11/07/2018
USIMINAS

Plano é religar alto-forno de Cubatão

A Usiminas planeja retomar a operação do alto-forno e de um lingotamento contínuo da usina de Cubatão (SP). Os equipamentos voltariam a funcionar apenas com parte da capacidade em uma medida orçada em quase R$ 1 bilhão. A expectativa é que as operações sejam normalizadas em um prazo de até dois anos, sendo que as máquinas estão desligadas desde 2016. 
 
Em nota a Usiminas informa que "vem promovendo uma série de estudos para avaliar as melhores opções para o modelo de operação futura da usina de Cubatão". Os estudos não tem um prazo específico de conclusão, e posteriormente terão que passar pelo crivo do Conselho de Administração da Usiminas. 
 
A queda da demanda brasileira por aço fez a Usiminas desligar temporariamente em outubro de 2015 dois altos-fornos, aciaria, coqueria e sinterização em Cubatão. Desde então, a unidade opera como uma laminadora, comprando placas de aço de terceiros, especialmente da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) e do Pecém (CSP).
 
Nesse plano da engenharia industrial, apenas uma parte da aciaria voltaria a funcionar com um alto-forno. Isso significa que a Usiminas teria de importar pelotas de ferro e carvão de coque. Após a recuperação financeira a Usiminas quer dar um destino de médio prazo à usina de Cubatão. A companhia mineira busca identificar os focos de investimento que podem lhe garantir maior retorno. Além da Cosipa, há um potencial de completa reforma do alto-forno 3 de Ipatinga (MG).