15/04/2019
COBRE/OURO

Yamana vende Chapada por US$ 1 bilhão

A Yamana Gold anunciou que concordou em vender a sua mina Chapada, de cobre e ouro, localizada em Goiás, para a Lundin Mining Corporation, pelo valor total de pouco mais de US$ 1 bilhão, sendo US$ 800 milhões em dinheiro, no fechamento da transação, mais um adicional de US$ 125 milhões com base no preço do ouro (US$ 1.350, US$ 1.400 e US$ 1.450 por onça no período de cinco anos após o fechamento do negócio) e US$ 100 milhões contingenciados ao desenvolvimento de um circuito de pirita para otimizar a operação, mais um royalty de 2% sobre o ouro produzido no projeto Suruca, adjacente a Chapada. Suruca deve produzir cerca de 50 mil onças de ouro por ano, por um período de cinco anos. O negócio depende de aprovação das autoridades e deve ser concluído no terceiro trimestre de 2019.

Peter Marrone, Presidente Executivo da Yamana, comentou: “Embora Chapada tenha sido um ativo valioso para a Yamana, a venda proporciona um ganho significativo, oferece um alto retorno após impostos e reposiciona financeiramente a empresa, com uma melhoria significativa e imediata da situação financeira geral, permitindo assim que a companhia busque oportunidades para maximizar o valor de seu portfólio em curto prazo e também aumente o retorno aos acionistas, inicialmente por meio de um aumento de 100% no dividendo anual.”

De acordo com a Yamana, a expansão de Chapada exigiria um significativo investimento de capital, o que contribuiria para aumentar o seu endividamento. Hoje a relação dívida/Ebitda está em 2,5 e com a transação a mesma deverá cair para 1,5 até 2021. Além disso, as exigências de capital para a expansão restringiriam a capacidade da Yamana de buscar outras oportunidades orgânicas em seus outros ativos ou aumentar os retornos em dinheiro aos acionistas.

Com a venda de Chapada, os ativos da Yamana no Brasil ficarão restritos à mina de Jacobina, na Bahia. Os outros ativos que ela possuía no País (Fazenda Brasileiro, Pilar de Goiás e Santa Luiz) já haviam sido vendidos. Para a remanescente mina de Jacobina, a Yamana prevê um aumento da capacidade de produção para 150 mil onças/ano.