03/11/2016
PARANAPANEMA

Receita líquida atinge R$ 1,1 bi no trimestre

A receita líquida do Grupo Paranapanema atingiu R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre de 2016, uma redução de 18% ante o mesmo período do último ano. A empresa explica que a queda foi ocasionada principalmente pelo menor volume de produção de cobre devido à manutenção de rotina, realizada em agosto na fábrica de Dias D´Ávila (BA), e a consequente queda de vendas de cobre primário

No trimestre, a Paranapanema destacou-se pelo aumento de participação no merco interno, que representou 43% da receita líquida e equivale a 49% do volume de vendas. O crescimento das vendas no mercado local sinaliza tendência de melhores retornos para a companhia. O mercado internacional respondeu por 57% da receita líquida e 51% do volume de vendas. A queda de vendas em 59% de cobre primário no mercado externo em relação ao terceiro trimestre de 2015, somada à desvalorização do dólar no período, também potencializou as vendas no mercado brasileiro, com foco em produtos de cobre que proporcionam melhores margens para companhia. “Em relação ao desempenho operacional da companhia, tivemos um trimestre desafiador, com impactos da parada de manutenção da fábrica de Dias D´Ávila e das restrições de crédito e capital de giro”, afirma o Presidente da Paranapanema, Christophe Malik Akli. “No terceiro trimestre de 2016 demos continuidade às negociações com os principais credores da companhia, visando o reperfilamento da dívida, e aprofundamos as discussões de alternativas de injeção de liquidez de caixa e de melhoria da estrutura de capital”, acrescenta.

As vendas alcançaram 60.3 mil toneladas, redução de 22% em comparação ao mesmo trimestre de 2015 em razão da retração da produção de cobre primário, parcialmente compensada pelo aumento de vendas de produtos de cobre, que apresentou aumento de 6%. Em cobre primário, foram comercializadas 16.397 mil toneladas no trimestre, enquanto em produtos de cobre, 43.868 mil toneladas. Em coprodutos, o volume de vendas atingiu 207 mil toneladas, queda de 18% comparada ao terceiro trimestre do ano passado, compondo 141 mil toneladas de ácido sulfúrico, 65 mil toneladas de escória e 213 toneladas de lama anódica.

O Ebitda da Paranapanema caiu 56%, para R$ 70,2 milhões, enquanto a margem Ebitda Ajustado ficou em 6,6% ante os 10,4%, do mesmo período de 2015. Outro indicador que beneficiou a Companhia foi o crescimento de Treatment Charge/ Refining Charge (TC/RC) em 11% em relação ao 3T15, taxa utilizada como referência para definir os descontos nas compras do concentrado de cobre. O Resultado Líquido foi de R$ 58,2 milhões negativos, principalmente em função da variação cambial e do crescimento das despesas financeiras.

A Paranapanema assinou Acordo Standstill em 30 de setembro, que determina que os credores a partir daquela data e pelo prazo de 30 dias suspendam as obrigações financeiras que irão vencer (vincendas), incluindo juros e principal. “A assinatura do Standstill foi um avanço no processo de negociação do reperfilamento da dívida, que ainda depende da conclusão de outras etapas visando à celebração de um acordo final de reperfilamento com os principais credores”, avalia Akli. No trimestre a Paranapanema também aprovou novo Plano de Negócios da empresa, anunciado em 14 de setembro, que prevê a injeção de liquidez, que poderá se dar por meio de emissão pública ou privada de valores mobiliários, podendo ou não envolver um aumento de capital da companhia.

Dois eventos pós-fechamento do trimestre foram a substituição do assessor financeiro Rothschild pela RK Partners, divulgado em 7 de outubro, e a eleição em 14 de outubro do novo CFO e diretor de Relações com Investidores, Marcos Paletta Camara.