13/03/2019
BARRAGENS

Vale sabia dos riscos desde 2017?

Depoimentos de funcionários da Vale e de engenheiros da Tüv Sud divulgados no programa Fantástico, da Rede Globo, reforçam que a mineradora sabia dos riscos de rompimento da barragem em Brumadinho desde 2017. A Tüv Sud forneceu laudo de estabilidade da barragem que se rompeu em 25 de janeiro de 2019. 
 
As investigações apontam que a empresa tentou métodos para aumentar o cálculo de estabilidade da estrutura, mas sem sucesso. Por isso, resolveu colocar drenos no reservatório para tentar retirar a água. O desastre segue sendo investigado por uma força-tarefa entre as polícias Civil e Federal, e ministérios públicos de Minas Gerais e Federal. 
De acordo com o inquérito, em 2017 uma consultora teria informado que a barragem tinha uma margem de segurança muito baixa. Com este conhecimento, a Vale – segundo as investigações – aplicou metodologias para aumentar o grau de segurança das barragens, mas sem sucesso. 
 
A Vale teria instalado os chamados Drenos Horizontais Profundos (DHPs) para retirar a água da barragem. A investigação aponta que este método poderia levar riscos para a estrutura. O engenheiro da Tüv Sud Makoto Namba, um dos que assinou o laudo de estabilidade, afirmou, durante o depoimento, que a colocação dos DHPs foi uma “barbeiragem”. Outra medida tomada pela Vale foi a troca dos piezômetros, que fazem o monitoramento da barragem e são automatizados. A Vale informou que eles apresentaram falhas em 10 de janeiro. Por isso, instalaram novos aparelhos. Os equipamentos acusaram picos de pressão na barragem dias antes do rompimento, mas a mineradora, segundo o inquérito, considerou erros de medição. A situação será apurada pela força-tarefa. 

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