20/08/2015
MAGNESITA

Receita cresce 9,8% no trimestre

A Magnesita Refratários S.A. registrou receita de R$ 790,7 milhões no segundo trimestre de 2015, um crescimento de 9,8% sobre o mesmo trimestre de 2014 (R$ 720,1 milhões) e recuo de 1,9%, quando a comparação é feita com o trimestre inicial do ano (R$ 806,2 milhões). As vendas de refratários representaram 88,3% da receita consolidada da Magnesita no trimestre, ante 89,4% do mesmo período de 2014 e 88,3% do primeiro trimestre deste ano. As vendas atingiram 239 mil toneladas entre abril e junho, 10,6% a menos que no segundo trimestre do último ano e 6,5% abaixo na relação com o primeiro trimestre de 2015. Em relação a 2014, a variação reflete principalmente a deterioração ocorrida no setor siderúrgico nos mercados tradicionais da Magnesita. Comparado com o trimestre inicial deste ano, a queda reflete principalmente a redução nas vendas para o setor Industrial, que é sazonalmente forte no primeiro trimestre do ano.

O lucro bruto da Companhia atingiu R$ 245,4 milhões no trimestre, o que representa um aumento de 11,5% sobre o mesmo período de 2014 (R$ 220,1 milhões) e retração de 8,6% em relação ao primeiro trimestre do ano (R$ 268,5 milhões). O Ebitda ajustado totalizou R$ 104,6 milhões no trimestre, aumento de 8% sobre o mesmo trimestre de 2014 (R$ 96,9 milhões), mas um decréscimo de 26,1% na comparação com os primeiros três meses de 2015 (R$ 141,5 milhões). No segundo trimestre deste ano, a margem Ebitda ajustada ficou em 13,2%, ante 13,5% do mesmo período do último ano e 17,6% do primeiro trimestre de 2015.

“Continuamos enfrentando um ambiente macroeconômico longe do ideal em nossos mercados tradicionais. A importação de aço recorde nos Estados Unidos continua impactando a indústria local. Comparado com o ano anterior, a produção de aço recuou 9% no segundo trimestre. No Brasil, após um primeiro trimestre acima de nossas expectativas o país engatou uma rápida e forte deterioração na atividade econômica, com queda no PIB, clientes interrompendo suas operações, forte pressão inflacionária, além de um ambiente econômico e político de muita incerteza. Por último, a produção de aço também recuou nos nossos principais mercados na Europa Ocidental, região que vem apresentando recuperação bastante lenta. Apesar de nossos esforços comerciais em ganhar market share em novos mercados, a queda da atividade econômica nos nossos mercados tradicionais levaram nossas vendas (em toneladas) a recuarem 10% no trimestre contra o ano anterior. Estamos confiantes que este desempenho, abaixo da produção de aço em nossos mercados tradicionais, foi uma exceção. Nossa estratégia de crescer em novas geografias, fora de nossos mercados tradicionais, tem se mostrado vencedora nos últimos trimestres onde nossa performance tem superado a produção de aço. Continuamos focados na melhoria operacional, otimização de nosso supply chain global, melhorias na gestão de capital de giro e redução do custo médio de nossa dívida”, disse o CEO, Octavio Pereira Lopes. 

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