Sandvik: Modernização de plantas de britagem no Brasil
A Sandvik está acelerando sua estratégia de modernização das plantas de britagem no Brasil com o lançamento da campanha global X-change, que oferece condições comerciais agressivas para a substituição de britadores antigos — inclusive de concorrentes — pelos modelos da Série 800i, sua linha mais avançada em eficiência energética, digitalização e segurança operacional. A iniciativa foi apresentada durante a Exposibram Bahia e já vem despertando grande interesse de mineradoras de médio e grande porte, além do setor de agregados.
A campanha prevê descontos entre 10% e 20% na aquisição dos novos equipamentos e inclui um pacote de suporte técnico que envolve estudos de processo, simulações personalizadas e acompanhamento de especialistas para comprovar o ganho real de performance na planta. “O objetivo não é trocar seis por meia dúzia, mas entregar maior disponibilidade, confiabilidade e produtividade”, afirma Leandro Cambraia, destacando que a linha 800i oferece até 30% mais disponibilidade operacional, maior pressão na câmara de britagem e eficiência superior por quilowatt consumido. Os britadores também entregam até 25% mais de produto final, contribuindo para redução de energia nas etapas posteriores de moagem.

A série de Britadores Sandvik 800i incorpora uma série de avanços voltados à sustentabilidade e simplificação da manutenção. Entre eles, a eliminação da resina nos revestimentos — o que reduz resíduos e agiliza trocas — e o sistema de filtragem offline, que aumenta a vida útil do óleo de lubrificação e reduz descartes. Outro destaque é a válvula E-Dump, que protege automaticamente o equipamento contra materiais não britáveis, preservando eixo e componentes críticos em situações de risco.
No campo da digitalização, os britadores vêm equipados com o novo sistema de automação ACS, integrado à plataforma SAM, que permite monitoramento remoto em tempo real, geração de relatórios, acompanhamento de KPIs e registro de inspeções técnicas no próprio sistema. A tecnologia já está preparada para a integração com Inteligência Artificial, atualmente em desenvolvimento pela Sandvik, que permitirá diagnósticos automáticos, manutenção preditiva mais avançada e suporte inteligente à operação.
O Brasil é hoje um dos principais mercados-alvo da campanha X-change, com destaque para Pará, Minas Gerais, Bahia e Goiás, regiões que concentram grande número de equipamentos antigos em operação. No setor de agregados, o aquecimento no Sul e Sudeste — impulsionado por obras de infraestrutura e pavimentação — também amplia o potencial da iniciativa. Há atualmente cerca de 30 britadores 800i instalados no país, mas o potencial de mercado ultrapassa 2 mil máquinas, segundo estimativas internas.
Para garantir atendimento rápido, a empresa mantém estoques robustos de peças em Belo Horizonte, São Paulo e Pará, além de centros de serviço e equipes de campo com profissionais especializados em inspeção, manutenção e comissionamento. A Sandvik também estuda a retomada da produção local, hoje concentrada na Suécia, sinalizando um novo ciclo de investimentos no país à medida que a demanda cresce. A visita do vice-presidente de vendas Área América Latina à Exposibram, Victor Dossetto L., reforça esse movimento.
Com o setor de mineração vivendo um ciclo de investimentos mais consistente e amadurecido — sem euforia, mas com forte foco em eficiência e sustentabilidade —, a Sandvik acredita que o momento é ideal para acelerar a adoção de tecnologias que reduzam custos, melhorem o desempenho operacional e preparem as plantas para um futuro cada vez mais digitalizado. (Mara Fornari)
Seequent aposta em IA para transformar a geociência na mineração

A Seequent aproveitou o PDAC 2026 para fazer mais do que anunciar produtos: apresentou uma visão estratégica de futuro baseada em dados integrados, inteligência artificial e colaboração entre geocientistas. A companhia celebrou um ano da plataforma Evo, reforçou a evolução do Imago e anunciou a criação do Geoscience Leadership Forum — uma iniciativa voltada à construção coletiva de soluções para os desafios da indústria mineral.
Lançada há um ano, a plataforma Evo representa uma mudança de paradigma. Trata-se de um ambiente em nuvem concebido para centralizar informações técnicas que, historicamente, permaneciam fragmentadas entre equipes, softwares e departamentos. De acordo com Rafael Soares, Diretor Regional de Mineração, “a proposta é integrar dados geológicos, geotécnicos e de recursos em um único ecossistema, permitindo maior comunicação entre portfólios e melhor aproveitamento de informações históricas”.
Dentro da plataforma estão aplicações nativas como: Driver – com uso de machine learning para extrair novos insights de bases históricas; ComSync – voltado à simulação condicional; BlockSync – para análise e comparação de modelos de blocos.
“Ao permitir que dados já adquiridos — muitas vezes a alto custo — sejam reprocessados sob novas lentes analíticas, a Evo reforça uma tendência crescente no setor: gerar mais valor com menos campanhas adicionais”, garante Rafael, salientando que em um cenário de pressão por eficiência e redução de riscos, a integração em nuvem e o uso de inteligência artificial deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos estratégicos.
Imago: do registro manual à análise automatizada
Outro destaque da empresa é a nova versão do Imago, plataforma de captura e gestão de imagens geológicas já amplamente utilizada no Brasil e na América Latina. Rafael explica que o Imago “funciona como um banco de dados estruturado de imagens — especialmente testemunhos de sondagem — agora aprimorado com recursos de machine learning capazes de automatizar tarefas antes totalmente manuais”.
Tradicionalmente, o geólogo precisava otografar o testemunho, registrar manualmente quebras e separações, catalogar intervalos e inserir observações em relatórios. Com a nova versão, o sistema identifica automaticamente separações de caixas, intervalos e detalhes relevantes, reduzindo erros humanos e acelerando o fluxo de trabalho.
“Integrado de forma nativa ao Leapfrog, o Imago permite que, durante o modelamento geológico, o profissional visualize diretamente as imagens correspondentes à profundidade e ao furo em análise. A consequência é um ganho significativo em rastreabilidade, segurança do dado e assertividade técnica”, prossegue Rafafel.
Embora o tempo economizado varie de operação para operação, a eliminação de etapas manuais impacta diretamente custos, produtividade e qualidade das informações — três variáveis críticas para campanhas de exploração e estimativas de recursos.
Brasil: mercado prioritário e em expansão
Para a Seequent, o Brasil é estratégico. O país figura historicamente entre os principais mercados da companhia na América Latina e continua sendo prioridade global de investimento. Rafael informa que existe um crescimento da procura por novos módulos e portfólios por clientes já consolidados; expansão da base com novos clientes; e busca crescente por integração de dados, segurança da informação e aplicações de inteligência artificial.
“O momento da mineração brasileira, marcado por pressão por eficiência, redução de custos e maior controle de riscos, favorece a adoção de tecnologias capazes de reduzir incertezas — inclusive diminuindo a necessidade de campanhas adicionais de sondagem quando o dado existente pode ser melhor explorado”, reforça o diretor regional de Mineração.
Geoscience Leadership Forum
Se a tecnologia organiza o dado, o novo Geoscience Leadership Forum pretende organizar o debate. De acordo com Lucas Drobina, Gerente Sênior de Marketing para a América Latina, “a iniciativa surge como um espaço neutro para reunir lideranças técnicas da geociência com o objetivo de discutir desafios comuns do setor — sem foco competitivo, mas com visão de construção coletiva”.
A primeira edição do Geoscience Leadership Forum, pós-PDAC, acontecerá no Peru, seguida por encontros na América Latina, incluindo uma agenda prevista em Belo Horizonte durante a Exposibram 2026.
A proposta é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: criar uma mesa permanente de discussão sobre o futuro da geociência, onde tecnologia, eficiência e inovação sejam debatidas de forma colaborativa. “Em um setor onde os geocientistas mantêm redes técnicas próprias e transversais às empresas, a aposta é que a construção de comunidade possa acelerar soluções estruturais”, complementou Rafafel.
Ao combinar inteligência artificial aplicada, integração em nuvem e estímulo à troca técnica, a Seequent sinaliza uma estratégia alinhada às transformações estruturais da mineração global. “A era do dado isolado ficou para trás. O próximo ciclo será definido pela capacidade de conectar informações, extrair conhecimento de bases históricas e transformar colaboração em vantagem competitiva”, reforça Rafafel.
Para a geociência brasileira, o movimento reforça uma tendência: eficiência não será apenas uma meta operacional — será uma consequência direta da inteligência aplicada ao dado. (Mara Fornari)
Valmet inaugura nova fábrica em Vespasiano (MG)
A nova unidade da Valmet, inaugurada em 18 de março de 2026, simboliza algo maior do que a expansão de uma fábrica: é a consolidação de uma estratégia que conecta tecnologia global, demanda local e uma leitura clara sobre o futuro da indústria. Com investimento de R$ 100 milhões, multinacional finlandesa triplica capacidade de produção de tecidos filtrantes em Minas Gerais para atender demanda recorde por desaguamento de rejeitos e processos de alta exigência.

O investimento, que começou a ser desenhado ainda em 2022, nasce com um objetivo direto: ampliar a produção de tecidos filtrantes e soluções industriais voltadas a setores de alta exigência — com destaque para mineração e papel e celulose. Mais do que isso, a unidade já funciona como um hub produtivo para a América Latina, com forte potencial de exportação.
A decisão de instalar a nova planta em Minas Gerais não foi trivial. Ao longo de quatro anos, mais de dez localidades foram avaliadas até que Vespasiano se mostrasse a escolha mais coerente. Pesaram fatores como a confluência logística, a proximidade com grandes clientes e a disponibilidade de mão de obra qualificada no entorno.
Estar perto de quem precisa de resposta rápida traduz-se diretamente em competitividade. A nova unidade permite reduzir drasticamente a dependência de importações: produtos que antes precisavam cruzar oceanos vindo da Europa ou Ásia agora podem ser entregues em questão de dias. "Aqui a gente consegue ter uma capacidade de reação muito rápida, de uma a duas semanas", destaca José Luiz Rodrigues, gerente de operações da Valmet.
Capacidade triplicada e ambições globais em mineração
A mudança para Vespasiano é estrutural. A nova planta possui 12 mil metros quadrados — quatro vezes maior que a anterior em Belo Horizonte — e representa um salto tecnológico relevante. Com um plano de investimento total de R$ 100 milhões, dividido entre R$ 60 milhões já executados e R$ 40 milhões previstos até 2030, a empresa projeta triplicar sua produção.
A meta é atingir a marca de 2,5 milhões de metros quadrados de elementos filtrantes. Esse crescimento mira tanto a manutenção do market share em clientes atuais quanto a entrada em novos segmentos onde a companhia busca ampliar presença.
Embora a Valmet tenha uma trajetória secular e consolidada no setor de papel e celulose, a nova unidade deixa evidente que a mineração passou a ocupar um papel central na operação brasileira. A escolha pelo coração de Minas Gerais, estado onde o setor contribui com cerca de 4% a 5% do PIB nacional, reforça essa tese.
O setor mineral vive um momento de transformação profunda, impulsionado por exigências ambientais rigorosas para a redução do uso de barragens de rejeitos. Nesse cenário, a tecnologia de filtração ganha protagonismo absoluto ao permitir a retirada de água do rejeito, viabilizar seu reuso e possibilitar o empilhamento a seco de forma segura. A Valmet atua hoje em todas as etapas — da filtragem de concentrados à gestão de resíduos e filtros de manga para processos secos.
Sustentabilidade como eixo operacional
A nova planta reflete o compromisso global da Valmet com a ecoeficiência. O projeto maximiza o uso de iluminação natural e substituiu sistemas de aquecimento movidos a combustíveis fósseis por fontes renováveis em equipamentos críticos, como a calandra.
"Hoje reduzimos drasticamente a energia proveniente de combustível fóssil e estamos direcionando para o consumo de fontes renováveis no site", explica José Luiz Rodrigues. Além disso, a localização estratégica reduz a pegada de carbono ao eliminar deslocamentos logísticos desnecessários.
Atualmente, a operação conta com 150 funcionários diretos, com a meta de alcançar 250 colaboradores nos próximos cinco anos. Para garantir a excelência, parte da equipe técnica passou por especializações em Portugal no segundo semestre de 2025, focando nas novas tecnologias de automação incorporadas à planta.
Esse investimento em gente fortalece a presença da Valmet no país, onde a companhia já soma 1.700 "Valmetianos". Celso Tacla, Vice-Presidente Executivo na América Latina, destaca que o crescimento orgânico e as aquisições recentes mostram a confiança da multinacional nas pessoas e na capacidade técnica brasileira.
Entre a tradição e o futuro
As raízes da Valmet remontam a 1797, na Finlândia, começando justamente como uma tecelagem que evoluiu para tecidos técnicos e soluções complexas. No Brasil, a história que começou com tratores nos anos 60 ganha agora um capítulo de alta tecnologia em Vespasiano.
A inauguração, que reuniu executivos globais como Sami Remmi (Vice-Presidente de Fabrics) e o embaixador da Finlândia, Antti Kaski, sinaliza que o Brasil segue no radar das grandes decisões globais. A nova unidade é, simultaneamente, continuidade e ruptura: mantém a essência da companhia, mas a reposiciona como uma plataforma exportadora de soluções para os desafios contemporâneos de sustentabilidade e eficiência industrial.(Mara Fornari)

Máquinas Furlan aposta em reposição estratégica e suporte contínuo
Em um setor em que cada hora parada representa toneladas que deixam de ser produzidas, a disponibilidade dos equipamentos virou ativo estratégico. É nesse ponto que a Máquinas Furlan decidiu ampliar o foco: além de fornecer plantas completas, a fabricante estruturou uma atuação robusta em peças de reposição e suporte técnico contínuo, acompanhando as operações ao longo de todo o ciclo de vida dos ativos.
Com mais de 150 modelos de equipamentos no portfólio e tradição desde 1962, em Limeira (SP), a empresa reforça estoques estratégicos de motores, correias, rolamentos, parafusos e outros componentes críticos, buscando reduzir o tempo de máquina parada e garantir previsibilidade operacional. “Nosso compromisso vai além da entrega do equipamento. A linha de peças e o suporte contínuo garantem desempenho e rapidez na retomada das atividades”, afirma Gustavo Furlan, gerente comercial.
A estratégia ganha relevância em um país que concentra cerca de 10% das reservas mundiais de minerais críticos, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). Em um ambiente de volatilidade de commodities, confiabilidade e agilidade no atendimento tornam-se diferenciais competitivos.
Ao integrar fornecimento de equipamentos, peças, estoques abastecidos e equipes técnicas especializadas, a Furlan consolida um modelo de atendimento que coloca a continuidade operacional no centro da equação.
Metso lança telas retardantes de chama para peneiramento
Em operações de mineração, o risco raramente está apenas no que é visível. Uma faísca durante um reparo, um resíduo superaquecido após um corte com maçarico, um ponto de solda mal isolado — pequenos eventos que podem desencadear incêndios, comprometer equipamentos e interromper linhas inteiras de produção. Foi a partir desse cenário, bastante conhecido nas plantas industriais, que a Metso decidiu atacar o problema na origem: o próprio material das telas de peneiramento.
A companhia desenvolveu uma tecnologia de borracha retardante de chama para telas e revestimentos, projetada para minimizar o risco de propagação de incêndios em ambientes de alto risco térmico. A solução atende ao rigoroso padrão internacional UL94 V-0, referência global em inflamabilidade de materiais plásticos, e foi criada pelo time global de Pesquisa & Desenvolvimento da empresa.
O foco está especialmente nas situações de manutenção — soldagem, corte com maçarico, uso de esmerilhadeira ou aquecimento localizado — que figuram entre as principais fontes de ignição nas plantas de mineração. Em contato com borrachas convencionais, partículas incandescentes podem iniciar a propagação de chamas. Com o novo composto desenvolvido pela Metso, a reação é controlada, reduzindo drasticamente o potencial de incêndio.

A tecnologia está disponível não apenas nas telas de peneiramento, mas também em revestimentos de alimentação, descarga e laterais, com compatibilidade universal — podendo ser instalada tanto em equipamentos da própria Metso quanto de outros fabricantes. Essa versatilidade amplia o alcance da solução e facilita sua adoção em plantas já em operação.
Um dos diferenciais estratégicos da iniciativa é que as telas são desenvolvidas e fabricadas no Brasil, na unidade da Metso em Sorocaba (SP). Isso garante controle integral do processo — do projeto à validação final — além de permitir ajustes ágeis conforme as condições específicas de cada cliente.
Para André Rosa, gerente de produtos da Metso, a proximidade entre desenvolvimento e aplicação prática faz diferença no resultado final. “Temos total domínio da propriedade intelectual e da fabricação. A proximidade com a linha de montagem dos equipamentos vibratórios facilita a integração entre engenharia e campo, permitindo respostas rápidas às necessidades das operações”, afirma.
Além da segurança contra incêndios, a empresa manteve a performance como premissa. As telas são oferecidas em diferentes níveis de resiliência, adequando-se ao tipo de material peneirado. Modelos de alta resiliência são indicados para materiais finos, reduzindo entupimentos; já as versões de baixa resiliência atendem melhor materiais médios e grossos, com maior absorção de impacto.
Personalização digital e suporte em campo
A especificação técnica é apoiada por uma ferramenta desenvolvida localmente, o Metso Screening Media Builder, que permite criar soluções em 3D com base nas condições reais de operação. A plataforma possibilita simular área aberta, resistência à abrasão e suporte ao impacto, otimizando o desempenho antes mesmo da instalação.
O suporte técnico também é parte central da proposta. A equipe especializada atua diretamente nas plantas, oferecendo diagnósticos, recomendações de configuração e acompanhamento de desempenho. A intenção é que a solução não seja apenas um componente substituído, mas um upgrade efetivo no padrão de segurança e eficiência do peneiramento.
Ao incorporar retardância à chama sem comprometer resistência mecânica e produtividade, a Metso responde a uma demanda crescente do setor: reduzir riscos operacionais sem sacrificar performance. Em um ambiente onde disponibilidade é sinônimo de rentabilidade, a segurança deixa de ser apenas um protocolo e passa a ser uma característica do próprio equipamento.

Aggreko cresce na América Latina e anuncia CAPEX recorde
Com crescimento de 10% na América Latina em 2025, a Aggreko reforça o peso estratégico da região — responsável por cerca de 30% do mercado global da companhia. Para 2026, a empresa projeta expansão de 11% e anunciou investimento recorde de US$ 216 milhões em CAPEX, alta de 249% frente ao ano anterior.
O avanço está ancorado em projetos como o Pró-Amazônia Legal (CGPAL), que prevê a hibridização de sistemas isolados em 24 comunidades do Amazonas, com 88 MWp de geração solar e 105 MWh em armazenamento por baterias.
Segundo Pablo Varela, diretor-executivo para a América Latina, a estratégia combina soluções flexíveis, gás natural, microgrids e sistemas híbridos, com foco em eficiência, segurança energética e sustentabilidade. Para mineração, utilities e óleo & gás, a proposta vai além do fornecimento de energia: envolve desenho customizado e acompanhamento técnico para garantir resiliência operacional.
Haver & Boecker amplia família QUAT 2 RO®
Em linhas de ensacamento industrial, erros aparentemente simples — um saco incorreto, uma válvula mal encaixada, vazamento de produto durante o enchimento — podem gerar perdas financeiras relevantes, retrabalho, atrasos logísticos e desgaste na relação com o cliente final. É nesse ponto crítico do processo que a Haver & Boecker vem concentrando sua aposta em inteligência artificial aplicada.
A companhia anunciou a expansão da linha QUAT 2 RO® AI com a incorporação de dois novos sistemas: BAGcheck e SEALcheck. Eles se somam aos já consolidados MATEXcheck e VALVEcheck, formando um ecossistema completo de monitoramento inteligente para linhas de embalagem nos setores de cimento, materiais de construção, alimentos e produtos químicos.

Segundo Dirk Bergmann, chefe de IA da empresa, o avanço não é apenas incremental. “O sucesso do nosso primeiro produto de IA, o QUAT 2 RO® MATEXcheck, nos motivou a explorar soluções exclusivas para necessidades específicas dos clientes. O QUAT 2 RO® AI não é apenas o próximo produto digital — é o último que nossos clientes precisarão adquirir. Os sistemas aprendem e se atualizam continuamente, preparando a linha para o futuro”, afirma.
Da alimentação ao pallet: controle em todas as etapas
O novo QUAT 2 RO® BAGcheck atua no início do processo. Utilizando reconhecimento de imagem por meio de câmeras instaladas na linha, o sistema verifica se o tipo correto de embalagem foi inserido no magazine da máquina de envase — como, por exemplo, na INTEGRA® IV. Antes mesmo do início do enchimento, o software identifica inconsistências e, se necessário, interrompe a operação para que o operador substitua o saco inadequado.
O objetivo é evitar que o erro só seja percebido na paletização — ou, pior ainda, quando o produto já estiver no cliente. Ao antecipar a falha, o BAGcheck elimina retrabalhos e desperdícios que impactam diretamente o custo por tonelada ensacada.
Já o QUAT 2 RO® SEALcheck atua no final da linha. Uma câmera monitora os sacos após o enchimento, verificando as válvulas de vedação e detectando a presença de produto solto na esteira — sinal claro de falha na selagem. Quando o sistema identifica uma irregularidade, o saco é automaticamente desviado para uma área separada, evitando que siga para a paletização.
Enquanto BAGcheck e SEALcheck monitoram o “antes” e o “depois” do enchimento, os sistemas VALVEcheck e MATEXcheck atuam diretamente no coração da operação.
O QUAT 2 RO® VALVEcheck garante que cada saco valvulado esteja corretamente encaixado no bico de enchimento. Sacos abertos de forma inadequada são identificados e descartados automaticamente para retrabalho manual, evitando enchimentos incompletos ou vazamentos. Em algumas operações, segundo a empresa, a economia pode chegar a 50 euros por dia apenas com a redução de aplicações incorretas.
Já o QUAT 2 RO® MATEXcheck — lançado em 2024 — monitora o interior da máquina durante o enchimento por meio de câmeras de alta resolução. O sistema detecta vazamentos anormais de material em tempo real e interrompe imediatamente o processo. Em equipamentos capazes de encher até 30 quilos por segundo, um atraso de dois segundos na interrupção pode significar perda de 60 quilos de produto. Ao reagir de forma praticamente instantânea, o MATEXcheck elimina ou reduz drasticamente esse desperdício.
Integração, dados e aprendizado contínuo
Os quatro sistemas podem ser interligados via QUAT 2 RO® Connect, plataforma que integra dados da linha de embalagem e amplia a visibilidade operacional. O painel HMI exibe informações detalhadas sobre ocorrências, padrões de falhas e tendências, permitindo ajustes preventivos e melhor planejamento de manutenção.
Além disso, especialistas em IA da Haver & Boecker monitoram o desempenho por meio do QUAT 2 RO® Connect, identificando causas-raiz e propondo melhorias contínuas — tanto para problemas já identificados quanto para potenciais gargalos futuros.
Um dos diferenciais da proposta é a possibilidade de instalação em máquinas de embalagem automatizadas e fechadas já existentes ou como upgrade opcional em novos equipamentos. Isso amplia o alcance da tecnologia e facilita sua adoção gradual.
Digitalização com impacto direto na produtividade
A ampliação da linha QUAT 2 RO® AI reforça um movimento claro na indústria de materiais a granel: a digitalização deixou de ser apenas uma camada adicional de controle e passou a atuar como elemento estruturante da produtividade.
Ao combinar visão computacional, aprendizado contínuo e integração de dados, a Haver & Boecker busca transformar a linha de envase em um sistema inteligente capaz de reduzir perdas, aumentar a confiabilidade e elevar a qualidade final do produto entregue ao mercado.
Em um contexto em que margens são pressionadas e exigências de rastreabilidade aumentam, a inteligência artificial deixa de ser promessa e se torna ferramenta concreta de competitividade na indústria de ensacamento.
MAJOR apresenta OPTIMUMWIRE® Thermo Screen
Operações que lidam com clínquer quente, cal viva ou reciclagem de asfalto conhecem bem o desafio: temperaturas elevadas comprometem materiais convencionais, reduzem a vida útil das telas e aumentam paradas para manutenção. Foi nesse ambiente que a MAJOR desenvolveu a OPTIMUMWIRE® Thermo Screen, apresentada como resposta direta às aplicações de calor extremo — acima de 1.200 °C.
A nova tela amplia o portfólio da fabricante e ataca um ponto crítico das soluções tradicionais: o uso de poliuretano como elemento de conexão dos fios. Em altas temperaturas, esse material pode deformar ou até derreter, comprometendo o desempenho do peneiramento. Para superar essa limitação, a MAJOR incorporou seu fio patenteado OPTIMUMWIRE® como elemento estrutural de conexão, eliminando o ponto frágil do sistema.
Produzido internamente e com composição controlada, o OPTIMUMWIRE® garante padronização e desempenho consistente ao longo do tempo. O resultado é uma tela capaz de manter integridade estrutural mesmo sob ciclos térmicos severos, reduzindo entupimentos, obstruções e bloqueios causados pelo calor.
Segundo a empresa, operações que substituíram telas tradicionais pela Thermo Screen em todos os decks registraram aumento de até 35% na produtividade e redução de 40% nos custos de manutenção, além de maior durabilidade do material filtrante. A ação autolimpante, característica das soluções da marca, também contribui para manter área aberta ativa e eficiência de classificação.
A Thermo Screen passa a integrar a linha ao lado das telas tensionadas FLEX-MAT® e FLEX-MAT® Modular, além das tradicionais telas de arame trançado. A proposta é oferecer aos produtores — de agregados, mineração e reciclagem — um portfólio completo que cubra desde aplicações convencionais até cenários de alta temperatura.
Para Bernard Betts, presidente da MAJOR, a novidade amplia uma expertise já reconhecida. “Os clientes confiam em nós para resolver problemas complexos de obstrução e fixação. Agora estendemos essa capacidade às aplicações de alta temperatura, permitindo que trabalhem com um único fornecedor de telas de alta confiabilidade em toda a instalação”, afirmou durante o lançamento na CONEXPO/ CON-AGG 2026.
Ao combinar resistência térmica, controle de qualidade do fio e foco em tempo de atividade, a MAJOR reforça um conceito cada vez mais valorizado na mineração: reduzir custo por tonelada passa, necessariamente, por maximizar disponibilidade operacional.
ABB amplia fronteiras da eficiência energética industrial
Em um momento em que eficiência energética e descarbonização deixaram de ser metas aspiracionais para se tornarem exigências estratégicas, a ABB amplia sua linha de motores industriais com os chamados IE6 extrapolados — equipamentos que apresentam 20% menos perdas que os motores IE5, atualmente o nível mais alto da classificação oficial da Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC).
Os novos modelos estão disponíveis em carcaças 280 e 315, com potências entre 110 e 450 kW e velocidades de até 3.600 rpm. São motores síncronos de relutância (SynRM), tecnologia que dispensa magnetos permanentes de terras raras, combinando alta eficiência, menor dependência de materiais críticos e responsabilidade ambiental.

Segundo a fabricante, análises realizadas na Europa indicam que a substituição de um motor IE4 por um IE6 equivalente pode gerar retorno do investimento em aproximadamente oito meses. Ao longo de 20 anos de vida útil, a economia pode chegar a € 51.200 por motor, evitando ainda a emissão de cerca de 92 toneladas de CO₂.
“Nossos clientes agora podem acessar eficiência de nível mundial em uma faixa de potência mais ampla, muitas vezes alcançando retorno em apenas alguns meses enquanto avançam em suas metas de sustentabilidade”, destacou Stefan Floeck, presidente da divisão IEC LV Motors da ABB.
Os IE6 extrapolados complementam a linha lançada inicialmente em 2024, quando a ABB apresentou motores que já superavam o desempenho dos melhores IE5 disponíveis à época. A escala oficial da IEC prevê cinco categorias — de IE1 a IE5 — com reduções de 20% nas perdas a cada salto de nível. O padrão IE4 é o mínimo exigido na União Europeia, enquanto o IE3 fundamenta a classificação IR3 obrigatória no Brasil.
Outro diferencial está na fabricação: os motores integram o portfólio ABB EcoSolutions™, sendo produzidos com 98% de materiais de origem reciclada e acompanhados de Declaração Ambiental verificada conforme a ISO 14025 Tipo III, garantindo transparência sobre circularidade, emissões e impacto ambiental.
Projetados para substituir motores antigos sem necessidade de adaptações mecânicas em aplicações como ventilação, bombeamento e compressão — especialmente quando associados a inversores de frequência —, os IE6 extrapolados representam um salto tecnológico que dialoga diretamente com as metas de eficiência e redução de emissões da indústria.
Para operações intensivas em energia, como mineração e processamento mineral, a conta é direta: menos perdas elétricas significam menor custo operacional, maior competitividade e avanço concreto rumo à transição energética.
Anglo American movimenta mais de R$ 100 milhões em compras locais
A atuação da cadeia de fornecedores da Anglo American no Sistema Minas-Rio vem se consolidando como um importante motor de desenvolvimento econômico e social no interior de Minas Gerais. Somente em 2025, a companhia e suas empresas contratadas movimentaram mais de R$ 100 milhões em compras junto a empresas matrizes locais, fortalecendo pequenos negócios e ampliando a circulação de renda nos municípios do entorno da operação.
Os números foram apresentados durante a cerimônia do Prêmio Fornecedores de Destaque, realizada em Conceição do Mato Dentro (MG), que também revelou outro indicador do impacto territorial da atividade: 146 iniciativas sociais promovidas por fornecedores ao longo do último ano, alcançando aproximadamente 78 mil pessoas. As ações envolveram projetos educacionais, esportivos e ambientais, além de atividades de voluntariado e doações.
Criado em 2015, o prêmio reconhece empresas que se destacam como parceiras estratégicas da Anglo American, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e sustentáveis. Ao longo de uma década, a iniciativa tornou-se um espaço para valorizar a integração entre a mineradora e sua rede de fornecedores, que hoje desempenha papel central na performance operacional e no relacionamento com as comunidades.
Segundo Eduardo Bahia, diretor Financeiro e de Suprimentos da Anglo American, a premiação reflete um compromisso que vai além da execução de contratos: “uma década reconhecendo quem caminha ao nosso lado todos os dias. Esse compromisso vai muito além do cumprimento de prazos e metas. É compreender a cultura que nos move e compartilhar valores como segurança, integridade, sustentabilidade, inovação e respeito às comunidades”.
Um dos destaques da premiação é o pilar Sustentabilidade, voltado às iniciativas que geram impacto positivo nas comunidades do território. Na edição de 2025, foram reconhecidas empresas que promoveram desde projetos sociais até a contratação de mão de obra local. Os vencedores foram: Salum Construções – categoria Doações e Voluntariado; Clariant Brasil – categoria Projetos Sociais; Unimar – categoria Contratação de Mão de Obra Local (Efetivo Maior); CMD Tecnologia – categoria Contratação de Mão de Obra Local (Efetivo Menor); AtkinsRéalis – categoria Gasto Local (Efetivo Maior); Brass do Brasil – categoria Gasto Local (Efetivo Menor).

Metso é destaque geral da premiação
O prêmio geral de Fornecedor de Destaque 2025 foi conquistado pela Metso, reconhecida pelo desempenho consistente em diferentes pilares da avaliação. A empresa apresentou iniciativas voltadas ao aumento da eficiência operacional, redução de custos e melhoria da confiabilidade dos processos, além de avanços em segurança.
Outro fator que pesou no reconhecimento foi o apoio a um projeto social desenvolvido em parceria com o Instituto de Permacultura e Educação para Sustentabilidade (IPES). A iniciativa incentiva o uso de plantas medicinais e valoriza conhecimentos tradicionais da região de Conceição do Mato Dentro.
A categoria Geral considera o desempenho do fornecedor a partir de critérios de segurança, meio-ambiente, saúde, relacionamento e desempenho operacional durante todo o ano anterior à premiação. No conjunto, a Metso recebeu a melhor avaliação de 2025, sendo a escolhida entre três finalistas.
Alexandre Silva, diretor de Vendas da Metso, salientou que “a premiação reafirma a importância que a Anglo American concede aos fatores como integridade, segurança e valores organizacionais”, explica. “A segurança foi bastante destacada como base permanente para parcerias duradouras e é uma obrigação permanente que compartilhamos com ela”, complementa.
O prêmio na categoria Geral também é celebrado pela Metso em função de a empresa atender os pedidos da mineradora dentro dos prazos especificados, na totalidade, ou seja, os produtos são entregues completos, e em conformidade com os padrões determinados pela Anglo American, evitando devoluções e atrasos operacionais.

Silva destaca ainda que a premiação celebra as parcerias que constroem mineração responsável e geram impacto positivo. Nesse sentido, além da premiação Geral, a Metso também foi escolhida na categoria Otimização, em função do projeto de melhoria dos revestimentos usados nos britadores cônicos da Anglo American na planta de Conceição do Mato Dentro.
A colaboração entre as duas empresas levou ao aumento da vida útil de revestimentos para britadores cônicos. O resultado foi a criação de uma rotina de manutenção com menos intervenções, reduzindo o nível de exposição dos colaboradores a riscos. A melhoria resultou ainda em maior tempo operacional dos britadores.
Outra ação de parceria entre as duas empresas foi a edição, pela Metso, de um livro sobre medicina popular na região de Conceição de Mato Dentro, a partir de entrevistas com lideranças comunitárias locais feitas ao longo de 2025. Esse trabalho foi finalista na categoria Sustentabilidade e está alinhado com a preocupação mútua de praticar uma mineração com licenças ambiental e social, considerando a valorização da cultura das comunidades no entorno das operações.
Sandvik coromant amplia linha de brocas intercambiáveis
A fabricante de ferramentas de corte Sandvik Coromant anunciou a ampliação do programa de brocas CoroDrill DE10 com duas novas geometrias, identificadas como -M5F e -M5C. Segundo a empresa, as novidades ampliam a faixa de aplicações da ferramenta em operações de furação em diferentes materiais.

A CoroDrill DE10 é uma broca com ponta intercambiável voltada à furação em materiais maciços, especialmente em ambientes de produção de alto volume. O sistema utiliza uma interface de pré-tensão que permite a troca rápida das pontas de corte, reduzindo o tempo de parada das máquinas.
De acordo com Mikael Carlsson, especialista global de produtos da empresa, a ampliação do portfólio busca atender novas necessidades industriais. “Com a inclusão de duas novas geometrias, podemos dar suporte a ainda mais aplicações dos clientes mantendo a facilidade de uso do sistema”, afirma.
A geometria -M5F foi desenvolvida para aplicações que exigem furos de fundo plano ou operações mais complexas, enquanto a -M5C foi otimizada para ferro fundido, com maior resistência ao desgaste.
Segundo a empresa, o conceito da CoroDrill DE10 permite trabalhar com parâmetros de corte mais elevados, contribuindo para reduzir o custo por furo e aumentar a vida útil da ferramenta em processos industriais.
Progesys: protagonismo do investidor pode evitar atrasos em projetos minerais
Projetos de grande porte na mineração — como minas, plantas de beneficiamento e complexos metalúrgicos — frequentemente enfrentam desafios para manter prazos, orçamento e desempenho técnico ao longo de sua execução. Para especialistas, um fator decisivo para reduzir riscos é o envolvimento direto do investidor ao longo de todo o ciclo do projeto.

De acordo com Antonio Seniuk, especialista em projetos da Progesys, estudos do Construction Industry Institute indicam que projetos em que o proprietário acompanha de perto o desenvolvimento apresentam desempenho entre 20% e 30% superior na previsibilidade de custos e prazos.
Segundo ele, mais do que participar formalmente de reuniões, o papel do investidor é destravar decisões estratégicas, alinhar equipes e garantir que a visão da empresa esteja presente em todas as etapas do empreendimento.
Entre os momentos mais críticos está a fase inicial, quando são definidos escopo, governança, critérios de sucesso e estratégia contratual. A pressa para iniciar obras ou licitações, porém, muitas vezes leva empresas a subestimar essa etapa, aumentando o risco de problemas ao longo da implantação.
A execução do projeto é considerada a fase de maior complexidade, marcada pela interação entre engenheiros, construtoras, fornecedores e equipes operacionais. Nesse ambiente, atrasos em decisões, falhas na cadeia de suprimentos, conflitos contratuais e dificuldades de coordenação são desafios recorrentes.
Para Seniuk, a adoção de uma governança clara, com definição de responsabilidades e gestão antecipada de riscos, é fundamental para evitar atrasos e estouros de orçamento. “A identificação precoce de riscos e mecanismos ágeis de decisão reduzem significativamente a probabilidade de conflitos”, afirma.
Já na fase final — que envolve comissionamento e preparação para a operação — a atenção à prontidão operacional é essencial para garantir o início seguro das atividades e evitar atrasos na geração de receita.
Para o especialista, o sucesso de um projeto de capital depende, em grande medida, da liderança exercida pelo próprio investidor. “Assumir protagonismo do início ao fim é decisivo para transformar o investimento em valor real”, conclui.