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Plano de retomada da capacidade total da Samarco requer investimentos de R$ 13,8 bilhões

MINÉRIO DE FERRO

Plano de retomada da capacidade total da Samarco requer investimentos de R$ 13,8 bilhões

Brasil Mineral 454Páginas 32-43

Depois de retomar 60% de sua capacidade de operação, atingindo um nível de 15 milhões de toneladas em 2025, a Samarco se prepara para uma nova etapa, em que pretende alcançar 100% dos níveis de produção instalada, de 28 milhões t. Para isso, a empresa aprovou um plano no qual pretende investir o montante de R$ 13,8 bilhões, a serem aplicados até 2028, tanto em Minas Gerais quanto no Espírito Santo. Os investimentos serão feitos principalmente na usina de concentração em Minas Gerais, na construção de uma pilha de estéril e nas duas plantas de pelotização que a empresa possui em Ubu, no litoral do Espírito Santo. Com isso, a empresa se tornará novamente a segunda maior produtora de pelotas de minério de ferro do mundo, atrás apenas da Vale.

parte das despesas do Acordo de Reparação, firmado em outubro de 2024, que implica em compromissos financeiros totais de R$ 170 bilhões, ao longo de 20 anos. De imediato, a Samarco está assumindo os compromissos que eram administrados pela Fundação Renova, que foi extinta.

Em entrevista exclusiva a Brasil Mineral, o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, detalha no novo plano de retomada da empresa, os avanços que têm sido conseguidos na operação – totalmente isenta do uso de barragens de rejeitos e as iniciativas de circularidade objetivando transformar rejeitos em produtos.

Foto do executivo em ambiente interno, usando terno escuro e camisa branca, com plantas ao fundo
O presidente da Samarco, Rodrigo Vilela

RODRIGO VILELA – Estamos com projeção de fechar o ano em 15,5 milhões t de capacidade. Tivemos a aprovação do licenciamento ambiental do longo prazo, que garante o futuro da empresa, e aprovamos a última etapa da nossa retomada gradual. Estamos anunciando um dos maiores investimentos privados, de 13,8 bilhões de reais, um valor extremamente significativo, aprovado em novembro deste ano. A Samarco está de volta ao jogo, com toda a responsabilidade, de novo no grande mercado de minério de ferro, de pelotas, do Brasil e do mundo. Nós já somos hoje, com 15 milhões de toneladas, o terceiro maior exportador transoceânico de pelotas. O primeiro é a Vale, que deve fazer o dobro de nós, com 35 milhões de toneladas. A segunda é a LKAB, que está muito próxima da Samarco, com 16/17 milhões t, e a Samarco, com 15 milhões, é o terceiro. Então, é um tamanho importante, tanto para o Brasil quanto para o mercado.

Portanto, 2025 é um ano que consolida a nossa estratégia de retomada. Quando a Samarco fez o primeiro licenciamento para voltar a operar, lá em 2019, nós tínhamos muito claro alguns desenhos estratégicos. Primeiro, era fazer uma retomada gradual. A definição de retomada gradual vem no sentido de que a Samarco poderia dar foco na sua segurança e disciplina operacional, fazer o projeto de descaracterização, e dar garantia, tanto para os nossos stakeholders como também para os acionistas, de que a retomada poderia ser feita de maneira muito segura e responsável. Do ponto e vista operacional, estamos entregando muita estabilidade durante esse período. E cumprindo todos os passos, todos os ritos dessa retomada, através dos novos licenciamentos, dos processos de engenharia e das entregas de todos esses projetos.

Em 2025, iniciamos o ano já num ritmo de produção 60% acima, se compararmos com o mesmo período do ano passado. E já colocamos a Samarco de novo como um dos maiores exportadores de pelotas no mercado global, o que nos torna muito relevantes, tanto em Minas Gerais como no Brasil e no mundo. Somado a isso, foi um ano extremamente importante, porque no final de julho encerramos uma importante etapa dessa história, que é o processo de recuperação judicial. Saímos do período de supervisão, também num processo muito robusto, inédito. A Samarco teve uma das maiores recuperações judiciais do Brasil e a gente tivemos a habilidade e a seriedade de sair desse processo de maneira antecipada. Somado com a estabilidade operacional, o fim antecipado da recuperação judicial, o processo de licenciamento que também obtivemos no meio do ano, nós aprovamos agora, em novembro, a última etapa da retomada gradual da empresa, para chegarmos a 100% do desenho de projeto, que é 26 milhões de toneladas de pelotas. É um dos maiores investimentos privados de Minas Gerais, do Espírito Santo e, com certeza, do Brasil. Nós estamos falando de uma cifra de 13,8 bilhões de reais que nós vamos investir para retomar essa última etapa. Os investimentos serão feitos na usina de concentração em Minas Gerais, na construção de uma pilha de estéril e nas duas unidades de pelotização que temos paradas em Ubu. Então, é um ano em que consolidamos essa etapa de retomada gradual e muito responsável. Somado a isso, nós avançamos com o acordo de repactuação, que foi assinado no final do ano passado, em que a Samarco assumiu integralmente todas as atividades desde janeiro. De fato, desde novembro do ano passado. E fizemos entregas muito significativas neste ano, o que também nos mil indenizações pagas, que é uma marca muito significativa durante esse período de quase um ano.

E avançamos na pauta ambiental. As discussões sobre o gerenciamento de todo o reflorestamento, junto com o Ibama, de como isso vai ocorrer no futuro. Eventual tratamento dos rejeitos que ficaram ali em Risoleta Neves estão em plena discussão técnica com o Ibama, muito bem avançada. Ou seja, é um ano de muito trabalho e muita entrega. E os resultados significativos estão aí.

consolida na parte de recuperação da nossa imagem, da recuperação da confiança, tanto das autoridades quanto também da sociedade, das comunidades que foram impactadas. O que eu queria chamar a atenção aqui é que durante esse período nós liquidamos a Renova, que foi um marco muito importante. A Renova teve o seu papel extremamente importante nos primeiros anos da reparação, mas, por força do acordo, ela tinha que ser extinta. A Samarco fez essa extinção, assumiu todas as atividades e nós destravamos uma série de iniciativas, com entregas significativas. O primeiro é o reassentamento, bastante emblemático, que foi finalizado por esse processo de reparação. Nós entregamos todas as casas que estavam já em construção, antes do acordo. Bento Rodrigues e Paracatu, que são os dois distritos que foram constituídos em função do rompimento da Barragem Fundão, já estão funcionando como distritos. A Prefeitura já assumiu toda a operação de todos os bens públicos, como escola e unidade de saúde. Então, já é um distrito em funcionamento. As indenizações avançaram, depois que foram criadas novas metodologias de indenização do acordo. Nesta semana (início de dezembro), nós atingimos a marca de 300

Imagem mostrando pilha de pelotas de minério com equipamento de mineração ao fundo
Samarco, pelotas

RODRIGO VILELA – Nós tivemos um crescimento expressivo na mão-de-obra da Samarco. A nossa mão de obra direta cresceu mais de 30% durante o ano de 2025, em função de dois grandes fatores. Em função do fator da retomada a 60% que tivemos em função da incorporação, das atividades de reparação, e agora, no final do ano, nós estamos nos preparando para realizar a contratação de pessoas para nos ajudar a fazer o projeto. Do ponto de vista da mão de obra total, que inclui diretos e indiretos, nós estamos chegando a 18 mil pessoas. É um contingente extremamente expressivo. Isso inclui Minas Gerais, Espírito Santo e ao longo da bacia do Rio Doce, que agora computamos também como empregado na nossa área. Então estamos fazendo o trabalho de recrutamento, seleção, sempre priorizando o desenvolvimento local e a mão de obra local. Em razão disso, temos um grande trabalho com as prefeituras de Ouro Preto, Mariana e Anchieta. Algo de que temos muito orgulho é que, junto com o processo de crescimento da nossa mão de obra, nós tomamos uma decisão lá atrás, dentro do planejamento estratégico, de ampliar a diversidade, a equidade e a inclusão. E nós chegamos a quase 30% de mulheres. É um crescimento extremamente significativo, se compararmos com o que tínhamos em 2015 ou 2018. Para se ter uma ideia, chegamos a ter um número menor que 16%. Portanto, nesse período, dobramos a quantidade de mulheres. Nas nossas operações em Belo Horizonte, também priorizamos não somente a diversidade, mas também a inclusão. Então, avançamos muito, de maneira muito forte. E com essa quantidade de pessoas que temos, 18 mil -- vamos chegar a 20 mil pessoas nesse período -- uma preocupação muito legítima com todos, em termos de direitos humanos. Dentro do planejamento estratégico, nós implementamos o projeto baseado nos ODS da ONU, de direitos humanos e temos a devida diligência em todos os aspectos: de gestão de contratos, de cuidado com o impacto cumulativo zona comunidade. Então, é um trabalho de reconstrução bastante intenso.

E olhando para o futuro, o que nos espera em termos de tecnologia? Por um lado, nós temos a Inteligência Artificial, que vemos como uma grande oportunidade de otimização do nosso processo. Mas o grande foco agora está na energia limpa, para ter e usar toda a vantagem competitiva que possamos ter, porque o nosso produto é de qualidade para os nossos clientes. Estamos estudando quais as opções que temos para reduzir a nossa emissão de carbono, principalmente no Espírito Santo. Estamos estudando o uso de hidrogênio e também de bio-óleo, já com avanços importantes. Nós já usamos bio-óleo nos fornos de Ubu este ano e agora precisamos ganhar escala. E estamos

Imagem mostra sala de controle com múltiplos monitores e operadores trabalhando em estações de monitoramento
Centro de controle operacional da Samarco

RODRIGO VILELA – Nós estamos operando agora com 60% da capacidade só com um mineroduto, que é o mais novo e que tem capacidade para 20 milhões de toneladas secas por ano. Para a operação a partir de 2028, com a capacidade de 100%, nós vamos precisar dos minerodutos 2 e 3, cuja capacidade total é de 28 milhões de toneladas secas por ano. Ainda temos o primeiro mineroduto, que está parado e não faz parte do nosso plano atual de negócios. Este mineroduto na realidade foi o primeiro a ser implantado, na década de 1970, e tem capacidade de 15 milhões de toneladas secas por ano. Para este mineroduto estamos estudando uma série de opções de uso para o futuro, quando começarmos a estudar as outras opções de crescimento para a empresa. Agora estamos focados no momento 3, mas com certeza já tem um grupo de pessoas aqui pensando qual é a nova etapa a partir de 2028. A mensagem é que nós temos um grande potencial logístico, muito importante para explorarmos no futuro.

RODRIGO VILELA – Nós vamos construir uma nova filtragem na linha da manutenção do dry stack, em Minas Gerais; vamos reconstruir toda a usina de concentração, também em Mariana, com a reconstrução de toda a etapa de britagem, moagem, flotação. A usina vai ter que passar por uma grande reconstrução e atualização tecnológica; vamos instalar uma correia transportadora de longa distância, de 12 quilômetros; e construir uma pilha de estéril. Tudo isso no Complexo Ouro Preto/Mariana. No Espírito Santo, faremos a reconstrução de duas usinas de pelotização, que são as usinas 1 e 2, que estão paradas. Do total, cerca de R$ 9 bilhões serão investidos em Minas Gerais e o restante no Espírito Santo, ou seja, pouco mais de R$ bilhões.

Imagem aérea mostrando área de mineração com estruturas em tons avermelhados, estradas e paisagem montanhosa ao fundo
Descaracterização da Barragem do Germano

RODRIGO VILELA – 2024 foi um ano desafiador. Nós entramos com praticamente 5 a 6% da produção mundial, que se somou ao crescimento dos outros. Então o aumento ou a manutenção da produção dos demais produtores de pelotas e a nossa entrada causou uma sobre oferta de pelotas no mercado mundial, que no ano de 2025 não cresceu e até teve redução, principalmente por sobre oferta do aço chinês. Para 2026, estamos prevendo uma manutenção ou uma leve melhora no cenário, princi- palmente porque as questões geopolíticas estão dando sinais de melhora, tanto no Brasil como no resto do mundo.

Imagem do artigo - página 38

Mas temos uma visão muito otimista de longo prazo. Os projetos de descarbonização já estão em andamento, são uma realidade, apesar de atrasados. E a Samarco tem uma grande vantagem competitiva, porque ela está no lugar certo dentro da transição energética, já que é o produto que será utilizado pelos nossos clientes para a sua transição energética. A pelota passa a ser um insumo fundamental nesse processo de descarbonização dos nossos clientes. E nós estamos vendo um crescimento bastante importante a partir de 2030, principalmente.

RODRIGO VILELA – A qualidade do produto que nós oferecemos para o cliente. O produto em si é um insumo fundamental para a transição energética, ou seja, a pelota substitui os finos de minério e o sinter-feed, porque emite uma quantidade de carbono muito menor do que esses produtos. Então, vai ser a opção de escolha para os novos reatores de redução direta e para os clientes. Essa é a grande vantagem competitiva.

Por outro lado, nós temos uma vantagem fundamental, que é o nosso custo. A Samarco hoje está no primeiro quartil de custo de produção de pelotas, muito em função da nossa logística e operação integradas. Nós temos um custo de mina muito competitivo, porque nossa mina opera em grande parte com correias transportadoras, o que possibilita uma produtividade e um custo muito bons. E temos o mineroduto, que sem dúvida é o nosso modal logístico que, além de ser um custo relativamente muito menor do que os convencionais, como ferrovia, tem emissão de carbono muito próxima de zero. Estas são duas grandes vantagens do mineroduto. E temos a infraestrutura do Espírito Santo, com quatro usinas de pelotização, um pátio e um porto dedicado. Então, essa cadeia integrada de produção confere à Samarco uma grande vantagem de custo e um produto de qualidade. Sem mencionar que o time. As pessoas que estão na empresa são resilientes, estão lutando na retomada e garantindo esses resultados tão importantes.

Imagem mostra equipamento industrial com múltiplas placas filtrantes em operação, com tubulações laranja e estrutura metálica
Filtro prensa

RODRIGO VILELA – A estratégia de vendas da Samarco está focada em todos os grandes mercados. Evitamos fazer a concentração, exatamente para evitar grandes oscilações ou variações nesse mercado.

Então estamos sempre buscando atender o mercado das Américas, Europa, Ásia, Oriente Médio e Japão. Queremos manter essa estratégia de segregação e de split da nossa produção. O tarifico dos EUA não atingiu o nosso produto, porque os minérios de ferro não foram taxados. De maneira indireta houve algum desequilíbrio, porque alguns de nossos clientes foram tarifados para vender para os Estados Unidos, mas o que a gente estamos enxergando é que tudo isso contribuiu para essa volatilidade no ano, com sobre oferta, pressão nos prêmios e até no preço. Por outro lado, o que enxergamos agora é um equilíbrio geopolítico, com a expectativa do fim dos conflitos armados, tanto no Oriente Médio como na Rússia e Ucrânia. Tudo isso, com certeza, vai trazer um ambiente mais favorável.

RODRIGO VILELA – O acordo de reparação, juntamente com a recuperação judicial, foi desenhado de forma que garantisse à Samarco a sua capacidade de financiamento. São 13,9 bilhões de reais que nós vamos investir, com recursos próprios, até o período da retomada integral da capacidade. A Samarco assume parte do pagamento das obrigações da reparação e a diferença está sendo paga pela Vale e BHP. A partir de 2030, a Samarco assume integralmente a responsabilidade financeira para a reparação e para repagar os nossos acionistas.

RODRIGO VILELA – O uso do dry stack, o nosso futuro sem barragem, altera os nossos custos operacionais. Hoje temos uma etapa a mais, que é a filtragem, e a operação de uma pilha, que precisa de todo um controle geotécnico. É uma outra visão de engenharia, que não tinha, ou não existia com barragem e tudo isso traz custos. Os investimentos em filtragem vão gerar necessidade de CAPEX, mas as vantagens são muito maiores. Com o Dry Stacking, aumentamos a vida útil da mina. Temos a vantagem de contar com muito mais áreas disponíveis, com menor impacto para a sociedade, com sustentabilidade. A recirculação de água, no final do dia, compensa parcialmente os investimentos e o custo, no nosso caso, não mudou o nosso perfil competitivo. Nós continuamos no primeiro quartil dos custos mais baixos de produção de pelotas no mercado mundial. Então vamos fazer todos esses projetos com impacto, certamente, mas estamos compensando isso com outras atividades e com aumento de produtividade de uma maneira geral. Esse é o grande desafio: como compensar esses aumentos de CAPEX e de OPEX com a tecnologia, com produtividade, com o uso da inovação estamos colocando para manter as nossas operações. Acredito que o Brasil como um todo é competitivo no mercado de minério de ferro no mundo.

RODRIGO VILELA – Existe. Nós temos grandes projetos para utilização dos nossos rejeitos. Talvez o maior deles seja o reaproveitamento dos finos da lama. Esse é um grande projeto que a Samarco tem. Hoje, nós temos um projeto de concentradores nesses finos, essa lama através de concentradores magnéticos. A Anglo American está fazendo isso e consegue inserir esse produto junto com o pellet feed. Então, se transforma o que era resíduo em produto. Estamos fazendo isso com 2 ou 3% dos resíduos dos finos que antes iam para a barragem, agora viram produto através de um processo de concentração e todo um programa de investimento e inovação de longo prazo visando essa transformação.

O outro processo de inovação que temos é transformar os finos, a lama, em micropelotas. Já fizemos escala piloto, dentro dos nossos laboratórios e estamos, junto com a Fundação Gorceix, desenvolvendo a tecnologia de micropelota. Já vimos que é viável e agora é desenvolver a tecnologia e encontrar os mercados para isso. E os arenosos. Nós estamos buscando cada vez mais dar uma utilização industrial para as areias que são produzidas. São areias que servem, com algum tipo de tratamento, para a construção civil. Temos já, historicamente, construção de pavimentação de estrada com esse produto. O grande desafio é encontrar parceiro logístico, principalmente para o uso dessas areias. Mas para se ter uma ideia, os concretos que nós geramos na descaracterização da barragem, por exemplo, onde possível são todos construídos com areia da própria geração dos resíduos. Então, o foco na circularidade, na redução desses resíduos, está na nossa pauta estratégica

Nessa estratégia, nós temos convênios com diversas entidades, como a Universidade Federal de Ouro Preto, através da Fundação Gorceix, que é um grande parceiro da Samarco no desenvolvimento de uma série de atividades. Hoje participamos de forma ativa dos grandes hubs de desenvolvimento e inovação, seja o Mining Hub, o hub de inovação da Fiemg e parcerias com a UFMG. Temos também uma grande parceria com a Universidade do Rio de Janeiro, que está nos ajudando num grande programa de biodiversidade na região onde a gente está atuando, em Mariana. Ou seja, sempre estamos buscando o desenvolvimento da academia, e principalmente dos hubs de inovação. As startups são muito importantes nesse processo, porque elas têm uma capacidade de capilaridade de inovação incrível. E a forma como a mineração se desenhou também, incentivando a inovação através de hub, está nos permitindo bastante resultados, principalmente para a eficiência operacional e para a segurança.

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