Ferbasa deu início ao projeto Pushback, que tem como desafio produzir cerca de 530 mil toneladas de minério de cromo em seis anos. Isto deverá ser conseguido através da elevação da vida útil da mina a céu aberto em Campo Formoso (BA), cujas reservas possíveis de ser lavradas a céu aberto deveriam se esgotar em um ano, mas em que trabalhos adicionais de exploração possibilitaram que a extração a céu aberto seja realizada por mais seis anos. Em 2024, a empresa conseguiu produzir aproximadamente 150 mil toneladas, já como parte do programa Pushback, com aderência de 90% do que havia sido planejado.
Paralelamente a esse plano, a Ferbasa planeja iniciar, possivelmente a partir de 2026, a implantação da mina subterrânea para lavrar as reservas em maior profundidade. O objetivo do plano Pushback, portanto, é fazer uma transição de forma mais coordenada entre o final da mina a céu aberto e o início da mina subterrânea, cujo projeto foi concluído em 2024. Até o final de 2025, a empresa pretende evoluir para um projeto executivo, que trará mais detalhes sobre o desenvolvimento da mina e os blocos de minério a serem lavrados. O projeto prevê que o início da lavra na mina subterrânea possa ocorrer antes do encerramento da lavra a céu aberto. Inicialmente, a expectativa de vida útil da mina subterrânea é de 18 anos.
A mina subterrânea de Campo Formoso deverá ser diferente da mina Ipueira, que a empresa opera no município de Andorinha (BA), que tem uma maior produção de minério do tipo Lump. A nova mina subterrânea tem vocação para uma maior produção de concentrados, portanto faz parte do projeto em Campo Formoso a modernização da planta de beneficiamento, que processará cerca de 80% do minério extraído da mina. Faz parte do projeto de beneficiamento a separação do minério do tipo Lump, através de um sistema de separação com sensor de raio X, similar ao que já é utilizado desde 2013 na mina de Ipueira. Também estão previstos para a planta outros equipamentos como britadores de última geração, visando implementar a maior capacidade de produção da mina e da usina de beneficiamento.
Para dar suporte a esse plano de desenvolvimento, a empresa desenvolve um amplo plano plurianual de geologia de prospecção e pesquisa, para o qual estão previstos investimentos de R$ 116 milhões, até 2028, e que contempla pesquisas geológicas nas áreas com minério de cromo, quartzo e outras substâncias que a Ferbasa pretende pesquisar. Faz parte desse plano a execução de 16 mil metros de sondagem e 1 mil quilômetros de levantamento geofísico com Magdrone, uma metodologia mais rápida do que a anterior, que é terrestre, objetivando redução de custos e agilização do trabalho de exploração.
Otimização na mina Ipueira
Na mina Ipueira, que opera desde 1973, está em processo um programa de otimização e expansão, assegurando o fornecimento de minério de cromo para a produção de ligas na unidade metalúrgica de Pojuca (BA). A unidade emprega mais de 1.500 colaboradores diretos e terceiros, com cerca de 80% de mão de obra local. Sua capacidade de produção é de 1.300.000 t/ano de ROM, resultando em 460.000 t/ano de minério de cromo.
Os investimentos na Unidade Ipueira para 2025 são da ordem de R$ 84,52 milhões, distribuídos nas diversas áreas operacionais, tais como: atualização do sistema de ventilação, mecanização do sistema de reforço de maciço das aberturas subterrâneas com cabletec, incremento da pesquisa com sondas rotativas diamantadas e robôs para projeção de concreto, dentre outros. Estão em andamento outros projetos estratégicos de beneficiamento que visam uma maior recuperação de minério com upgrade do Sensor de Ore e ampliação da separação magnética.
Na Geologia de Mina, o projeto de fotogrametria em escavações subterrâneas utiliza softwares avançados (ShapeMetrix e RocTunnel 3) para mapeamento geológico e geotécnico, reduzindo em até 60% o tempo de exposição de colaboradores em campo, aumentando a acurácia dos dados e integrando informações a modelos 3D para melhor planejamento e gestão de riscos.
Cronograma: A mecanização integral da lavra, modernização da ventilação, consolidação de sistemas de controle operacional digital (Sodep) já estão concluídos. Encontra-se em andamento a execução dos projetos de beneficiamento e geologia, com implantações previstas entre 2025 e 2026. Os próximos passos preveem a expansão da capacidade produtiva nos próximos 3 a 5 anos e integração com lavras a céu aberto na região.
