O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) promoveu encontro dia 23 de setembro para debater o Potencial Geoeconômico do Estado do Amazonas, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti). Idealizado pelo superintendente de Manaus do SGB-CPRM, Marcelo Motta, o evento aconteceu no auditório do SGB-CPRM em Manaus e reuniu diversos representantes de entidades de classes, órgãos federais, estaduais e municipais.
O objetivo foi mostrar oportunidades existentes para o setor mineral dentro de uma perspectiva de sustentabilidade. Para o diretor de Geologia e Recursos Minerais, Marcio Remédio, mais de 60% do conhecimento geológico da Amazônia ainda está em escala de reconhecimento, o que inviabiliza a identificação de oportunidades exploratórias promissoras em minerais críticos e estratégicos, por exemplo. É o caso da região na calha Norte do Amazonas e no Alto Xingu. “A mineração é um segmento importante no qual é preciso desenvolver ações. Temos várias potencialidades minerais estratégicas, como o potássio, o fósforo, o cobre, o lítio e o nióbio, e isso em nível nacional. No Amazonas existe a potencialidade do caulim, mas falta investimento”, comentou Esteves Colnago, diretor-presidente do SGB-CPRM.
O secretário executivo da Secretaria de Mineração, Energia, Petróleo e Gás (Semep) da Sedecti, Marco Antônio Villela, considerou o encontro uma boa oportunidade para que o debate sobre o tema pudesse ser aberto com vários segmentos da sociedade organizada. “Esse debate me acendeu um alerta para que possamos aumentar o nosso foco no segmento da mineração”, destacou. Além da Sedecti e do SGB-CPRM, estiveram presentes no Encontro: Polícia Federal, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror). Participaram ainda a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese), além de acadêmicos e professores das Universidades do Estado do Amazonas (UEA) e da Federal do Amazonas (Ufam), das Federações da Indústria (Fieam) e do Comércio (Fecomercio), dentre outros.