11/06/2015
P&D

Vale e Poli fecham parceria para otimizar gestão de minas

A Diretoria de Tecnologia e Inovação da Vale e o grupo de pesquisa NAP Mineração, liderado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), fecharam parceria para desenvolver projeto focado na otimização do processo de gestão e planejamento da operação de lavras da Companhia. O objetivo é alcançar o patamar de gestão de uma “Mina do Futuro”, com a maior parte dos ativos tangíveis e intangíveis automatizados, tendo como base a sustentabilidade socioeconômica do negócio.

A empresa investirá R$ 900 mil no projeto durante quatro anos. Batizado de MIN_AO2, o projeto é coordenado por Giorgio de Tomi, professor do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo da Poli, que também é diretor do NAP Mineração. Criados pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, os Núcleos de Apoio à Pesquisa (NAPs) reúnem pesquisadores de várias áreas e unidades da universidade para estudo de temas multidisciplinares.

O NAP Mineração é formado pela Poli, que o coordena, e por pesquisadores do Instituto de Geociências (IGc) e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). O MIN_AO2 é a continuação de um projeto anterior realizado pelo NAP que tinha o mesmo foco a otimização de ativos aplicada a minas a céu aberto (Min_AO, sigla para Mining Asset Otimization), contratado por meio de chamada pública entre a Vale e as Fundações de Amparo a Pesquisa dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Pará. Para automatizar este processo, a Poli propôs desenvolver, implantar e fazer a avaliação de desempenho de uma ferramenta, em nível de protótipo, que irá conectar o planejamento à operação de lavra.

O protótipo será aplicado, inicialmente, na mina de Sossego, em Carajás (PA). Na sequência, serão desenvolvidos a metodologia e o conteúdo para o treinamento em gestão sistêmica, das equipes envolvidas. De acordo com Sandro Bernard Moreira de Freitas, engenheiro de minas da Vale responsável pelo projeto na companhia, a parceria com o NAP Mineração já rendeu frutos. “Com medidas bem simples, baseadas no mapeamento das operações, já conseguimos aumentar bastante nossa eficiência e controle dos processos de lavra”, afirma.

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