Companhias com atuação no Brasil integram esforço do G7 para apoiar projetos
Representantes de companhias mineradoras, instituições financeiras, grupos industriais, associações de negócio e stakeholders públicos do G7 e países relacionados, por iniciativa da presidência francesa do G7, tiveram um encontro em Paris, no dia 10 de junho, durante o qual reconheceram a importância estratégica dos minerais críticos para a prosperidade, segurança econômica e transição energética de suas economias.
Nessa linha, as companhias e instituições reiteraram as recomendações do comunicado de 2025, em particular a necessidade de reforçar a resiliência e diversificação das cadeias de suprimento desses minerais, para assegurar a cooperação internacional com o G7 e partes relacionadas. “Damos as boas-vindas às discussões do G7 que estão em progresso e reforçamos as medidas complementares de suporte à diversificação da produção e suprimento, que são estratégicos para o mercado, bem como a transparência e rastreabilidade, estoques estratégicos, reciclagem e inovação. Nós reconhecemos a necessidade de complementar esses esforços públicos com o suporte do setor privado”.
Nesse contexto, as empresas e instituições que assinam o documento – dentre as quais estão quatro com atuação no Brasil -- sublinham que o financiamento dos projetos de mineração, processamento e refino em estágio inicial permanecem um desafio e que a mobilização de capital requer coordenação entre a cadeia de valor. “Nós nos comprometemos a coletivamente suportar a mobilização de capital privado adicional, principalmente através do uso de equity e instrumentos mistos de financiamento, acordos de off-take de longo prazo, bem como reforçar a parceria entre a indústria, as instituições financeiras e atores públicos com cada stakeholders contribuindo em sua respectiva área de responsabilidade. Reforçamos a importância de implementar ou melhorar a transparência, compreensão, gestão de risco, padrões e preparação de projetos para assegurar a viabilidade financeira desses projetos e facilitar as decisões de investimento em linha com cada ator, as políticas de investimento e políticas regulatórias necessárias”
Para suportar esta mobilização, a empresas e instituições conclamam os governos do G7 a continuar escalando instrumentos de compartilhamento de risco, suporte, para os projetos em estágio inicial e reforçar a coordenação com bancos de desenvolvimento multilaterais para prover investimento privado. “Encorajamos a cooperação com parceiros que são ricos em recursos minerais, bem como as iniciativas visando a demanda agregada através de parceiros seguros ou confiáveis para melhorar a visibilidade do mercado, os sinais de reforço do investimento e facilitar as decisões de financiamento de longo prazo”, conclui o documento, no qual as instituições e empresas se comprometem a ter engajamento ativo nos grupos de trabalhos criados com essa finalidade.
As quatro com atuação no Brasil que assinam o documento são a Appian Capital Advisory, Imerys, Prisma Capital e Viridis.