10/09/2015
FERTILIZANTES

Projeto Bonito, da B&A, alcança capacidade de produção

A B&A Mineração (empresa controlada por Roger Agnelli e pelo Banco Pactual), colocou em operação o Projeto Bonito, para produção de fertilizante fosfatado natural a partir de um minério de gênese diferente, que dispensa tratamento químico, ou seja, não exige a utilização de ácido sulfúrico e, portanto, não é poluente.

De acordo com Roberto Busato, diretor de Fertilizantes da B&A, o empreendimento, localizado no município de Bonito, a cerca de 150 km de Belém (PA), tem capacidade para produzir 150 mil toneladas/ano de fertilizante fosfatado, obtido através de processamento térmico do minério. Atualmente, além da planta de Bonito, só existe outra no mundo utilizando processo similar, que fica no Senegal. Para viabilizar o seu empreendimento a B&A teve que desenvolver o próprio processo e para isto contou com financiamento da Finep (Financiadora de estudos e Projetos), que aportou R$ 100 milhões a fim de que a empresa pudesse implantar o projeto Bonito e realizar pesquisas de potássio em Sergipe. Desse valor, R$ 70 milhões foram para o projeto no Pará. 

O diretor da B&A destaca que o empreendimento de Bonito, além de ser inovador é o único na região norte a produzir fertilizante e passou a atender um mercado que era totalmente dependente de importações. Ele também salienta que a implantação do projeto se deu em tempo recorde, já que da aprovação até a entrada em operação decorreram apenas 15 meses, envolvendo abertura da mina, instalação da usina de processamento e treinamento de pessoal, a maioria contratada localmente, um contingente de 130 pessoas, sendo 90 contratados da própria empresa e 40 terceirizados.

O fluxograma da planta industrial inclui as etapas de britagem, moagem, calcinação em forno rotativo, granulação e expedição, a granel ou em bigbags. O processo de calcinação é feito com o minério passando por gases em contra-corrente, a 700 oC, promovendo a conversão do fósforo que vem no minério, tornando-o solúvel.

A produção de gases se dá através da queima de três tipos de biomassa: cavacos de madeira, fibras de dendê e resíduos de açaí, abundantes na região, o que é um ganho ambiental, segundo Busato, já que se transforma resíduo em combustível. Outro aspecto ambiental importante é o baixo consumo de água. Enquanto nos outros processos de produção de fertilizantes no Brasil, para processar rocha com 5% de P2O5 e elevar o teor para 20% consome-se 2 mil metros cúbicos/hora de água, no Projeto Bonito o consumo é de apenas 20 metros cúbicos/hora. Além disso, o empreendimento não gera rejeitos, dispensando a construção de barragem de rejeitos.

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