05/07/2018
CARVÃO

RS cria pólo carboquímico

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, regulamentou, na última segunda-feira, 2 de julho, através de decreto, a lei 15.047/2017, que cria a Política Estadual do Carvão Mineral e institui o Polo Carboquímico do Rio Grande do Sul. O decreto determina ainda as atribuições do Comitê Gestor do polo gaúcho. O encontro teve ainda a assinatura de um protocolo de intenções com a Copelmi Mineração para instalação de um complexo carboquímico na região do Baixo Jacuí.
 
“Nosso estado possui uma riqueza energética muito grande. Temos 89% das reservas brasileiras, o que, em termos de energia, é três vezes mais do que o país possui em petróleo. Precisamos, mais do que nunca, transformar estas reservas em empregos e receita para o Estado”, afirmou Sartori. Um dos projetos planejados é a implantação de uma usina de gaseificação do carvão, orçada em US$ 4,4 bilhões. O projeto é dividido em quatro fases e inclui um complexo integrado para produção também de ureia, amônia e metanol. Na primeira fase serão investidos US$ 1,4 bilhão na construção de uma usina para a produção de 2,14 milhões de m3/dia de Gás Natural Sintético (GNS). 
 
Com a produção de insumos para a indústria de fertilizantes, biocombustíveis e química em geral, o Polo Carboquímico pode gerar, em estimativa preliminar do impacto acumulado entre 2019 a 2042, no Rio Grande do Sul, R$ 23 bilhões no PIB, R$ 3 bilhões em ICMS e 7,5 mil empregos diretos. “Esse é um projeto importante para as regiões da Campanha e do Baixo Jacuí. Trata-se de reposicionar o carvão não mais como fonte termoelétrica, mas também para a produção de gás natural de síntese. O que se faz mundialmente, através do uso de tecnologia de ponta. Países como Japão e Alemanha já produzem gás natural a partir dessa fonte”, comentou a secretária de Minas e Energia, Susana Kakuta. 
 
O presidente da Copelmi, Cesar Faria, vê com satisfação a regulamentação desta política de Estado. “Na área industrial, a produção de gás natural a partir do carvão vai completar a produção, tornando o Rio Grande do Sul independente para atendimento da demanda interna de gás. A Copelmi sozinha não teria como viabilizar esse projeto de tamanho impacto. Para nós, é uma satisfação saber do potencial gaúcho”.
 
O Comitê Gestor será coordenado pela Secretaria de Minas e Energia e terá a participação das secretarias de Minas e Energia; Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia; Planejamento, Governança e Gestão; Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (FEPAM); e Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Participam como entidades federais convidadas, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e Agência Nacional de Mineração (DNPM/ANM).