25/05/2017
JUSTIÇA

Steinmetz pode pagar US$ 1,2 bi à Vale

A companhia de mineração do bilionário Beny Steimetz pode ser obrigada a desembolsar US$ 1,2 bilhão à Vale, sua ex-sócia, após decidir não comparecer em audiência de mediação na capital inglesa. Em disputa está um dos ativos minerais mais ricos do mundo, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto.
 
A BSG Resources -  companhia de Steimetz – poderá perder o caso pelo fato de ter decidido não comparecer às audiências agendadas para o início de 2017. A BSGR sentiu que não seria "tratada de forma justa", de acordo com uma carta enviada pelos advogados da empresa, o escritório Mishcon De Reya, aos representantes jurídicos da Vale. 
 
Uma derrota no tribunal seria o mais recente revés para Steimetz, que já enfrenta uma série de investigações de corrupção em todo o mundo por causa de seu investimento fracassado na jazida de minério de ferro Simandou, na Guiné. No entanto, a Vale ainda enfrentaria anos de batalhas judiciais para obter qualquer indenização neste caso.
 
A Vale apresentou queixa ao tribunal de mediação privado em 2014, depois que a Guiné retirou de sua joint venture com a BSGR os direitos sobre a Simandou porque uma investigação do governo descobriu que as licenças tinham sido obtidas por meios corruptos. A mineradora brasileira busca indenização para cobrir o pagamento inicial realizado à BSGR e o dinheiro investido no país da África Ocidental. 
 
As audiências no tribunal haviam sido marcadas para os dias 20 a 24 de fevereiro e 3 a 7 de abril, de acordo com a carta dos advogados. A Vale compareceu à audiência inicial com as testemunhas que seriam convocadas, de acordo com uma das pessoas. Caso a decisão favoreça a Vale devido à ausência de Steinmetz, os advogados da empresa brasileira vão solicitar a execução da sentença, exigindo os avisos de apreensão de ativos aprovados pelo tribunal. 
 

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