01/09/2016
BARRAGENS

Samarco, Vale e BHP divulgam relatório

Na última segunda-feira, 29 de agosto, Samarco, Vale e BHP Billiton apresentaram resultado de investigação sobre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). O trabalho foi conduzido por um painel de especialistas constituído pela Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP.

Na coletiva estiveram o Diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, o Diretor comercial da BHP Billiton, Dean Dalla Valle, o Diretor-presidente da Samarco, Roberto Carvalho, além do líder do painel de investigação, Norbert Morgenstern. O líder do painel já atuou em mais de 140 projetos de barragens e conta com mais de 330 publicações acadêmicas sobre o assunto. Morgenstern é também membro, Vice-presidente e Presidente de uma extensa lista de comitês técnicos em todo o mundo, além de contribuir na transferência de tecnologia aos países em desenvolvimento por meio das Nações Unidas e outras agências. Também compõe o painel de especialistas o chairman do Conselho e ex-CEO da Klohn Crippen Berger Ltd., Bryan Watts, Steven Vick, terceiro membro do painel, autor e consultor independente de engenharia geotécnica, e Cassio Viott, consultor independente de engenharia de barragens, especializado em todas as fases de concepção e engenharia de barragens e estruturas hídricas.

O painel analisou os aspectos técnicos que provocaram o rompimento da barragem e conduziram testes apropriados.

Logo após o rompimento de Fundão, as três empresas solicitaram uma investigação ao escritório de advocacia norte-americano Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP. O escritório foi contratado sob a premissa de absoluta independência. A Samarco colaborou com a investigação externa, com o fornecimento de informações e acesso integral às suas unidades e a seus empregados. O relatório completo da investigação sobre o rompimento da barragem está no endereço www.fundaoinvestigation.com

Entre os fatores que, segundo os especialistas, contribuíram para o rompimento da barragem, estão a infiltração de lamas no dique de areia, provocando a liquefação da mesma, a existência de uma praia separando a areia da lama com menos de 200 metros, mudanças efetuadas no projeto de drenos e o aumento no tapete drenante, que tornou menos eficaz a drenagem das areias. Eles também mencionaram que a ocorrência de três tremores na região pode ter contribuído para o rompimento.