13/12/2018
AÇO

Setor prevê produção recorde

O Instituto Aço Brasil (IABr) prevê a recuperação do setor com as vendas internas somando 18,8 milhões de toneladas, um crescimento de 8,9% sobre 2017, enquanto o consumo aparente deve atingir 21,1 milhões de toneladas, incremento de 8,2% na mesma base de comparação. Com a entrada de novas produtoras de aço e com a CSP atingindo capacidade máxima de produção, a projeção é o Brasil encerrar 2018 com recorde de 36 milhões de toneladas de aço bruto neste ano. 
 
As importações devem aumentar 2,6% em relação a 2017, totalizando 2,4 milhões de toneladas e as exportações devem cair 7,2%, para 14,2 milhões de toneladas. Apesar da recuperação em relação ao ano anterior, as projeções das vendas internas e do consumo aparente ainda permanecem abaixo dos níveis alcançados em 2013. 
 
A greve dos caminhoneiros em maio dificultou o crescimento das vendas de aço no mercado brasileiro e a decisão do governo norte-americano de restringir as importações de aço (Seção 232), desencadeou escalada protecionista por parte dos demais países, prejudicando o crescimento do volume das exportações. Para 2019, o IABr está otimista com as medidas que estão sendo anunciadas pelo futuro Governo e acredita num aumento das vendas internas de aço em 5,8%, totalizando volume de 20 milhões de toneladas. O consumo aparente de aço deverá subir 6,2% em 2019, indo para 22,4 milhões de toneladas. 
 
O Instituto Aço Brasil, que integra coalisão empresarial da indústria ao lado de outras nove entidades de classe (ABIMAQ, ABINEE, Abicalçados, ABIQUIM, ABIT, ABRINQ, ANFAVEA, AEB e CBIC), tem conversado com a equipe de transição do governo, defendendo uma agenda que tem como primeira e imprescindível prioridade o ajuste fiscal, associado à aprovação das reformas da previdência e tributária. A retomada dos investimentos é também primordial para o crescimento, sobretudo na construção civil e em infraestrutura e o fomento às exportações. Em relação a uma maior abertura comercial do País, a coalisão entende que somente seja feita após as correções das assimetrias competitivas. Neste sentido, a área econômica do futuro governo já sinalizou que a abertura será feita de forma gradual, segura e negociada.