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Brasil Mineral - Edição 456

Abril 2026
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ADIMB 30 ANOS

“Um país que conhece o próprio subsolo, conhece melhor o seu futuro”

Por Mauro Sousa

Brasil Mineral 456Abril 2026Páginas 97-98
“Um país que conhece o próprio subsolo, conhece melhor o seu futuro”

Um país que conhece o próprio subsolo conhece melhor o seu futuro. Ao longo de três décadas, a ADIMB consolidou-se como uma das instituições que ajudaram o Brasil a transformar potencial geológico em conhecimento estruturado — e, a partir dele, em desenvolvimento.

A mineração é, por natureza, uma atividade de longo prazo. Antes de qualquer investimento produtivo, há anos — por vezes décadas — de pesquisa, levantamento de dados, formação de especialistas e construção de confiança institucional. Nesse percurso, entidades como a ADIMB cumprem um papel decisivo: articulam empresas, academia e Estado em torno de uma agenda técnica comum, elevando o padrão do debate e qualificando as decisões.

Do ponto de vista da Agência Nacional de Mineração, a existência de instituições fortes e tecnicamente orientadas é condição para uma regulação mais eficiente, previsível e alinhada ao interesse público e privado. A qualidade da política mineral começa na qualidade da informação disponível. E a informação, no nosso setor, nasce da pesquisa.

A contribuição da ADIMB para a formação de capital humano e para a difusão de conhecimento técnico ao longo desses 30 anos ajudou a criar um ambiente mais maduro para o desenvolvimento da mineração brasileira. Ao fomentar a geologia, a prospecção e a inovação, a entidade atua na base da cadeia — onde se decide, em última instância, o que o país será capaz de produzir, transformar e entregar à sociedade.

Essa dimensão ganha ainda mais relevância em um contexto global marcado pela transição energética, pela digitalização e pela crescente demanda por minerais críticos e estratégicos. O mundo disputa hoje não apenas reservas minerais, mas conhecimento, capacidade técnica e governança sobre esses recursos. Nesse cenário, soberania não se resume à posse do recurso no território; ela depende da capacidade de conhecê-lo, avaliá-lo e utilizá-lo de forma inteligente e sustentável.

É nesse ponto que a pesquisa mineral se conecta diretamente ao desenvolvimento humano. Cada novo depósito identificado, cada avanço metodológico, cada profissional qualificado amplia as possibilidades de geração de riqueza, emprego e inovação. Mas, sobretudo, amplia a capacidade do país de decidir seus próprios caminhos.

Mauro Souza
Mauro Souza

A ADIMB, ao longo de sua trajetória, contribuiu para construir esse ambiente. Ao promover o intercâmbio de conhecimento, ao apoiar a formação de especialistas e ao estimular a inovação, a entidade ajudou a estruturar um setor mineral mais preparado para responder aos desafios contemporâneos.

Celebrar seus 30 anos é reconhecer a importância da cooperação institucional em um setor que exige visão de longo prazo, rigor técnico, científico e compromisso com o interesse da sociedade. É também reafirmar que o desenvolvimento mineral, para ser sustentável, precisa estar ancorado em conhecimento, governança e propósito.

O Brasil reúne condições singulares para exercer um papel estratégico no cenário mineral global. Transformar esse potencial em prosperidade duradoura depende, em grande medida, da capacidade de coordenação entre Estado, empresas e instituições técnicas. A trajetória da ADIMB mostra que esse caminho é possível — e que já vem sendo construído.

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