05/09/2018
MUSEU NACIONAL

SBG lembra último evento no local

Entre os dias 20 e 24 de agosto, a Sociedade Brasileira de Geologia promoveu o 49° Congresso Brasileiro de Geologia e a sessão solene aconteceu num evento intimista na Sala da Baleia, homenageando os 200 anos do Museu Nacional. Os mais de três mil geocientistas presentes no Rio reverenciaram este templo da Ciência Brasileira.
No dia 23 os congressistas puderam conhecer o Museu e debater, numa mesa-redonda, o descaso para com a Ciência Brasileira, abrindo as apresentações com a palavra do diretor Alexander Kellner. No último dia de evento a SBG divulgou a Carta do Rio e uma Moção de Apoio ao Museu Nacional, deixando registrado que “Ciência não é gasto, ciência é investimento”. 
 
O primeiro ponto da Carta do Rio foi o apoio ao Museu Nacional, por tudo que ele representa. Na ocasião a SBG questionou as atuais regras da ANP para aplicação dos recursos das participações especiais pela exploração de petróleo e gás e a falta de apoio aos museus. Para a entidade, é preciso rever esta e outras regras engessadas. Para a SBG, o problema que cerca a Ciência não é ideológico. É de descaso. Assim como em outros casos, como o Museu da Língua Portuguesa, apesar de esse último ser essencialmente digital. 
 
O Congresso reuniu mais de três mil pesquisadores, profissionais e estudantes, sob o mote “Conhecer o Passado para Construir o Futuro”. 
 
O evento foi o último realizado no Museu Nacional. A Sala da Baleia brilhou, não escondendo a decadência e o descaso, pois o objetivo foi este. Homenagear, prestigiar e denunciar o descaso!
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Neste mesmo dia, na forma de uma Moção divulgada junto com a Carta do Rio, a SBG acolheu o pleito do Museu de conseguir o uso de um terreno vago para abrigar (e proteger) parte significativa do acervo. Mas a burocracia
centralizadora e insensível não permite! “Conhecer o Passado para Construir o Futuro”. O Passado virou cinzas. Que Futuro teremos?
 
Febrageo lamenta perda de acervo 
 
A Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) emitiu nota de pesar onde lamenta a tragédia ocorrida no Museu Nacional do Rio de Janeiro no último domingo, dia 2 de setembro. Para a Federação, a sociedade perde um acervo de valor inestimável para o Brasil e o mundo. 
 
Ainda segundo a nota, trabalho de séculos de nossos historiadores e cientistas estão perdidos pelo descaso anunciado e denunciado pelos funcionários do Museu. Agora tudo se foi, em nome do corte de verbas sem critério. A Febrageo alerta que outros patrimônios históricos, institutos e órgãos públicos estão em situação semelhante por todo o Brasil. 
 
A Febrageo alerta ainda que se continuar o desmonte do Estado brasileiro muitas outras tragédias dessa proporção irão ocorrer. A Federação conclui a nota com pêsames a todos os funcionários que dedicaram suas vidas ao resgate e à construção da história e ciência no Brasil. 

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