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EMPRESAS DO ANO | ESG | GRANDE PORTE

Anglo American: parcerias transformam territórios e fortalecem legados

Com uma estratégia sólida de sustentabilidade e foco em desenvolvimento regional, empresa impulsiona infraestrutura, educação e saúde nas comunidades do entorno do Minas-Rio.

Por Mara Fornari

Brasil Mineral 453Páginas 24-31
Sistema Minas-Rio

Em Conceição do Mato Dentro, no coração do Médio Espinhaço mineiro, a presença da Anglo American vai muito além das operações do sistema Minas-Rio. Ali, entre serras e rios que guardam a história da mineração em Minas Gerais, a empresa tem conduzido uma verdadeira transformação territorial, unindo inovação social, investimentos em infraestrutura e diálogo permanente com as comunidades locais. Essa política levou ao reconhecimento da Anglo American como Empresas do Ano do Setor Mineral 2025 na categoria ESG - Grande Porte

Ana Cunha
Ana Cunha

Ao longo do período de atuação da empresa na região mais de R$ 900 milhões já foram destinados a áreas essenciais como saúde, educação, cultura e infraestrutura. E, recentemente, a companhia anunciou um novo aporte de R$ 500 milhões para os próximos dez anos, voltado exclusivamente para o município de Conceição do Mato Dentro. “É um dos maiores compromissos voluntários da história da mineração no Brasil, com foco em saúde, educação e infraestrutura”, destaca Ana Cunha, diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Anglo American. “Queremos que o legado do Minas-Rio ultrapasse a operação e se traduza em qualidade de vida e oportunidades para as pessoas”, continua ela.

Essa visão reflete o propósito global da companhia — reimaginar a mineração para melhorar a vida das pessoas — e está ancorada em três pilares que compõem a estratégia ESG da Anglo American: Ambiente Saudável, Comunidades Prósperas e Líder Corporativo de Confiança.

“Nosso modelo de sustentabilidade está baseado em uma atuação que combina desempenho operacional com geração de valor social e ambiental”, explica Ana, acrescentando que a empresa trabalha com metas concretas de redução de emissões, uso racional da água, proteção da biodiversidade e promoção de cadeias produtivas locais, “sempre com diálogo e corresponsabilidade com as comunidades”.

Entre os marcos recentes da atuação da Anglo American está a recuperação e modernização de 44 quilômetros da rodovia MG-010, no trecho entre Conceição do Mato Dentro e o distrito de Mato Grosso, no Serro (MG). O projeto, orçado em cerca de R$ 60 milhões, é fruto de uma parceria entre a Anglo American, o Governo de Minas Gerais e a prefeitura local.

“A melhoria da MG-010 é estratégica para a mobilidade e a integração regional”, afirma Ana Cunha. “Ao investir em infraestrutura, ajudamos a impulsionar o turismo, facilitar o escoamento da produção e garantir mais segurança no tráfego urbano e rodoviário”.

Recuperação de Nascentes
Recuperação de Nascentes

Outra iniciativa emblemática é a construção da alça viária do bairro Machadinho, também no Serro, que conecta as rodovias MG-010 e CMG-259. Custeada integralmente pela Anglo American, a obra recebeu R$ 48 milhões em investimentos e foi pensada para retirar o tráfego pesado das áreas urbanas, preservando a dinâmica local e a segurança dos moradores.

Pavimentação de estrada em parceria com a Anglo American
Pavimentação de estrada em parceria com a Anglo American

A mineradora também tem atuado em melhorias de infraestrutura urbana e no projeto de implantação de um anel rodoviário em Conceição do Mato Dentro, que promete reorganizar o trânsito e abrir espaço para o desenvolvimento de novos pólos urbanos. De acordo com a diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade, “é um projeto que vai redesenhar a cidade, integrando áreas e criando novas oportunidades de ocupação planejada. Essa é uma das formas mais concretas de o setor mineral contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável”.

Educação e saúde como pilares de transformação

O investimento social da Anglo American vai muito além das obras físicas. Na educação, a empresa tem promovido a adequação de escolas e o acesso à internet de qualidade nas redes municipais de Alvorada de Minas, Dom Joaquim e Conceição do Mato Dentro. Ao todo, 24 escolas foram contempladas com melhorias estruturais e de conectividade.

Assinatura do Protocolo de Intenções, no valor de R$ 500 milhões
Assinatura do Protocolo de Intenções, no valor de R$ 500 milhões

“A educação é a base para o desenvolvimento sustentável”, reforça Ana. “Por isso, fazemos questão de atuar lado a lado com as secretarias municipais e com os professores, ajudando a criar ambientes mais adequados para o aprendizado e para a formação de novas gerações de profissionais”.

Os resultados já aparecem nos indicadores locais. O desempenho das escolas apoiadas pela empresa, segundo o Sistema Mineiro de Avaliação (Simave), saltou de 41% para 82% nos estágios avaliados, atingindo o nível recomendado de aprendizagem.

Na área da saúde, a Anglo American vem apoiando a implantação de estruturas de urgência e emergência, com aquisição de equipamentos, treinamento e custeio de profissionais. “Reconhecemos a importância de oferecer atendimento médico adequado em regiões distantes de grandes centros urbanos”, diz Ana, ressaltando que foram investidos cerca de R$ 5,5 milhões apenas na linha de urgência e emergência.

A força das parcerias e da escuta ativa

Os programas de desenvolvimento social da Anglo American nascem de processos participativos de escuta e de gestão colaborativa com as comunidades. “A confiança se constrói com diálogo, transparência e corresponsabilidade. É preciso entender as vocações locais e investir de forma que os benefícios permaneçam mesmo depois do ciclo da mineração”, resume Ana Cunha.

Viveiro de mudas
Viveiro de mudas

Essa filosofia se reflete em mecanismos inovadores de governança, como os editais sociais anuais, que permitem que associações, conselhos e grupos locais proponham diretamente projetos a serem apoiados pela empresa. “Desde o ano passado, abrimos os projetos para debate com representantes da sociedade civil e atores locais. O objetivo é selecionar e apoiar iniciativas que realmente façam sentido para o território e tragam resultados mensuráveis”, explica Ana.

Entre as experiências de destaque estão o programa Embaixadores do Bem, que mobiliza colaboradores voluntários da Anglo American em ações comunitárias, e o apoio às cadeias produtivas locais, que tem beneficiado mais de 230 produtores rurais nas áreas de queijo minas artesanal, apicultura e horticultura — setores que registraram aumento de renda de até 66%.

Para Ana Cunha, esse é um exemplo concreto de geração de valor compartilhado: “fortalecemos a economia local e criamos alternativas de renda que não dependem da mineração, promovendo autonomia e prosperidade”.

Governança e transparência: a base de tudo

Por trás de cada iniciativa, há uma estrutura de governança rigorosa. Todos os projetos sociais da Anglo American passam por análises técnicas e de aderência às prioridades socioambientais, antes de avançarem para o Grupo Multidisciplinar de Gestão Socioambiental (GSA), instância responsável por garantir o alinhamento com as diretrizes corporativas da empresa.

“Seguimos políticas e procedimentos que tornam todas as decisões rastreáveis”, explica Ana Cunha. Além disso, a empresa trabalha com comitês externos de avaliação, monitora os indicadores de sucesso e realiza prestação de contas periódica, sempre com foco em resultados concretos.

Essa cultura de transparência e responsabilidade está inserida na metodologia Social Way, política global da Anglo American que orienta todas as fases do negócio — do licenciamento à desmobilização. O Social Way define como mapear e gerenciar impactos sociais, respeitar direitos humanos, garantir participação comunitária e elaborar planos de desenvolvimento socioeconômico.

“Nosso compromisso ESG não é um conjunto de ações isoladas, mas um sistema integrado de gestão, presente em todas as etapas das nossas operações. Cada decisão é tomada considerando seus efeitos sociais, ambientais e econômicos”, afirma Ana.

Entre os projetos que se tornaram referência, destaca-se a recuperação das nascentes na cabeceira do Rio Santo Antônio, em parceria com o Instituto Espinhaço. A iniciativa — reconhecida pela Unesco como projeto demonstrativo de Ecohidrologia — tem recuperado áreas de preservação permanente, realizado cercamento de terrenos, plantio de mudas nativas e treinamento de lideranças locais em educação ambiental.

“Esse é um exemplo de como a mineração pode ser uma força de regeneração ambiental e social. Transformamos uma área degradada em um polo de conservação reconhecido internacionalmente”, afirma Ana Cunha.

Outra ação premiada é a Estrada Cênica da Cordilheira do Espinhaço, desenvolvida com apoio da Anglo American e 11 prefeituras locais, que passou a integrar o planejamento estratégico do Governo de Minas como política pública de turismo sustentável.

Medindo impacto, fortalecendo o futuro

A Anglo American também vem investindo na mensuração dos impactos socioeconômicos de suas ações. Pesquisas anuais avaliam o desempenho dos programas e a percepção das comunidades sobre o desenvolvimento local. Em 2025, a companhia lançou o projeto “Vozes Locais”, que amplia a escuta direta com moradores da região.

Ana explica que a Anglo American quer entender, pela perspectiva das pessoas, como os investimentos da mineradora transformam a vida delas: “o objetivo é garantir que o legado que deixamos seja construído junto com quem vive no território”.

Com uma trajetória marcada por investimentos estruturantes, resultados tangíveis e parcerias duradouras, a Anglo American vem consolidando um novo modelo de atuação mineral, em que crescimento, responsabilidade e desenvolvimento social caminham juntos.

“Reimaginar a mineração é isso. É usar o conhecimento, a tecnologia e os recursos do setor para melhorar a vida das pessoas e criar comunidades realmente prósperas”, conclui Ana Cunha.

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