transação não foram divulgados.

Com origem na Alemanha, a Qlar é uma fornecedora global de equipamentos para movimentação e processamento de materiais voltados a aplicações industriais.
A empresa atende clientes em setores como mineração, cimento, aço, produtos químicos, materiais de alto desempenho, ferrovias e alimentos.
Após a aquisição, a companhia seguirá operando sob a marca Qlar e manterá sua estrutura organizacional global. A Everstone informou que apoiará o desenvolvimento da empresa com foco em investimentos contínuos em engenharia, inovação, talentos e expansão comercial.
A estratégia inclui o fortalecimento do acesso a mercados, ampliação das capacidades comerciais e desenvolvimento contínuo do portfólio voltado ao processamento de materiais com maior eficiência operacional, circularidade e redução de emissões de carbono.
Outro eixo relevante é a expansão do
negócio de pós-venda e serviços da companhia, segmento já consolidado dentro da Qlar e considerado estratégico por complementar a oferta de equipamentos e garantir suporte contínuo aos clientes ao longo do ciclo de vida dos ativos instalados.
Para Jörg Ulrich, CEO do Grupo Qlar, a nova fase representa uma oportunidade de acelerar a estratégia global da empresa. Segundo ele, a experiência da Everstone no apoio a companhias internacionais com forte base em engenharia poderá contribuir para ampliar a atuação da Qlar e fortalecer sua proposta de impulsionar a transformação sustentável nos setores em que atua.
Avnish Mehra, vice-presidente de Private Equity da Everstone Capital, destacou a presença global da Qlar, sua tradição alemã e a robustez de sua engenharia como fatores centrais para o investimento. Segundo ele, as operações significativas na Ásia também ampliam o potencial de acesso a clientes e crescimento em mercados estratégicos.
Peter Graham, diretor-geral da Unison Asia, assessora da Everstone Capital, acrescentou que a Qlar construiu uma posição sólida em aplicações industriais críticas graças ao profundo conhecimento de processos e à relação de longo prazo com clientes em diferentes regiões do mundo.
Com a conclusão da operação, a expectativa é que a companhia avance na consolidação de sua presença global e na ampliação de soluções voltadas ao processamento de materiais mais eficiente, circular e com menor pegada de carbono.

