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Brasil Mineral 453Páginas 126-145
Representantes do Governo da Bahia e do IBRAM inauguram a Exposibram 2025

Exposibram 2025: Bahia ressalta toda sua potência mineral

A edição 2025 da Exposibram, realizada em Salvador (BA), de 27 a 30 de outubro, contou com mais de 400 expositores, recebeu mais de 40 mil visitantes (sendo mais de 4 mil estudantes jovens e crianças) e 2.600 congressistas, que participaram de 3.500 horas de atividades técnicas e científicas em diversos painéis simultâneos.

Em seu discurso de encerramento, Raul Jungmann, presidente do IBRAM, agradeceu o empenho das instituições públicas e privadas envolvidas na organização da feira, destacando o apoio decisivo do governo da Bahia para a realização do evento. O dirigente da entidade ressaltou que a mineração está presente em todos os aspectos da vida moderna, da inteligência artificial às energias renováveis, e que os minerais críticos são essenciais para a segurança nacional e a transição para uma economia sustentável.

Henrique Carballal, presidente da CBPM, destacou a relevância da Bahia na cadeia produtiva mineral e celebrou a realização do evento no estado. Segundo ele, os minerais estratégicos para a preservação ambiental e o avanço da transição energética estão presentes em território baiano: “Os minerais que vão salvar o planeta estão aqui. Os minerais que vão garantir a preservação da vida estão aqui e a transição energética passa pela Bahia e pelo Brasil”.

Rohitesh Dhawan, CEO do Conselho do ICMM, enfatizou que o futuro da mineração global está sendo construído no Brasil, elogiando a liderança e a visão do IBRAM na condução de um setor comprometido com sustentabilidade e inclusão. O executivo afirmou que o trabalho brasileiro serve de exemplo para o mundo, ao unir diferentes setores da sociedade em torno de uma mineração que gera valor compartilhado. “Quando as pessoas me perguntam "qual é o futuro da mineração?", eu digo para elas virem ao Brasil e verem por si mesmas”, disse.

Durante a solenidade de encerramento, foi firmada uma parceria entre o IBRAM e o SENAI-CIMATEC, voltada à expansão da oferta de cursos presenciais e online para o setor mineral. O acordo prevê o desenvolvimento conjunto de ações em educação, pesquisa, extensão e inovação tecnológica, com foco na capacitação de profissionais e na geração de conhecimento aplicado. O diretor-geral do SENAI-CIMATEC, Leoni Andrade, destacou que “a iniciativa representa um compromisso mútuo de transformar conhecimento em valor para o país e fortalecer a competitividade da indústria brasileira”.

Sandvik

A Sandvik reforçou sua estratégia de modernização das plantas de britagem com o lançamento da campanha global Exchange, que incentiva a substituição de britadores antigos — inclusive de concorrentes — pela linha Série 800i. Os novos modelos chegam com ganhos expressivos de performance: até 30% mais disponibilidade operacional, até 25% mais produtividade e consumo de energia reduzido. A tecnologia integra automação ACS, monitoramento remoto via SAM e está preparada para aplicações de IA voltadas à manutenção preditiva. Com cerca de 30 unidades já em operação no Brasil, o programa mira especialmente regiões de mineração intensiva (Pará, Minas Gerais e Bahia) e o aquecido mercado de agregados no Sul e Sudeste. A empresa reforçou ainda a estrutura de serviços, estoque de peças e suporte técnico, e não descarta retomar a produção local de equipamentos diante da expansão do mercado.

Britador Série 800i, da Sandvik
Britador Série 800i, da Sandvik
Lançamento da LiuGong
Lançamento da LiuGong

LiuGong

Participando pela primeira vez da Exposibram, a LiuGong fez o lançamento da pá carregadeira elétrica 870HE. O modelo, com bateria LFP de 423 kWh, peso operacional de 24,2 toneladas e caçamba de 4,7 m³, é uma alternativa em soluções de emissão zero e alta eficiência energética e já se encontra em operação em São Paulo.

Mateus Rodrigues, head de Mineração e Key Accounts da LiuGong, se mostrou satisfeito com o alto fluxo de visitantes e o interesse pelas soluções elétricas: “O volume de público surpreendeu toda a nossa equipe e os distribuidores parceiros. Recebemos representantes de grandes mineradoras e empresas de serviços, com forte interesse na 870HE. Essa visibilidade ampliou o reconhecimento da marca e abriu novas oportunidades de negócios”.

Para o vice-presidente da LiuGong Latin America, Hebert Francisco, “participar da Exposibram foi um passo importante para aproximar ainda mais a LiuGong dos grandes players do setor. A feira confirmou a força da inovação e do diálogo sobre sustentabilidade na mineração brasileira, temas que estão no centro da nossa estratégia global”.

Ao longo de 2025, a LiuGong lançou a pá carregadeira 886T e o caminhão fora de estrada DW105A, além de inaugurar o escritório de mineração em Belo Horizonte (MG), que reforça o suporte técnico e comercial dedicado ao setor.

Milwaukee

A Milwaukee comemorou durante a Exposibram seus 10 anos de Brasil. A multinacional americana fundada em 1924, em Milwaukee (Wisconsin, EUA), é reconhecida pela inovação em ferramentas elétricas e pelo pioneirismo em soluções a bateria. No Brasil, a empresa se consolidou como uma operação independente, com 75 colaboradores, 33 revendas autorizadas e duas unidades: em Caxias do Sul (RS), que atende a região Sul, e em Jundiaí (SP), onde funciona o centro de distribuição responsável pelo atendimento às demais regiões do país.

One-Key, recurso digital da Milwaukee
One-Key, recurso digital da Milwaukee

As baterias de íon-lítio RedLithium foram um dos destaques da feira – elas oferecem até quatro vezes mais autonomia em comparação às tradicionais e contam com sistemas inteligentes de proteção contra sobrecargas. A partir dessa base, surgiram as plataformas: M12, com 12 volts, voltada para trabalhos leves e de precisão; a M18: com 18 volts, destinada a aplicações mais pesadas, combinando potência, versatilidade e praticidade; e a MX Fuel: linha que introduziu no mercado equipamentos pesados movidos a bateria, como marteletes, torres de iluminação e cortadoras de concreto, substituindo soluções a combustão e oferecendo mais segurança, mobilidade e sustentabilidade.

Em termos de tecnologia aplicada ao chão de mina, a empresa apresentou suas ferramentas profissionais equipadas com sistemas de desligamento automático, proteção contra ricochete e sobrecarga, além de recursos digitais como o ONE-KEY, que permite rastrear o uso, controlar torque, realizar manutenção preventiva e monitorar o ciclo de vida dos equipamentos.

TIMining

O controle de qualidade na extração de minério de ferro tornou-se um dos principais desafios competitivos da mineração moderna. Para o mercado que exige eficiência e sustentabilidade, identificar e extrair minério de maior teor é decisivo para garantir rentabilidade e reduzir impactos ambientais. Para enfrentar esta equação, a startup TIMining apresentou a tecnologia desenvolvida para ser a principal aliada para elevar a eficiência, a rentabilidade e a sustentabilidade das operações mineradoras.

Ferramenta da TIMining
Ferramenta da TIMining

“A mineração possui novos desafios que, em uma estrutura de trabalho tradicional, parecem quase inalcançáveis. A inovação tecnológica veio para solucionar isso de maneira eficiente, ecológica e rentável. A partir de um problema real nas mineradoras, o controle de qualidade da lavra, a TIMining desenvolveu uma solução que aplica gêmeos digitais 3D, aliados à inteligência artificial e ao monitoramento em tempo real, para acompanhar o teor do minério desde a frente de lavra até o beneficiamento, otimizando o blending, reduzindo perdas e diminuindo emissões", comenta Marcelo Ponte, VP de marketing da startup no Brasil.

“O investimento em integração de dados e outras tecnologias habilitadas em nuvem representa um aumento de receita de 2% por tonelada produzida pela mineração. A inovação se tornou estratégica para o mercado e a digitalização já se mostra um fator decisivo de crescimento, sustentabilidade, produtividade e segurança das minas”, salientou Rafael Cruz, BDM da TIMining Brasil.

Deswik

Estande da Deswik
Estande da Deswik

A Deswik marcou presença na Exposibram Bahia, em Salvador, reforçando sua conexão com clientes, parceiros e universidades da região. Durante o evento, a empresa apresentou uma palestra técnica sobre otimização de valor através de tecnologias inovadoras, mostrando como softwares avançados podem transformar o processo de planejamento e gestão na mineração.

Área fabril da Valmet
Área fabril da Valmet

Com clientes já estabelecidos na Bahia, a Deswik vem ampliando sua atuação no estado e na região nordeste, oferecendo soluções tecnológicas integradas para planejamento de mina, gestão de dados e otimização de valor, além de serviços de consultoria de alto nível.

Valmet

A mineração representa 4% do PIB do Brasil e gera mais de 200 mil empregos diretos. Com o setor em expansão, a Valmet levou à Exposibram suas soluções em tecidos filtrantes, bombas e válvulas projetadas para aumentar eficiência, elevar segurança e impulsionar a sustentabilidade nas operações.

Com as marcas Neles™, Jamesbury™, Stonel™ e Flowrox™, a Valmet se consolida como fornecedora de tecnologias avançadas para controle de fluxos industriais. O portfólio inclui válvulas, atuadores, controladores, chaves de fim de curso e bombas que elevam a eficiência energética e aumentam a confiabilidade operacional. Também permitem manutenção preditiva, antecipando falhas e prolongando a vida útil dos ativos.

A tecnologia de filtragem ganha espaço não só nos processos de concentração mineral, mas também no tratamento e na deposição de rejeitos. A Valmet oferece tecidos filtrantes que asseguram confiabilidade operacional, menor consumo de energia e redução de custos de manutenção, compatíveis com filtros a vácuo e pressão, como disco, tambor, esteira e prensa.

Reforçando sua atuação no setor minerador, a Valmet concluiu a construção de uma nova unidade em Vespasiano (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A planta reúne todas as etapas de produção, da fabricação dos tecidos à confecção dos elementos filtrantes, e representa investimento estratégico em um dos principais polos da mineração nacional.

Toledo do Brasil

Vista aérea da fábrica da Toledo do Brasil
Vista aérea da fábrica da Toledo do Brasil

A Toledo do Brasil apresentou três lançamentos estratégicos de pesagem dinâmica e automação. O primeiro deles, a Balança Trainweigh Prix, é um sistema de pesagem ferroviária dinâmica que permite pesar vagões em movimento com alta precisão. Outro lançamento foi a Balança Integradora Prix, desenvolvida para transportadores de correia. Com capacidade de pesar materiais a granel entre 50 e 30.000 toneladas/hora, a balança se destaca pelo software GIP BELT. A solução permite geração de relatórios e dashboards em tempo real, acessíveis por aplicativo, além de integração com sistemas de automação industrial, garantindo mais controle sobre a produção.

A terceira novidade, as Balanças Rodoviárias Especiais para Mineração, foram projetadas para veículos fora de estrada e caminhões de grande porte. Com plataformas reforçadas e alta capacidade de carga, esses equipamentos garantem pesagens rápidas e seguras, mesmo em condições severas de operação, e são fundamentais para o controle de frota e rastreabilidade da produção nas atividades mineradoras.

Enaex

Em seu estande, a Enaex reuniu o ecossistema digital Enaex Bright, apresentado em uma maquete de LEGO que mostrou como dados coletados em campo se transformam em informações estratégicas, permitindo decisões mais precisas e seguras. A linha MTi também presente com acessórios como o BlastScout Radar, salientou o sensor que digitaliza dados de medição de furos e o BlastBag Ace, que dispensa o uso de aerossol para proteção de furos.

Já na área de sistemas de iniciação eletrônica, uma maquete interativa permitiu conhecer soluções de alta precisão e temporização de detonações, como o DaveyTronic 5 (para grandes detonações), o DaveyTronic Edge (sem fios na superfície) e o DaveyPrimer (100% sem fio). A empresa também destacou as soluções de Enaex Robotics, desenvolvidas para automatizar operações e reduzir a exposição de operadores em campo.

FitStation, da Metso
FitStation, da Metso

Metso: Solução modular de britagem reduz gargalos no s11D

A Vale deu um passo importante para aumentar a confiabilidade operacional do S11D, no Pará — o maior complexo minerador do Brasil — ao adotar a tecnologia modular Fit Station, da Metso. A solução permitiu otimizar a chamada quinta britagem, etapa crítica que alimenta as fases seguintes do processamento, reduzindo gargalos causados por granulometria inadequada e paradas não programadas nas correias transportadoras, que somam mais de 12 quilômetros de extensão.

A operação enfrentava um problema central: a necessidade de reduzir o top size de 450 mm para 150 mm para evitar rasgos nas correias, ampliar a flexibilidade dos blends e manter a consistência do fluxo de alimentação. A solução também tinha de respeitar fortes restrições de layout e ser implantada durante a parada anual programada, com janela limitada de apenas 90 dias para ativação.

“Conseguimos montar cerca de 1.200 toneladas de estruturas em apenas 94 dias, uma instalação rápida, eficiente e que agregou valor à operação”, destaca Anderson Gomes, gerente geral de implementação da Vale.

Solução modular da Metso

Para atender às condições desafiadoras, a mineradora optou pela Fit Station, solução modular pronta para instalação que reduz riscos, prazos e necessidade de obras civis. Foram projetadas e entregues três novas estações intermediárias de britagem — em nove meses, ante os 14 meses normalmente necessários em projetos convencionais.

O conceito de modularização foi determinante. “Ele reduz a exposição de pessoas a riscos, diminui o tempo de implantação e traz mais qualidade e eficiência para a operação”, reforça Gomes.

Segundo Luiz Arantes, gerente de engenharia da Vale, três fatores sustentaram a escolha: o projeto pronto, facilitando o planejamento; a modularização, que reduziu drasticamente o prazo de montagem; e a segurança, com solução validada pela Metso.

Linha LCS de bomba parafuso da Metso
Linha LCS de bomba parafuso da Metso

As estações foram equipadas com britadores GP500, peneiras e correias transportadoras, totalizando 1,2 mil toneladas de estruturas. Em razão do espaço limitado, duas delas foram instaladas de forma sobreposta. O uso de bases skid eliminou a necessidade de fundações civis tradicionais, permitindo concluir a montagem e o comissionamento dentro da janela de 94 dias.

Série H de moinhos horizontais, da Metso
Série H de moinhos horizontais, da Metso

Com a ativação das novas Fit Stations, a solução atingiu o objetivo central: reduzir o top size de 450 mm para 150 mm, ampliando a confiabilidade do circuito e possibilitando maior flexibilidade na produção.

“O britador tem entregado uma boa performance. Hoje é visível que o material está com granulometria muito menor”, afirma Luis Otavio, engenheiro de Operação da Vale.

Para a Metso, o case reforça a aderência da tecnologia às demandas da mineração brasileira. “Convencer a Vale do modelo Fit Station foi um desafio, mas a modularidade e o conceito de fundação permitiram a entrega no prazo recorde”, afirma Gabriel Oliveira, gerente de Projetos da Metso.

De acordo com a Metso, a solução dialoga diretamente com os pilares da Mineração do Futuro: maior segurança, com menor exposição humana; previsibilidade operacional; eficiência energética; e menor impacto ambiental.

Equipamentos: Máquinas Furlan anuncia até R$ 15 milhões em investimentos em 2026

A Máquinas Furlan, fornecedora de plantas completas para mineração, avança em um amplo programa de modernização industrial, que abrange todas as suas divisões — Equipamentos, Fundidos, Manutenção e Serviços. O ciclo de investimentos, que deve atingir R$ 12 milhões em 2025 e cerca de R$ 15 milhões em 2026, reforça a estratégia de longo prazo da empresa de ampliar a produtividade, a segurança e a eficiência energética de suas operações.

Na Divisão de Equipamentos, as melhorias incluem a construção de um novo galpão de montagem, com mais de 1.200 m², reunindo áreas de robótica, pintura, lavagem de peças e montagem final. A modernização também abrange novas pontes rolantes, atualização de mandrilhadoras TOS e Mausa e a instalação de transportadores automatizados e robôs de solda na caldeiraria.

Instalações da Máquinas Furlan em Vespasiano (MG)
Instalações da Máquinas Furlan em Vespasiano (MG)

Além disso, foi criada uma estação de testes de equipamentos e implantadas linhas de vida móveis para ampliar a segurança em altura. O conjunto de ações permite mais precisão nos processos de usinagem e montagem final, garantindo maior controle de qualidade e redução de tempo de produção.

Complementando esse movimento, a Máquinas Furlan também oferece a opção de locação de equipamentos, permitindo que mineradoras ampliem sua capacidade produtiva com menor investimento inicial. O modelo de locação garante acesso a máquinas de alto desempenho, com suporte técnico e manutenção realizados pela própria fabricante, assegurando flexibilidade operacional, confiabilidade e redução de custos.

Na Divisão de Fundidos, a Furlan deu início a um novo ciclo de expansão com foco em automação, sustentabilidade e produtividade. O plano de 2026, estimado entre R$ 7 e 8 milhões, contempla a construção de dois novos galpões — um para corte de sucata, com robô de corte, trilhos e mesas de apoio, e outro dedicado à granalha de aço, com layout definido no Plano Diretor Industrial. A nova estrutura substituirá gradualmente o sistema de jato de areia, elevando a qualidade superficial das peças fundidas e a eficiência do processo.

As melhorias ainda incluem a aquisição de torno CNC Junguenthal para usinagem de fundidos, ferramental otimizado para moldagem mecanizada, novos modelos de peças de desgaste e a implantação de sistemas de exaustão na cabine de pintura. A empresa também investe em ferramentas hidráulicas e equipamentos de segurança, como os projetos NR35 e linhas de vida fixas, voltados à proteção dos colaboradores.

Segundo o CEO da empresa, Valter Furlan, a nova etapa consolida a integração entre tecnologia e sustentabilidade: “a Furlan vem investindo fortemente na modernização de todo o seu parque industrial. Após um ciclo intenso na Divisão de Equipamentos, entramos agora em uma nova fase de fortalecimento e expansão da Fundição, com foco em automação, produtividade e tecnologia aplicada — alinhada ao nosso Plano Diretor Industrial”.

Superior: Nova planta móvel de britagem no Brasil

A Superior Industries iniciou a fabricação no Brasil da planta móvel de britagem SPR PP3AXLE P300 8×20, um equipamento projetado e produzido integralmente na unidade industrial da empresa, localizada na cidade de Rafard (SP). Há quase uma década, a Superior tem fabricado esse produto nos Estados Unidos, onde é responsável por manufaturar mais de 100 plantas móveis de britagem por ano. Agora, passa a utilizar toda essa expertise e tecnologia americana para produção do produto também na unidade brasileira.

Planta móvel britagem da Superior
Planta móvel britagem da Superior

O SPR PP3AXLE P300 8×20 é uma solução inovadora para operações que exigem mobilidade, produtividade e menor impacto ambiental. Trata-se de uma linha de equipamento em que fatores como a larga experiência de fabricação, vivência de mercado e a reconhecida tecnologia da Superior são decisivos para granjear a confiança dos clientes.

“O design robusto e pesado torna essa planta móvel de britagem excepcional para a realidade do mercado brasileiro”, afirma Danilo Bibancos, diretor da Superior Industries do Brasil. O equipamento pode ser financiado por meio do Finame, ampliando as oportunidades de acesso a tecnologias avançadas por empresas de construção, mineração e infraestrutura.

O conjunto integra dois componentes principais: um britador cônico Patriot P300 e uma peneira vibratória 8×20 (2,4 m × 6,0 m), com três decks, o que permite a classificação simultânea de até quatro frações de produto; montados sobre chassi rodoviário triplo (3 eixos), com engate tipo fifth wheel e suspensão reforçada, adequados para as operações rodoviária e estacionária. Essa configuração confere robustez estrutural, facilidade de deslocamento entre frentes de trabalho e instalação rápida, sem necessidade de desmontagem ou transporte especial, fatores que elevam significativamente a eficiência operacional em campo.

Cimento: Flsmidth conclui venda de negócio para private equity

Cimento FLSmidth
Cimento FLSmidth

A FLSmidth concluiu a venda de sua divisão de cimento para a afiliada da empresa global de private equity Pacific Avenue Capital Partners. A operação não modifica as projeções financeiras previamente divulgadas pela FLSmidth para o ano de 2025. Para desbloquear todo o potencial do negócio do Cimento e maximizar o valor para os acionistas, a empresa avaliou, como parte do processo de separação pura e simples, diferentes modelos de negócio, cenários de investimento e potenciais estruturas de propriedade. A avaliação sugere que o negócio do Cimento poderia se beneficiar de uma propriedade alternativa.

Consequentemente, o Conselho de Administração e a Direção Executiva do Grupo decidiram explorar as opções de desinvestimento disponíveis para o negócio de Cimento. “Estou verdadeiramente orgulhoso do que alcançamos com o nosso negócio de Cimento durante mais de 140 anos. Acredito firmemente que o negócio está bem posicionado para o sucesso futuro e que tem um papel significativo a desempenhar na descarbonização do cimento. No entanto, ao analisar as opções de longo prazo para a FLSmidth como negócio, para os nossos clientes e para os nossos acionistas, concluímos que uma separação de propriedade poderia ser benéfica tanto para os negócios de Mineração como para os de Cimento. Desbloquear todo o potencial do negócio de Cimento requer investimentos substanciais e atenção dedicada da gestão, que acreditamos que será mais facilmente alcançado sob uma propriedade diferente da FLSmidth”, disse o Presidente do Conselho de Administração, Tom Knutzen.

Ouro: CSIRO desenvolve tecnologia que recicla o cianeto tóxico

Desde a moderna corrida do ouro das décadas de 1970 e 1980, o ouro tem sido uma das principais exportações da Austrália, segundo maior produtor global do metal, atrás da China, e detém o segundo maior recurso aurífero conhecido do mundo. No último ano, o país gerou quase 300 toneladas de ouro, no valor de cerca de US$ 34 bilhões, tornando-se a quinta exportação mais valiosa. Um relatório recente prevê que preços recordes e volumes crescentes de exportação elevarão a receita com ouro da Austrália para AUD 60 bilhões em 2025- 26 e 2026-27. Se essa tendência continuar, o ouro poderá em breve rivalizar com o carvão e o minério de ferro como uma das principais exportações do país.

As minas da Austrália estão aumentando a produção para atender às demandas do mercado e, com mais produção, é necessário considerar as implicações dos métodos tradicionais, porém tóxicos, de lixiviação que estão sendo utilizados.

O cianeto é amplamente utilizado na extração de ouro, pois se combina fácil e seletivamente com o metal (e prata), o que o torna útil na separação desses metais preciosos de seus minérios. Entretanto, devido à sua natureza altamente tóxica, pode resultar em impactos ambientais substanciais e riscos à saúde pública se liberado no meio ambiente. Desde a década de 1970, derramamentos de cianeto causaram grandes mortandades de peixes, contaminaram o abastecimento de água potável e danificaram terras agrícolas.

Um dos incidentes mais catastróficos ocorreu na Romênia, no ano 2000. Na Mina de Ouro de Aural, uma barragem de rejeitos se rompeu, despejando 3,5 milhões de pés cúbicos de resíduos contaminados com cianeto nos rios Tisza e Danúbio. O vazamento não só matou peixes e envenenou o abastecimento de água na região, como também se espalhou por até 400 quilômetros rio abaixo, até a Hungria e a antiga Iugoslávia.

Os principais cientistas pesquisadores do CSIRO, Dr. Paul Breuer e Dr. Xianwen Dai, desenvolveram uma tecnologia patenteada que oferece um futuro mais sustentável e lucrativo para o processamento de ouro. A 'Tecnologia Sustentável de Cianetação de Ouro' é um novo processo que melhora a recuperação do ouro ao mesmo tempo em que recicla o cianeto tóxico, proporcionando ganhos econômicos e benefícios ambientais. O Dr. Dai, que validou a química do processo e a economia da tecnologia durante uma campanha de minipiloto em escala de bancada contínua com duração de um mês, acredita que a inovação é um salto à frente para os processadores de ouro. “Nosso processo supera a tecnologia de destruição por cianeto comumente praticada e agora estamos prontos para demonstração em escala piloto no campo”, disse o Dr. Dai. Hoje, a indústria de mineração de ouro reduz os riscos ambientais destruindo o cianeto residual nos rejeitos do processo antes da descarga em instalações de armazenamento de rejeitos.

A nova tecnologia da CSIRO reduz ainda mais o nível de compostos tóxicos deixados nos rejeitos e a quantidade de cianeto necessária para ser transportada até o local, diminuindo o risco de impactos ambientais. “Essa tecnologia permite a recuperação de cianeto e outros compostos tóxicos, alguns metais básicos e ouro solúvel valioso que normalmente permanece sem recuperação em rejeitos de cianetação”, disse o Dr. Dai. Ao mesmo tempo, reduz os riscos e custos ambientais associados ao uso de cianeto, transporte, armazenamento de rejeitos e potenciais falhas de barragens”.

Este não é o primeiro avanço sustentável em ouro do CSIRO. A equipe do Dr. Breuer produziu anteriormente o primeiro ouro sem cianeto da Austrália, utilizando um processo chamado "Going for Gold". Essa inovação histórica ganhou o Prêmio Australian Mining Prospect de 2014, por substituir o cianeto por tiossulfato, uma alternativa não tóxica. Eles conseguiram um processo mais seguro e sustentável, sem os riscos ambientais de vazamentos, derramamentos ou exposição a produtos químicos tóxicos. “No caminho para a comercialização, fizemos uma parceria com a pequena produtora de ouro, a Eco Minerals Research, para construir uma planta de demonstração de processamento de ouro móvel com sede em Menzies, Austrália Ocidental”, disse o Dr. Breuer. “A planta nos permitiu testar e melhorar o processo para garantir que ele fosse robusto e prático em escala para operação comercial”.

Em 2019, a tecnologia foi transferida para a empresa australiana Clean Mining, que hoje oferece produtos e licenças tecnológicas para a indústria. A tecnologia também pode substituir o mercúrio tóxico usado por garimpeiros artesanais e de pequeno porte.

A Going for Gold foi construída com base no trabalho anterior da CSIRO, adaptando uma solução de nicho sem cianeto para a Mina Goldstrike, da Barrick Gold. Operando com sucesso de 2014 a 2024, a mina processou até 13.000 toneladas de minério por dia.

O Dr. Breuer e sua equipe estão entusiasmados com as melhorias sustentáveis que o processo da Tecnologia de Cianetação Sustentável de Ouro oferece à indústria do ouro.

Após um mês de testes piloto em escala de laboratório, a Tecnologia de Cianetação de Ouro Sustentável está agora no Nível de Prontidão Tecnológica 4 e pronta para expansão. O Dr. Breuer e o Dr. Dai estão buscando parceiros da indústria para projetos piloto e estão abertos a colaborações com produtores de ouro, empresas de engenharia e fornecedores.

“A tecnologia pode proporcionar benefícios econômicos e ambientais muito maiores do que os possíveis com as atuais tecnologias de recuperação e reciclagem de cianeto”, disse o Dr. Breuer. “Com interesse suficiente, poderemos progredir para projetos piloto e demonstrações em campo, o que, esperamos, levará a melhores rendimentos de ouro, resultados ambientais e sustentabilidade para a indústria do ouro”.

Software da Bentley, com IA
Software da Bentley, com IA

Engenharia: Bentley systems avança com uso de IA em infraestrutura

A Bentley Systems, Incorporated, empresa de software para engenharia de infraestrutura, revelou novos recursos de IA para infraestrutura em sua conferência Anual em Infraestrutura. A Bentley também anunciou uma iniciativa de coinovação em IA para infraestrutura, convidando empresas de engenharia e proprietários de ativos a colaborar na próxima geração de fluxos de trabalho de IA. “A IA está pronta para transformar a infraestrutura”, disse Nicholas Cumins, CEO da Bentley. “Na Bentley, nossa visão é que a IA capacite engenheiros de infraestrutura, e não os substitua. Uma IA confiável, construída no contexto da infraestrutura, pode melhorar a produtividade da engenharia e transformar fluxos de trabalho em todos os ciclos de vida de projetos e ativos”.

Anualmente, a Bentley homenageia organizações líderes em infraestrutura com o Going Digital Awards, que reconhece a excelência na entrega de projetos e no desempenho de ativos por meio da inovação digital. Este ano, quase um terço das inscrições — e quase metade dos finalistas — incorporaram IA em seus projetos. Isso está em linha com os resultados de uma pesquisa global com profissionais de infraestrutura divulgada na conferência. Realizada pela Bentley em colaboração com o escritório de advocacia Pinsent Masons, a empresa de engenharia Mott MacDonald e a consultoria Turner & Townsend, a pesquisa constatou que cerca de metade dos entrevistados está testando IA ou já a implementou, com planos de expandir seu uso em suas organizações. As principais áreas de foco incluem o aumento da produtividade em projetos e engenharia e a automatização de processos de documentação. “O maior desafio para entregar uma infraestrutura melhor e mais resiliente é a capacidade de engenharia”, disse Cumins. “A realidade é que simplesmente não há engenheiros suficientes no mundo para fazer todo o trabalho que precisa ser feito. A IA promete uma mudança radical na produtividade que pode ajudar a fechar essa lacuna de capacidade”.

Na conferência do ano passado, a Bentley apresentou o OpenSite+ para projeto de obras civis, o primeiro de uma série de novos aplicativos com tecnologia de IA. Hoje, a Bentley revelou mais aplicativos de última geração para projeto de subestações e gerenciamento de construção que aceleram a adoção da IA na execução de projetos. “Estamos criando uma nova geração de aplicativos de infraestrutura baseados em gêmeos digitais, alimentados por IA e totalmente conectados à Bentley Infrastructure Cloud”, disse François Valois, vice-presidente sênior da Bentley Open Applications. “Eles mostram o que é possível quando a IA é desenvolvida para fluxos de trabalho de infraestrutura reais e adaptada às necessidades dos engenheiros”.

Apresentando o Bentley Copilot, um assistente de IA com reconhecimento de contexto que orienta os usuários pelos fluxos de trabalho exibe documentos relevantes e pode fazer alterações em modelos, a nova geração de aplicativos centrados em dados inclui: Projeto de terrenos: OpenSite+, o primeiro aplicativo de engenharia que utiliza IA generativa para projetos de terrenos civis, está agora com disponibilidade limitada. Ele entrega projetos até 10 vezes mais rápido sem comprometer a precisão. “O OpenSite+ abrirá muitas portas para que possamos avançar mais rápido, obter melhores respostas e realmente ser melhores engenheiros”, disse Brianne Belschner, líder de design baseado em modelos da VHB , que contribuiu para o desenvolvimento do OpenSite+ por meio de um programa de acesso antecipado; Projeto de subestações: O OpenUtilities Substation+ é um novo aplicativo que traz recursos de gêmeo digital e IA para o projeto de subestações. Ao repensar como as subestações podem ser projetadas colaborativamente, ele ajuda a solucionar uma das maiores fontes de frustração para projetistas, permitindo que vários usuários trabalhem simultaneamente no mesmo modelo, reduzindo erros e retrabalho durante a construção. O OpenUtilities Substation+ estará disponível em novembro por meio de um programa de acesso antecipado e a Gestão da construção: O SYNCHRO+, parte da Bentley Infrastructure Cloud, é um aplicativo de construção de última geração, alimentado por IA, que redefine a modelagem 4D tradicional. Ao migrar para um fluxo de trabalho centrado em dados, o SYNCHRO+ agiliza o planejamento e a coordenação da construção. Ele integra o Cesium para um contexto geoespacial rico e utiliza a IA para explorar sequências de construção com maior profundidade, velocidade e insights práticos. O SYNCHRO+ estará disponível para acesso antecipado em dezembro de 2025.

Aprimoramentos de IA também estão chegando aos aplicativos de engenharia existentes da Bentley, começando com o OpenRoads Designer e o OpenRail Designer para projetos de estradas e ferrovias baseados em modelos. Um novo agente de IA que automatiza um dos aspectos mais demorados do projeto — a anotação em desenhos — estará disponível para o público em geral em novembro de 2025. O Bentley Copilot será integrado a ambos os produtos no início de 2026. A Bentley também anunciou novos recursos de busca com tecnologia de IA no ProjectWise, parte da Bentley Infrastructure Cloud, projetados para reduzir significativamente o tempo gasto pelos usuários na busca de informações. Com uma interface simplificada e intuitiva e recursos de busca contextualizados por IA, os usuários recebem resumos instantâneos e concisos gerados pela IA, sem a necessidade de abrir arquivos ou alternar entre aplicativos. Essas melhorias proporcionam um aumento de produtividade em todo o fluxo de trabalho do projeto. Os recursos de IA do ProjectWise estarão disponíveis para acesso antecipado em dezembro de 2025, com disponibilidade geral prevista para 2026.

Embora os novos recursos de busca com tecnologia de IA do ProjectWise prometam ganhos significativos de produtividade, a Bentley reconhece que a inovação deve ser alicerçada em uma base de confiança. À medida que os usuários confiam na Bentley Infrastructure Cloud para gerenciar seus arquivos e dados de engenharia, a Bentley permanece firmemente comprometida com a administração de dados. Cumins reafirmou esse compromisso de longa data, apresentado pela primeira vez na conferência Year in Infrastructure de 2023 , enfatizando que o respeito à propriedade intelectual é fundamental para a abordagem da Bentley à IA de Infraestrutura. "Nossos usuários controlam seus dados. Eles decidem se eles serão usados para treinamento em IA e em que medida", disse Cumins. "Os dados dos nossos usuários são sempre os dados deles."

Para manter esse princípio, a Bentley implementou uma governança rigorosa em relação ao treinamento de modelos de IA. Somente dados explicitamente licenciados ou adquiridos para essa finalidade são utilizados — incluindo contribuições de contas que concordaram em fornecer dados para o benefício da comunidade mais ampla de usuários da Bentley. Os usuários também têm a opção de ajustar os modelos de IA da Bentley com seus próprios dados, para uso exclusivo em suas organizações. Para apoiar ainda mais a transparência, a Bentley introduziu o Registro de Acordo de Dados, um sistema de auditoria que fornece visibilidade sobre como os dados foram usados para treinar modelos de IA da Bentley.

Com as empresas de engenharia buscando cada vez mais adotar aplicativos de IA de infraestrutura confiáveis — e treinar e implantar seus próprios modelos de IA junto com o software Bentley — a Bentley fornece o contexto necessário para uma IA confiável. “Engenheiros de infraestrutura trabalham em uma profissão criativa, mas onde a precisão é inegociável e as consequências são reais”, explicou Cumins. “É por isso que a IA em infraestrutura deve ser baseada no contexto do mundo real”. As organizações de infraestrutura estão aproveitando o software Bentley para garantir que seus modelos de IA sejam informados pelo contexto certo, aproveitando seus dados de design de projetos anteriores no Bentley Infrastructure Cloud, insights de subsuperfície do Seequent e a lógica de engenharia e os princípios físicos incorporados no Bentley Open Applications.

Cumins observou o número crescente e a diversidade de inscrições no Going Digital Awards que aproveitaram as inscrições da Bentley para informar seus próprios agentes de IA. “O que impressiona é a diversidade desses casos de uso de IA. A IA está surgindo em projetos, construção e operações, abrangendo todas as fases do ciclo de vida da infraestrutura”, disse ele. “E os resultados vão muito além da economia de tempo; eles estão usando IA não apenas para automatizar, mas para otimizar decisões e resultados de maneiras que não eram possíveis antes”. Ele citou um projeto de energia geotérmica na Turquia que utilizou IA e os recursos de simulação acelerada por GPU de um aplicativo Seequent para comprimir um cronograma de desenvolvimento de cinco anos em um ano, reduzindo custos em mais de 75%. Os engenheiros avaliaram mais de 10 milhões de cenários em dias, em vez de anos, e executaram 3.000 simulações em horas, em vez de dias, estabelecendo um novo padrão de velocidade e precisão.

“Há mais de 40 anos, ajudamos profissionais e organizações de infraestrutura a se tornarem mais produtivos por meio do nosso software”, disse Cumins. “Acolhemos com satisfação as maneiras criativas com que nossos usuários já combinam nossos aplicativos com IA — e acreditamos que isso é apenas o começo”. Para navegar por essa mudança junto com os usuários, a Bentley anunciou a Iniciativa de Coinovação em IA de Infraestrutura para colaborar com empresas de engenharia e proprietários de ativos na próxima geração de fluxos de trabalho aprimorados por IA. A iniciativa de coinovação, aberta a usuários da Bentley, examinará como as APIs da Bentley podem evoluir para oferecer melhor suporte a casos de uso de IA e explorar novos modelos comerciais que reflitam o equilíbrio em evolução entre o trabalho orientado por IA e o trabalho conduzido por humanos. “Este é um momento crucial”, disse Cumins. “A oportunidade de moldar o futuro da infraestrutura está diante de nós — e estamos extremamente animados para colaborar com nossos usuários dessa nova maneira”.

Fornecedores: Caterpillar assina acordo para aquisição da rpmglobal

RPMGlobal é da Caterpillar
RPMGlobal é da Caterpillar

A Caterpillar Inc. firmou um acordo para adquirir a RPMGlobal Holdings Limited, empresa de software sediada em Brisbane, na Austrália. A RPMGlobal é uma fornecedora de soluções de software de mineração com um legado que remonta a 1977. A RPMGlobal tem expertise em capacitação de tecnologia de mineração, fornecendo aos clientes globais soluções de software orientadas por dados em todas as etapas do ciclo de vida da mineração.

“A cultura e a abordagem ágil da RPMGlobal para o desenvolvimento de soluções se alinham perfeitamente com o foco intenso da Caterpillar em atender às necessidades dos clientes”, disse Denise Johnson, presidente do grupo Caterpillar Resource Industries. “Suas soluções de software complementam as tecnologias existentes da Caterpillar, especialmente em áreas como gestão de ativos, gestão de frotas e autonomia. Juntos, temos o potencial de aprimorar as operações em minas para nossos clientes, gerando ainda mais valor”. O acordo requer aprovação dos acionistas da RPMGlobal e de várias autoridades reguladoras e está sujeito a outras condições habituais de fechamento.

A transação deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2026. A JP Morgan Securities LLC está atuando como consultora financeira da Caterpillar para a transação.

Infraestrutura: Record engenharia: 70 anos de tradição e inovação no Brasil

Nascida em 1955, a Record Engenharia chega às sete décadas com forte presença na mineração, altos índices de segurança e um modelo de gestão que combina governança, digitalização e tecnologia aplicada ao canteiro de obras. Quando foi fundada, em Maceió (AL), a empresa iniciava uma trajetória que, sete décadas depois, se consolidaria como referência nacional em obras de contenção, impermeabilização e soluções técnicas de alta complexidade. O caminho não foi linear: os primeiros 15 anos foram dedicados exclusivamente à representação comercial. A virada ocorreu em 1970, quando a empresa ingressou de vez no segmento da construção civil, abrindo espaço para uma série de pioneirismos.

Obra hídrica da Record Engenharia
Obra hídrica da Record Engenharia

Em 1974, a Record tornou-se a primeira do Nordeste a utilizar mantas asfálticas em seus projetos. Em 1988, inovou novamente ao ser a primeira empresa brasileira de impermeabilização a conquistar a certificação ISO 9001 – um marco que consolidou sua cultura de qualidade. O portfólio evoluiu com a introdução da geomembrana de PEAD em 1997, a ampliação de parcerias estratégicas nos anos 2000 e a abertura de novas bases operacionais, como a de Uberaba (MG), em 2014. Em 2023, a empresa deu mais um passo decisivo ao lançar seu próprio Sistema de Rastreabilidade, que acompanha, em tempo real, cada fase dos serviços executados.

Ao longo de 70 anos, a Record Engenharia esteve presente em projetos estruturantes do desenvolvimento nacional. Sua atuação inclui barragens de rejeitos, pilhas de estéril, sistemas de contenção para mineração e grandes aterros sanitários. Também integra a lista de entregas emblemáticas a construção de reservatórios estratégicos para o agronegócio, canais de irrigação — como a transposição do Rio São Francisco —, estruturas industriais e obras de impermeabilização para metrôs, plantas industriais e empreendimentos energéticos.

Essas obras refletem o alcance do Grupo Record, formado pela Record Engenharia, Construtora Record e demais empresas associadas, cuja atuação impulsiona o desenvolvimento de Maceió, Fortaleza e diversas regiões brasileiras.

A combinação que sustenta a longevidade

O que mantém a empresa competitiva em um setor tão exigente? A resposta, segundo sua liderança, está na sinergia entre tradição, inovação e governança.

A Record opera com ISO 9001, mantém NPS acima de 90%, possui forte cultura de segurança — com zero acidentes recorrentes — e total previsibilidade na entrega. Paralelamente, aposta em novas tecnologias: BIM, automação de processos, digital twins, ferramentas de inteligência artificial, drones e sensores para inspeções.

Essa transformação digital fortaleceu a produtividade e elevou a rastreabilidade dos serviços, permitindo análises em tempo real, redução de retrabalho e ganho significativo em segurança operacional. “A automação não se restringe aos equipamentos, mas também aos processos de coleta de dados e à qualidade dos relatórios”, destaca a empresa.

Hoje, a Record Engenharia atende a mineração, aterros sanitários, agronegócio, metrô, energia, saneamento, construção civil e indústria. Atua com geossintéticos de diversos tipos (PEAD, PVC, TPO, PP, geotêxteis, GCL, GCD, entre outros), obras turnkey de impermeabilização, estruturas de contenção, sistemas de drenagem, tubulações industriais e soluções especiais, como piscinas de surf, lagos e obras para plantas subterrâneas.

A mineração, especialmente, tornou-se o principal mercado da empresa, reforçado pela crescente necessidade de segurança, rastreabilidade e precisão — características que se alinham ao DNA técnico da Record. Energia e mineração caminham juntos na estratégia de expansão da companhia.

Desafios que viram vantagem competitiva

A empresa adota uma postura de antecipação regulatória e conformidade rigorosa. Integrar o Grupo Record permite escalar processos, investir em equipes multidisciplinares e manter auditorias constantes. Em um cenário econômico volátil, a digitalização e a busca por eficiência operacional se tornaram fundamentais para manter competitividade.

Ao contrário de enxergar a regulação como obstáculo, a Record considera que mercados mais exigentes criam oportunidades: “são esses ambientes que destacam quem está preparado”.

A transição de liderança segue práticas estruturadas de governança, com foco em meritocracia, capacitação e continuidade. A empresa vem profissionalizando suas estruturas diretivas e aperfeiçoando metodologias de gestão estratégica e de pessoas, consolidando bases para os próximos ciclos.

Para a próxima década, o plano estratégico da empresa mira expansão na mineração, túneis e metrô; ampliação da capacidade técnica; renovação contínua do parque de equipamentos; e consolidação da governança do Grupo Record como plataforma de crescimento. A companhia também projeta entrar com mais vigor em projetos de caldeiraria e usinagem voltados à adequação de normas técnicas como NR-08 e NR-12.

Com a retomada de investimentos em mineração, energia, saneamento e infraestrutura, a Record quer ser mais do que fornecedora: pretende atuar como parceira estratégica, oferecendo soluções integradas, seguras e rastreáveis. A confiança construída em 70 anos, somada ao investimento constante em tecnologia e gente, posiciona a empresa para liderar o novo ciclo de obras e contribuir para o desenvolvimento sustentável do país.

Riscos operacionais: Dss+ impulsiona novo patamar de segurança na mineração brasileira

A mineração brasileira vive uma transformação estrutural em sua cultura de segurança e gestão operacional, resultado de avanços na governança de riscos, no uso de dados e na qualificação da força de trabalho — especialmente em regiões remotas. A avaliação é de Márcio Braz Amorosino, diretor de Negócios e Consultor Principal da dss+, empresa internacional de consultoria especializada em gestão de operações, que participou do painel “Panorama dos Principais Riscos de Negócio da Mineração” durante a Exposibram.

Segundo Amorosino, os impactos da tragédia de Brumadinho desencadearam uma mudança profunda na forma como as mineradoras encaram a segurança e o risco. A adoção de processos mais estruturados, governança mais rígida, auditorias técnicas e maior nível de transparência fizeram com que o setor atingisse um nível de maturidade comparável ao de países europeus. “Hoje vemos operações brasileiras com padrões de excelência mundial, inclusive superiores em alguns casos”, afirma.

Um dos maiores desafios mapeados pelo Ibram — e discutidos no painel — diz respeito à força de trabalho, especialmente nos empreendimentos localizados em áreas remotas. A dificuldade não está apenas em atrair profissionais, mas em reter conhecimento crítico, essencial para a operação segura e estável de uma mina. Para Amorosino, programas tradicionais de formação fora do ambiente real têm impacto limitado. O modelo eficaz é o treinamento in loco, com consultores experientes atuando “ombro a ombro” com operadores, supervisores e influenciadores internos, acelerando a curva de aprendizado e promovendo mudanças comportamentais que se refletem diretamente na segurança.

A dss+ vem aplicando essa abordagem em minas subterrâneas, a céu aberto e empreendimentos de ferro, cobre e ouro em todo o Brasil e América Latina. Os programas integram três pilares fundamentais: técnica operacional, comportamento seguro e capacidade de liderança, especialmente no nível de supervisão, onde as decisões têm impacto direto nas frentes de lavra. Além disso, a empresa reforça que operações seguras são invariavelmente mais produtivas, e que excelência em segurança é também um indicador de eficiência operacional.

A consultoria também chama atenção para o papel das empresas terceirizadas, que podem representar 40% a 50% da força de trabalho em determinadas operações. A maturidade nos processos de contratação, clareza de escopo, definição de responsabilidades e alinhamento entre áreas de suprimentos e operação são fatores essenciais para reduzir riscos e evitar lacunas comportamentais e operacionais entre equipes internas e externas.

Outro eixo em transformação acelerada é a utilização de Inteligência Artificial, que deve avançar rapidamente na mineração. Para Amorosino, a IA não substitui o julgamento técnico, mas funciona como um acelerador de decisões, desde que apoiada por processos bem estruturados e dados confiáveis. A tendência é que ferramentas digitais integrem planejamento, manutenção, operação e gestão de riscos em plataformas unificadas, ampliando a precisão das análises e da gestão de incidentes.

A dss+ reforça ainda a importância de programas de transformação cultural, que conectam estratégia, comportamento e governança em todos os níveis da organização — da alta liderança aos supervisores de campo. Esses projetos permitem que mudanças estruturais sejam absorvidas de forma contínua, transformando segurança em valor central do negócio, e não apenas em obrigação regulatória.

Com presença em mais de 40 países e cerca de 100 consultores fixos no Brasil, a dss+ tem a mineração como seu principal mercado no país e na América Latina. A empresa se propõe a apoiar seus clientes não apenas na adoção de ferramentas de gestão, mas na construção de operações mais resilientes, eficientes e sustentáveis, integrando pessoas, tecnologia e processos.

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