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Brasil Mineral - Edição 456

Abril 2026
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Lavra subterrânea ampliará vida útil da mina Santa Rita em mais de duas décadas

Por Francisco Alves

Brasil Mineral 456Abril 2026Páginas 26-34
Mina Santa Rita, da Atlantic Nickel

Com a detonação que marcou a abertura do Portal Sul, no dia 26 de março de 2026, a Appian Capital Advisory Limited, através de sua controlada Atlantic Nickel, deu início ao Projeto Underground, que prevê a lavra subterrânea na mina Santa Rita, em Itajibá, na Bahia, que produz níquel sulfetado e que atualmente opera a céu aberto. O projeto, que demandará investimentos de R$ 3,3 bilhões, permitirá que a vida útil da mina Santa Rita seja estendida por pelo menos mais 34 anos. Esta será a única mina subterrânea de níquel sulfetado na América Latina.

Para Ignacio Bustamante, Head de Metais Básicos da Appian Capital, o início dos trabalhos preliminares para a futura transição da mina Santa Rita para a lavra subterrânea simboliza oficialmente o começo de uma nova fase abaixo da superfície, representando progresso, união e nossa visão compartilhada para o desenvolvimento da região.

“O anúncio de hoje não é apenas mais um marco para o Projeto Santa Rita. Representa um importante avanço para o desenvolvimento sustentável e o crescimento. Estamos entusiasmados em anunciar um potencial investimento acima de R$ 3,3 bilhões, que demonstra nosso compromisso duradouro com o Brasil e com a região da Bahia. Essa expansão prolongará a vida útil da mina por mais de duas décadas, trazendo estabilidade, novas oportunidades e prosperidade duradoura para as comunidades locais e toda a região.

Mina Atlantic Nickel
Mina Atlantic Nickel

Ele acrescenta que as operações na Atlantic Nickel são focadas na produção de minerais críticos (níquel, cobre, cobalto, platina, paládio e ouro), que são fundamentais para a transição global de energia limpa, veículos elétricos e tecnologias avançadas. “Processando mais de 6 milhões de toneladas ao ano e com a meta de quase 30 mil toneladas de níquel em concentrado, estamos fortalecendo a liderança do Brasil no mercado internacional de minerais críticos”.

Para Bustamante, a sustentabilidade está no centro de tudo o que a empresa faz. “Utilizando técnicas avançadas de sublevel caving, maximizamos o aproveitamento dos recursos com impacto ambiental mínimo, estabelecendo referências para práticas mineradoras responsáveis e de estado ambiental. Nossos compromissos ESG contínuos promovem mudanças positivas, apoiando infraestrutura local, educação, saúde e iniciativas sociais que enriquecem vidas em toda a Bahia e além. A transformação da Mina Santa Rita desde 2018 é um exemplo de investimento visionário e reformas responsáveis. Com uma capacidade robusta de concentração e um portfólio de minerais críticos, nosso trabalho apoia o emprego local, fortalece cadeias de suprimentos e gera valor econômico significativo para o Brasil.

Para o Country Manager da Appian Capital Brazil, Milson Mundin, "a abertura do Portal Sul marca o alcance de uma importante etapa para a Atlantic Nickel e reforça nossa forte convicção no potencial de longo prazo desse ativo. A transição para a mineração subterrânea prolongará significativamente a vida útil da mina, permitindo uma recuperação mais eficiente de recursos e reduzindo nossa pegada ambiental superficial. Essa próxima fase posiciona a Atlantic Nickel como uma operação de níquel de alta qualidade e longa duração, apoiando a crescente demanda global por minerais críticos produzidos de forma responsável’.

Segundo a empresa, para lavra do depósito subterrâneo, de teor mais elevado, será utilizado o método de produção sublevel caving, que tem sua eficiência comprovada em grandes minas da Suécia, África do Sul e Austrália. “O método foi selecionado para aumentar a recuperação de recursos, mantendo a capacidade de produção com impacto superficial mínimo. A tecnologia apoia a exploração em profundidades significativas ao empregar um sistema controlado de quebra e manuseio de rochas, garantindo alta produtividade e segurança operacional. O método também é idealmente adaptado às condições geológicas do depósito, otimizando eficiência e segurança durante todo o processo de extração. Espera-se que o método sublevel caving reduza os impactos ambientais em comparação à mineração a céu aberto, limitando poeira, ruído e distúrbios na superfície, mantendo o desempenho da produção”.

A mina a céu aberto, cuja operação foi retomada pela Atlantic Nickel em 2019, tem operado com capacidade de processamento de cerca de 6,6 milhões de toneladas de minério por ano. Desde 2020, a empresa exportou mais de 632.000 toneladas de concentrado de níquel gerado a partir do minério extraído na mina para Canadá, China e Finlândia, em mais de 50 embarques. Atualmente, a escala de produção da mina é da ordem de 15 mil t/ano de níquel em concentrado. Além de níquel, são obtidos como subprodutos cobre, cobalto, ouro, platina e paládio.

Lavra subterrânea ampliará vida útil da mina Santa Rita em mais de duas décadas

Eu ousaria dizer que se a gente andar nas ruas de Ipiaú perguntando sobre o investimento da Atlantic Nickel, a imensa maioria das pessoas será favorável a ele, pois vê os benefícios. Quando chegamos aqui, os nossos filhos eram crianças. Hoje eles têm 20 anos. E se tudo correr bem, se essa parceria tríplice (poder público, investidores institucionais e privados e as pessoas, o time), continuar fazendo sucesso, tem gente que nem está nascida ainda que vai trabalhar no underground da Atlantic Nickel.

— Milson Mundim

A expectativa anterior era que a mina a céu aberto tivesse reservas suficientes para apenas mais 8 anos de operação. Mas as pesquisas geológicas realizadas indicaram que existem recursos minerais suficientes para sustentar uma operação de lavra subterrânea por mais de três décadas. Assim, em 2024 a Atlantic Nickel realizou um Estudo de Pré-Viabilidade (PFS) que reforçou ainda mais a confiança da Appian no projeto, delineando uma mina com o potencial de perdurar durante décadas, com uma taxa anual de produção mais alta, de 30 mil toneladas de níquel equivalente (NiEq) por ano, com baixa intensidade de capital e uma estrutura de custos competitiva. Atualmente, a empresa está realizando o Estudo Definitivo de Viabilidade (DFS), que deverá estar concluído até meados de 2026. Enquanto conclui o DFS, a empresa inicia os trabalhos preliminares de desenvolvimento da mina, que poderá começar a produzir até 2028. Mas a lavra a céu aberto continua, por um período de aproximadamente 8 anos.

Abertura da mina subterrânea da Atlantic Nickel
Abertura da mina subterrânea da Atlantic Nickel

Com a lavra subterrânea, a expectativa é que a mina possa produzir entre 25 mil e 30 mil toneladas de níquel contido em concentrado. Um ponto positivo é que não haverá necessidade de expansão das instalações de processamento, porque os teores do minério na mina subterrânea são mais elevados. Além disso, os custos deverão ser menores, porque há menos consumo de energia nos moinhos e na planta de concentração, o que torna o projeto bem mais eficiente do ponto de vista energético.

Embora a projeção para a vida útil da lavra subterrânea seja de no mínimo 20 anos, a empresa trabalha com a perspectiva de que esse período aumente, porque existem as reservas inferidas, que podem ser transformadas em reservas medidas à medida em que o trabalho de desenvolvimento da mina vai prosseguindo, já que serão realizados trabalhos de sondagem adicionais.

Um outro lado bom do projeto é que, como a planta de concentração do minério já está operacional e com capacidade que comporta a adição do minério subterrâneo, o risco para os investidores é menor. “Quando se começa um projeto do zero, por mais que sejam feitos testes metalúrgicos antes da montagem de uma planta dessa dimensão, ainda existe um pouco de incerteza sobre como a planta vai se comportar em escala industrial. Então, essa parte do risco do investimento, típico numa mina dessas, está eliminado, porque é a mesma planta que vai processar o mesmo minério, só que de teor mais alto”, diz Mundim. O teor médio com que a planta vai operar é de 0,55% de Ni.

Enquanto inicia os trabalhos de preparação do desenvolvimento da mina, a Appian está finalizando a engenharia detalhada do empreendimento, ou Estudo de Viabilidade, que vai subsidiar a decisão de investimento. E, uma vez apresentado o estudo ao Comitê de Investimento da companhia, inicia o trabalho junto às agências de desenvolvimento e sistema financeiro privado, visando à obtenção dos recursos financeiros para financiamento total do projeto. “Se tudo isso ocorrer como planejado, a grande obra mesmo, em escala acelerada, começa em 2027. Uma característica que a Appian tem, para diminuir o risco para os investidores, é começar as obras mesmo antes da decisão final de investimento. Porque isto permite fazer o “early work”, que contribui para eliminar gargalos e reduzir o risco do cronograma em geral”, opina o Country Manager.

Para financiar os trabalhos iniciais — de engenharia e etapas preliminares de desenvolvimento da mina – a Appian contará com recursos próprios e de órgãos de financiamento como a norte-americana IFC (International Finance Corporation), que incluiu o projeto Santa Rita como primeiro investimento de novo fundo de US$ 1 bilhão criado pela parceria entre ambos. A contribuição inicial da IFC para o fundo é de US$ 100 milhões, sendo US$ 50 milhões destinados à etapa de desenvolvimento da mina subterrânea, o que significa que a IFC será sócia no empreendimento a partir desta etapa.

Quem também é “sócia” no empreendimento é a CBPM (Companhia Baiana de Produção Mineral), que detém os direitos minerários da jazida e recebe, a título de royalty, um percentual sobre o valor da produção, que segundo Mundim é equivalente ao valor recolhido a título de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral). O percentual de royalty que prevalecia para a lavra a céu aberto será mantido durante a fase de extração subterrânea.

Segundo Mundim, um outro aspecto interessante do projeto é que se trata de um brownfield, portanto a lavra a céu aberto prossegue, enquanto se vai desenvolvendo a mina subterrânea. Portanto, em algum momento do desenvolvimento a planta passa a ser alimentada com dois tipos de minério: o da lavra a céu aberto e o da mina subterrânea. Ou seja, a transição da lavra a céu aberto para a subterrânea vai ser feita sem que haja parada da planta.

Operação terceirizada

Lavra subterrânea ampliará vida útil da mina Santa Rita em mais de duas décadas

Itajubá é um município que se desenvolve muito, se destaca e precisa que essa mineradora continue operando, produzindo e gerando oportunidades para o povo de Itajubá e região. Itajubá se destaca justamente por ser um município de mineração. E o município se coloca à disposição da mineradora para continuar sendo um parceiro. Nós desenvolvemos um projeto de capacitação no início do mandato em que conseguimos capacitar mais de 400 de caminhão, em uma parceria com a Atlantic Nickel, que cedia os caminhões. A prefeitura contratou um instrutor e aquele foi o momento que a população de Itajibá realmente teve acesso à mineradora.

— Marcos Valério Barreto, prefeito de Itajibá

Assim como a operação a céu aberto, a lavra subterrânea será contratada e para tal a empresa buscou a expertise de uma operadora peruana, que vai atuar em parceria com o operador local, que atualmente faz a operação a céu aberto. A fase de desenvolvimento da mina vai durar 4 anos, embora a partir do segundo ano já seja extraído minério do underground para alimentação da planta.

Operação da Mina do Projeto de Santa Rita
Operação da Mina do Projeto de Santa Rita

De acordo com Mundim, o projeto está muito bem posicionado em termos de custos, tanto na lavra a céu aberto quanto na subterrânea. “A nossa mina está no primeiro quartil de custos da indústria de mineração de níquel. Então, é uma mina extremamente competitiva quando se olha o conjunto da indústria do níquel e assim também será com o underground, que na verdade torna-se até mais competitivo, porque vai produzir no mínimo 60% a mais”.

Para o Country Manager da Appian Capital Brazil, o aspecto mais importante é o projeto ter competitividade em relação à curva de custos da indústria, já que os preços variam influenciados por vários fatores. “Quem da indústria de petróleo iria prever, há um mês, que o Estreito de Ormuz iria fechar e que isso iria ter um grande impacto no preço? Por isso procuramos nos posicionar de forma competitiva na curva de custos. Porque isso garante sustentabilidade econômica em qualquer cenário”, pondera o executivo.

Para Gilcimar Oliveira, diretor de ESG e Pessoas da Appian Capital Brazil, a empresa não terá dificuldade com mão de obra para uma operação subterrânea, porque tradicionalmente já adota programas de formação de mão de obra local. “Quando a empresa chegou aqui na região, cerca de 20 anos atrás, era uma região onde as pessoas atuavam na produção familiar de cacau. E hoje toda a mão de obra que temos foi formada pela empresa: mecânicos, operadores etc. 80% da nossa mão de obra é local, sendo que metade está no entorno da mina e a outra metade dividida entre os dois municípios limítrofes, que são Itajibá e Ipiaú. Isso é muito importante para nós, porque dentre os benefícios econômicos para essas localidades, um dos principais é a mão de obra, porque as pessoas não só aumentam o nível de renda, já que os salários são melhores, como têm a oportunidade de um emprego de natureza muito mais sofisticada. Temos pessoas que chegaram como menores aprendizes e hoje são engenheiros formados com um programa inclusivo da empresa na mina”.

Como a Appian Capital Brazil não tem experiência em mineração subterrânea, desde a fase de engenharia está contando com a expertise de profissionais e empresas do Chile e Peru, países que têm grande tradição em lavra subterrânea, inclusive para a formação da mão de obra que será requerida na operação. De acordo com Gilcimar Oliveira, essas empresas internacionais aportarão conhecimentos técnicos, enquanto as empresas locais contribuirão com a experiência de atuação no Brasil, que tem suas peculiaridades. “Através desse parceiro internacional, trazemos muita experiência nas operações subterrâneas. “Esse é um link que vai nos ajudar na capacitação de pessoas também”, diz Gilcimar.

Ele esclarece que, ao longo da vida útil da mina, a empresa pretende desenvolver um plano de transição social, visando ressignificar o território de acordo com a vocação e com a missão que se tem. “É uma construção coletiva feita com os diversos atores, para compor um plano que atenda às demandas da comunidade”.

Histórico

A história da mina Santa Rita começa em 1989, quando a CBPM requereu as áreas de pesquisa e desenvolveu um programa de sondagem que levou à descoberta de um depósito de níquel laterírico e indicou o potencial para sulfeto maciço. Em 2003 a CBPM ofereceu à iniciativa privada a oportunidade de desenvolver os recursos de níquel de Itagibá e a empresa vencedora da concorrência foi a Mirabela Mineraçã o do Brasil Ltda. (subsidiária da empresa australiana Mirabela Nickel Limited), com base no prêmio de oportunidade e no royalty oferecido à CBPM. Em 2009 a Mirabela iniciou oficialmente a produção, construindo uma planta de beneficiamento de minério de níquel sulfetado através de flotaçã o, tecnologia que foi utilizada pela primeira vez na mina de Mount Keith, na Austrália Ocidental, em 1994. Em 2015, devido à queda drástica no preço do níquel no mercado internacional e os altos custos de produção, a Mirabela entrou em recuperação judicial e paralisou as atividades. Em 2018, a Appian Capital Advisory adquire a massa falida da Mirabela e prepara a retomada da operação. Depois que a Appian assumiu, o projeto da mina foi otimizado, as instalações de processamento reformadas e reiniciada a operação em 2019, através da Atlantic Nickel. As operações atuais envolvem mineração a céu aberto e um concentrador com capacidade de aproximadamente 6,5 milhões de toneladas por ano, produzindo um concentrado de sulfeto de níquel. O concentrado também contém subprodutos, incluindo cobre, cobalto, platina, paládio e ouro. Em 2024, Santa Rita processou 6,6 milhões de toneladas (Mt) de minério a céu aberto, produzindo 31,8 milhões de libras de níquel, 10,1 milhões de libras de cobre e 0,6 milhão de libras de cobalto em concentrados. Em 2025, a Atlantic Nickel, obteve bons resultados, gerando uma receita de US$ 274,5 milhões e Ebitda de US$ 103,4 milhões, com 25% da receita advinda de subprodutos, apesar de um ambiente desafiador no preço do níquel.

Lavra subterrânea ampliará vida útil da mina Santa Rita em mais de duas décadas

A CBPM tem naturalmente que ser parceira deste projeto, dando as garantias necessárias para qualquer investidor. O governo do Estado da Bahia está pronto e compreende a mineração como uma grande alavanca do desenvolvimento. E nós estamos realizando isso de forma clara; os problemas da Atlantic Nickel são nossos também, são do governo da Bahia, da CBPM. Temos que preparar os empresários e as pessoas, qualificando a mão de obra para que elas possam ser aproveitadas aqui. Contem com a CBPM, contem com o Governo do Estado da Bahia para qualificar mão de obra, para orientar, para ajudar que os empresários estejam prontos para poder estar vinculados e participando desse processo, que deve ser um processo de desenvolvimento vertical que atenda, portanto, a quem está aqui no entorno.

— Henrique Carballal, presidente da CBPM

Segundo a empresa, a produção atingiu 122 mil toneladas métricas secas de concentrado de níquel, com média de 13,4% de teor de níquel sulfetado (NiS). A Atlantic Nickel afirma que manteve um custo competitivo C1 de US$ 3,48 por libra de níquel. Durante o ano, foram extraídas 27,8 milhões de toneladas de material e processadas 6,7 milhões de toneladas de minério, com uma recuperação média de níquel sulfetado de 84%. Desde o início das exportações, em 2020, sob a gestão de Appian, mais de 632.000 toneladas de concentrado foram enviadas para o Canadá, China e Finlândia.

"A Atlantic Nickel demonstra como ativos com estruturas de custos resilientes e fundamentos operacionais sólidos podem entregar valor de longo prazo, mesmo durante períodos de volatilidade nos preços das commodities. Nossa confiança no papel da Atlantic Nickel na cadeia global de suprimentos do níquel é reforçada pela qualidade dos ativos, competitividade de custos e execução disciplinada que sustentam esses resultados.", afirma Milson Mundim.

Ele acrescenta que um ator importante no processo de retomada e crescimento do projeto Santa Rita é o poder público, através da CBPM, que detém os direitos minerários da jazida. “A maior parte dos investimentos em mineração na Bahia acontecem por força da parceria da CBPM com os empreendedores. E a CBPM foi quem nos propôs fazer a Atlantic Nickel ser grande”. Outro ator que terá papel decisivo, segundo ele, são os agentes financiadores, que suportarão um investimento dessa magnitude.

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