02/05/2019
AÇO

Projeções otimistas para 2019

O Instituto Aço Brasil (IABr) prevê um aumento no consumo aparente de aço no Brasil de 4,6% em 2019, chegando a 22 milhões de toneladas. A expectativa é menor que a feita no início do ano, quando o consumo aparente poderia crescer 6,2% e chegando a 22,37 milhões de toneladas. “A revisão dos dados foi muito em função do desempenho da economia no 1º trimestre. No período, a prioridade absoluta era a reforma da Previdência e não foi aprovada no tempo que esperávamos e é evidente que impacta a economia", disse o presidente do Aço Brasil, Marco Polo Mello Lopes. 
 
As vendas internas devem alcançar 19,5 milhões de toneladas em 2019, um crescimento de 4,1%, estimativa inferior aos 5,8% iniciais (19.8 milhões de toneladas). O instituto calcula que a produção brasileira de aço bruto atinja 36 milhões de toneladas no ano, alta de 2,2%. Anteriormente, a previsão era um crescimento de 2,7%. As importações devem alcançar 2,61 milhões de toneladas, enquanto as exportações são calculadas em 13,1 milhões de toneladas, respectivamente. Isto representa uma evolução de 8,7% e uma queda de 6,1%, respectivamente. "Se a reforma for aprovada, mas não aquela para inglês ver (não pode ser desidratada), tenho convicção de que os números serão alterados para cima. Tem muita coisa parada no País”. 
 
Segundo Lopes, o que prejudicou o desempenho do primeiro trimestre deste ano foi a questão política, com a não aprovação da reforma da Previdência. Com isso, o consumo aparente de aço no período caiu 1,4% no comparativo com janeiro a março do ano passado, passando de 5,0 milhões de toneladas para 4,9 milhões de toneladas. As vendas internas também recuaram nos primeiros três meses de 2019, para 4,41 milhões, queda de 0,1%. A produção de aço bruto também caiu 2,8%, chegando a 8,39 milhões de toneladas no trimestre. Já as importações aumentaram 4,1% no período, passando de 588 mil toneladas para 612 mil toneladas no primeiro trimestre deste ano. As exportações gerais alcançaram 3,69 milhões de toneladas, alta 3,2%.