29/07/2015
AMAZONAS

Potássio do Brasil obtém LA para exploração mineral

O Governo do Amazonas concedeu Licença Ambiental, através do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), à Potássio do Brasil para iniciar trabalhos de exploração mineral em Autazes, cidade a 113 km da capital manauara. A empresa irá investir mais de US$ 2,5 bilhões na construção de um Complexo Industrial para a extração e tratamento do potássio a partir de 2016, com a finalidade de produzir fertilizantes.
 
O negócio é estratégico para a agroindústria brasileira e coloca o estado do Amazonas em uma posição de protagonismo no setor, com uma expectativa de atender até 25% do mercado de consumo nacional. Acompanhado de diretores da empresa e de uma comitiva de autoridades de órgãos do setor mineral, o governador José Melo conheceu a estação de coleta de amostras de rochas onde será erguido o Complexo de exploração e tratamento da silvinita e esteve na unidade da empresa na cidade, onde funcionam os laboratórios de análise. Com a LA, a Potássio do Brasil se prepara para construção do Complexo a partir de 2016, etapa considerada mais cara e delicada do empreendimento. “O Brasil produz pequena parcela daquilo que precisa de potássio para o seu agronegócio. E aqui no Amazonas temos uma bacia sedimentar muito grande. Isso aqui é um marco inicial de uma verdadeira revolução no Amazonas e no Brasil. Até porque na extração desse minério se tem o potássio, que vai para o agronegócio, e o subproduto dele, que entra em uma infinidade enorme de produtos”, afirmou o governador José Melo.
 
A expectativa é que o potássio amazonense tenha preços mais atrativos para o agronegócio. O preço da tonelada está estimado em US$ 100, revelou a Potássio do Brasil. O diretor de exploração da Potássio do Brasil, José Fanton, disse que a meta da empresa é atender ao mercado brasileiro, apesar do potencial de exportação. “É um momento histórico. Estamos com a licença ambiental, com uma série de condicionantes, mas que propicia segurança de continuidade (dos investimentos). Eu acho que esse é o nosso maior trunfo”, comemorou. Desde que iniciou as pesquisas de potencial mineral em 2009, a empresa investiu mais de R$ 200 milhões. A mina de Autazes tem uma reserva de 800 milhões de toneladas. Com a sua descoberta, o Brasil saltou de 11º para o 8º maior em reservas do mineral no mundo, segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
 
A Potássio do Brasil calcula produção de 2,16 milhões de toneladas de cloreto de potássio somente com a jazida em Autazes. O grupo também está fazendo sondagens em Itacoatiara, onde já identificou potencial de produção. Além do potássio, algo em torno de 1,1 milhão de toneladas de sal de cozinha deve ser produzida no complexo. Segundo a empresa, durante a construção 4,7 mil empregos devem ser gerados. Quando o complexo iniciar produção, mais de mil postos de trabalho serão abertos. O Complexo Industrial possuirá uma área de 200 hectares. A mina é subterrânea e ficará entre 700 e 900 metros de profundidade - abaixo do aquífero Alter do Chão. Para chegar ao ponto de exploração, dois elevadores saindo da superfície serão construídos para acessar a mina.

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