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Entidade questiona extração mineral no fundo dos oceanos

Por evando•
Entidade questiona extração mineral no fundo dos oceanos

Relatório defende uma moratória na mineração em fundos marinhos profundos, propondo que a ISA priorize a proteção dos oceanos, a pesquisa científica e o benefício global em lugar da exploração industrial acelerada.

A Coalizão para a Conservação do Mar Profundo (DSCC) lançou um relatório histórico que explora as oportunidades críticas disponíveis para a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) e o mundo sob uma moratória ou pausa preventiva na mineração em águas profundas. Com a crescente pressão das mineradoras para que se apressem na exploração em águas profundas por qualquer meio, o mar profundo, patrimônio comum da humanidade, corre o risco de se tornar um ponto crítico para a exploração industrial, ameaçando corroer a governança global dos oceanos.

A publicação oferece uma alternativa poderosa: uma visão da ISA que prioriza a proteção do mar profundo, a ciência, a cooperação internacional e o benefício global a longo prazo em detrimento da exploração industrial a curto prazo. Escrita por especialistas em oceanos, o documento apresenta quatro artigos que examinam as oportunidades e os benefícios de uma moratória em quatro áreas principais: governança global dos oceanos, ciência e pesquisa em águas profundas, capacitação e transferência de tecnologia e desenvolvimento econômico sustentável. "Agora é a hora de salvaguardar o fundo do mar profundo, o patrimônio comum da humanidade", disse Sofia Tsenikli, Diretora de Campanha da DSCC. “Os Estados-Membros da ISA têm o mandato, a autoridade e a oportunidade de liderar, suspendendo a mineração em águas profundas e reposicionando a ISA como uma administradora global da resiliência, do conhecimento e da equidade em águas profundas numa era de crise ambiental planetária”.

A Dra. Lisa Levin, Professora Emérita da Scripps Institution of Oceanography disse que o mundo pode mudar de repente. “Com tantas mudanças prejudiciais acontecendo agora, é hora de algumas que ofereçam esperança para o futuro”. Já para Pradeep Singh, da Fundação Oceano Azul, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos tem a responsabilidade de atuar como administradora do patrimônio comum da humanidade, protegendo o mar profundo não apenas para ganho financeiro, mas também por seu capital natural, que servirá às gerações presentes e futuras por muitos anos. “Este é o momento perfeito para os Estados apertarem o botão de pausa e permitirem uma reflexão mais profunda sobre o que realmente importa e sobre o que realmente significa benefício para a humanidade como um todo. Uma moratória sobre a mineração nos fundos marinhos profundos é um passo necessário para garantir salvaguardas e freios e contrapesos suficientes antes que qualquer atividade de mineração possa ser considerada e, enquanto isso, para redobrar nossos esforços para conservar a biodiversidade marinha, fechar lacunas críticas de conhecimento e promover maior equidade em nosso oceano compartilhado”. Torsten Thiele, do The Global Ocean Trust, comentou que o valor dos ecossistemas do fundo do mar profundo é imenso. “A ISA tem um papel importante a desempenhar na proteção deste capital natural azul e na gestão da exploração". O estudo completo pode ser visto no https://deep-sea-conservation.org/wp-content/uploads/2025/04/Opportunities-for-the-ISA-under-a-Deep-Sea-Mining-Moratorium.pdf.

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